domingo, 27 de outubro de 2013

Dura Trail Proaventuras–Serra Arrábida

  

 
 







Foto de Angelo Letras – Facebook I Duratrail Proaventuras
 
 





Já lá vão vários meses com uma arreliadora lesão muscular que me tem impedido de treinar com regularidade e participar em provas com um cariz mais competitivo ou com objetivos de tempo.

Em circunstâncias normais não teria participado na prova de ontem, sábado dia 26 de Outubro.

Mas esta prova foi especial:
· A prova decorreu no “meu quintal”, a bela da Serra da Arrábida.
· A prova foi organizada pelo ginásio Proaventuras (em parceria com a CMS), onde tenho bons amigos e com quem tenho partilhado excelentes momentos.

Existindo 2 distâncias, 22km e 33km, tive que optar pela distância mais curta. Com o nome Duratrail, já seria bom conseguir terminar.

A prova decorreu no belo cenário da Serra da Arrábida, tendo como partida e chegada o parque urbano de Albarquel. Iriamos partilhar trilhos com o treino que no longínquo ano de 2011 os Run4Fun organizaram nesta bela serra http://run4f.blogspot.pt/2011/02/rescaldo-do-carrossel-da-arrabida.html.

Como de costume, cheguei cedo à prova, um pouco antes das 8h00, hora prevista para a abertura do secretariado. Eram poucos os atletas que estavam nessa hora mas já se viam inúmeros membros da organização a acertar os últimos detalhes para que a prova decorresse nas melhores condições.

O tempo estava fresco mas com muito baixa visibilidade, o que a manter-se, iria impedir os participantes que ainda não conheciam a Serra a não conseguir apreciar a beleza que esta tem para oferecer.

Depois de levantar o dorsal e de trocar alguns dedos de conversa com alguns membros do Proaventuras, decidi ir tomar um café. Nesse momento chegava o Paulo Martins que se preparava para ir levantar o seu dorsal.

Para encontrar um café aberto aquela hora ainda tive de percorrer umas centenas de metros o que me permitiu fazer um pequeno aquecimento e ver como me sentia dos problemas musculares. Senti-me bastante bem comparativamente aos últimos meses, o que foi muito bom e serviu para me sentir mais confiante.

Lá tomei o café e regressei ao local de partida, já equipado com o Camelbak pronto a iniciar a prova. 
Quando me dirigia para o local de partida encontrei o João Mota, do “Mundo da Corrida” com quem estive à conversa durante largos minutos. Na linha de partida já estavam os Run4Fun Paulo Martins, Ana Groznik e Miguel Serradas Duarte. Encontrei também o Vitor Cunha da wikaboo que estava também a recuperar de uma lesão.

Às 9h00 em ponto foi dada a partida tendo o primeiro km sido guiado e com ritmo controlado ate entrarmos na subida para o castelo onde foi cortada a fita que marca o inicio oficial da prova.

A subida para o Castelo permitiu aquecer logo o motor, embora tivesse começado de forma tranquila e controlada pois não sabia como o corpo se iria portar numa prova que previa dura e com uma duração significativa. As minhas estimativas iniciais apontavam para uma prova feita com calma e com uma duração à volta das 3h15 – 3h30.

Depois do Castelo entramos na Serra e começamos logo num sobe e desce constante que nos iria acompanhar até cerca dos 15km. Sempre com cuidado nas descidas, embora o piso estivesse muito melhor do que eu esperava pela chuva que tinha caído nos últimos dias, e a andar nas subidas mais ingremes (parece que essa é a técnica correta de abordar estas provas).

Devo dizer que embora treine com frequência na Serra, especialmente BTT, não o faço nos trilhos mais técnicos. Primeiro porque sou essencialmente corredor de estrada e estou mais focado no ritmo, depois porque sou muito mau nas partes técnicas, quer a correr quer de BTT. Enfim, muita oportunidade de melhoria.

Lá fui avançando no terreno, numa parte inicial em que os grupos não se encontram muito definidos porque existem ritmos diferentes. Pelo km 3, passa por mim o Paulo Martins, numa subida ingreme em que eu ia a andar mas ele ia a correr a uma velocidade impressionante. O homem é uma máquina.

Logo atrás vinha o João Mota, grande atleta e habituado à Ultras de elevada dificuldade. O João tem uma pilhas que em vez de se irem gastando parecem ficar cada mais com mais energia conforme vai devorando os trilhos.

Os trilhos eram espetaculares, com single tracks belíssimos, subidas duras e descidas que prometiam estragar os músculos. Nas descidas todo o cuidado era pouco embora não fossem demasiado técnicas e onde as condições de segurança estavam garantidas.

As marcações, desde o inicio, eram espetaculares. Não faço muitas provas de Trail mas nunca fiz nenhuma de Trail running ou de BTT tão bem marcada. Praticamente tínhamos fitas a cada dezena de metros. Impressionante e irrepreensível.

Com pouco mais de 5km acabei por ficar sozinho na prova, mas por pouco tempo, pois de trás vinha o Miguel Serradas Duarte e o Paulo Pires com o seu incansável cão.

O Miguel aproveitou logo a oportunidade para me fragilizar psicologicamente pois, dizia ele, a prova até aquele momento estava a ser demasiado rolante !!! Raios partem o homem, eu a pensar que aquilo estava a ser de uma dureza estrema, num constante sobe e desce. Para cumulo, eu ia para 22Km e ele para 33km. Mas enfim, temos de ter muito respeitinho nestes profissionais das ultras de grande dureza. E logo ao lado estava o Paulo Pires, que agora qualquer coisa com menos de 100km não serve. Ele só lá foi passear o cão.

E esta foi talvez a parte mais dura da prova para mim, mas também a que passou mais rapidamente fruto da companhia.

Cerca do km 9 (acho eu), apanhamos no fim de um rampa o primeiro abastecimento e controlo de passagem (para mim primeiro e ultimo).

Os meus companheiros optaram por parar para, presumo, comer umas bananas (parecia o que havia na mesa mas não tenho a certeza).

Como estou em modo de testar o meu novo regime alimentar (vou com 24 semanas), tinha comido pela ultima vez às 17h do dia anterior e não tinha levado nada para comer, a não ser água e sal. Mais tarde veria se a energia me faria falta…

A partir desta altura fui quase sempre sozinho mas o terreno entretanto foi ficando mais acessível. Quando apanhei a ribeira da comenda, que segui durante um bocado e atravessei 3 vezes (lá tive molhar os pés o que até soube bem), o terreno ficou mais plano.

Nesta altura apanhei mais 2 companheiros, mas por pouco tempo. Um ficou para trás e o outro ia num ritmo demasiado forte que não consegui acompanhar. Comecei a subir novamente em direção ao Castelo, mas de um lado diferente de onde descemos no inicio, e eu fui aumentando a intensidade porque me estava a sentir bem.

A separação entre os dois percursos foi feita ao km 19. Devo vos dizer que, conhecendo a Serra, não invejava nada a parte que eles ainda tinham de percorrer, nomeadamente a subida ao posto de vigia. Valentes…

Feita a subida quase até ao Castelo, foi sempre a descer até à praia. Ainda fomos brindados com uma descida bastante técnica e no meio de um arvoredo serrado. Muito bom.

Na praia corremos uma centena de metros na areia, que estava consistente junto ao mar e voltamos a sair 
para a estrada. Uma subida inclinada, estrada de alcatrão até o topo do parque de Albarquel, sempre a abrir e com boas sensações. Senti sempre os meus problemas musculares mas não ao ponto de me impedirem de correr de forma “normal” e solta.

Já dentro do Parque, descemos uma conjunto de escadas e ainda aprovei a reta final para aumentar o ritmo.



Fiquei bastante contente. Acabei por fazer 2h40, muito menos do que esperava e terminei muito bem.

Depois de terminar ainda tive o prazer de reencontrar o Renato Velez, que por lesão não conseguiu estar presente.

Eu e o Vitor fomos fazer uma tratamento de frio na agua maravilhosa que aconchega a serra.

Ainda esperei para ver se chegavam os valentes R4F que tinham ido aos 33Km e acabei por ver chegar os primeiros da distância maior, mas comecei a ficar com muito frio e decidi ir para casa.





Parabéns ao ginásio Proaventuras e à CMS. Uma prova espetacular, muito bem organizada, com trilhos espetaculares e marcações imaculadas. Gente que sabe e que sente esta coisa dos trilhos.

Já referi que ao prova era gratuita?

Acredito que esta foi a primeira de muitas edições e desafio todos os R4F a participarem no próximo ano. Vai seguramente valer a pena.

AC

4ª Meia Maratona de Bissau



A minha estreia em provas de atletismo africanas - suponho que a única que se realiza com regularidade na Guiné-Bissau - não poderia ter sido melhor. Não pelo tempo que fiz, a rondar umas modestas duas horas, mas pela oportunidade que ela me proporcionou de viver um ambiente genuinamente diferente e de experimentar novas sensações. Será difícil que corra melhor no próximo ano, se ainda aqui estiver.

Já vinha com ideias de correr a Meia Maratona de Bissau desde Lisboa, depois de ter visto notícia na Internet de que já se tinham realizado três edições da prova, sempre no fim de Outubro. Ao chegar a Bissau a informação sobre a prova não abundava, mas porque o meio é pequeno tive a felicidade de conhecer casualmente num supermercado Renato Moura, o Presidente da federação de Atletismo da Guiné-Bissau (FAGB), que é a entidade organizadora. E além de confirmar a data recebi instruções sobre como me inscrever.

 Ao fazer a minha inscrição na prova percebi que ela seria diferente. Dirigi-me à empresa patrocinadora do evento - a MTN, uma empresa privada sul africana que opera uma das três redes de telemóveis do país - onde me pediram uma fotocópia de um documento de identificação e a indicação do meu número de telefone. Não paguei nada pela inscrição, mas também não recebi nada em troca. Pelo menos não naquele momento. Disseram-me apenas que as informações sobre a mesma seriam dadas pela rádio.

Assim foi. Na semana que antecedeu a prova comprei um rádio de pilhas no Mercado do Bandim e fiquei a saber pela publicidade da MTN, em crioulo, de onde partia a prova e a que horas tinha que lá estar (07h00). Fiquei também a saber que havia transporte coletivo a partir de vários pontos de Bissau para o local da partida às 6h30, mas optei por pedir ao Rivelino, meu fiel companheiro nas voltas que tenho que dar por Bissau, para fazer o favor de vir comigo para trazer o carro até à meta.

No local da partida, a pequena localidade de Safim a 16 km de Bissau, percebi a lógica da inscrição. Usaram os documentos de identificação para construir uma lista de participantes, que eram chamados um a um para lhes ser atribuído um número de inscrição e entregue a correspondente camisola. Os números de telefone serviam apenas para distinguir os nomes repetidos, o que é frequente aqui na Guiné. Tive que trocar a minha camisola dos Run 4 Fun pela camisola oficial da prova, e esperar que você dado o tiro de partida. Estava previsto para as 8h00, mas o atraso no processo de atribuição dos dorsais e a chegada tardia da comunicação social fez com a largada se desse com quase meia hora de atraso. Felizmente São Pedro ajudou, e manteve o céu encoberto durante uma boa parte da prova. Só não foi possível evitar o calor, a rondar os trinta graus, e sobretudo a humidade, muito acima dos 80%. O céu encoberto era, aliás, o prenúncio de uma chuva leve que caiu pouco depois do fim da prova, que decorreu assim durante o correspondente período de condensação.




A largada só não foi mais caótica porque o número de participantes, comparativamente com o que agora é usual em Portugal, era relativamente pequeno. Segundo a Organização eram 401, quase todos jovens rapazes na casa dos vinte, eventualmente trinta anos. Além de ser um dos únicos dois brancos (o outro era um missionário americano em São Domingos), era certamente o mais velho em prova, e apenas consegui identificar três raparigas. O oposto, portanto, do que se passa entre nós. Além de razões de ordem social, ou étnicas, para a fraca representação de outros extractos de corredores, a principal explicação é a de que a lógica da prova é predominantemente competitiva (ainda que o não seja em termos internacionais, já que o vencedor fez o modesto tempo de 1h24m).

A maior parte dos participantes estava verdadeiramente iludida de que poderia ganhar um dos prémios monetários oferecidos pelo patrocinador ( o prémio do vencedor foi de um milhão de Francos CFA, sensivelmente EUR 1.500, e até ao quarto lugar havia prémios de metade do valor do prémio antecedente). A ponto de eu ter presenciado a desistência de corredores que se deram conta de que já não poderiam ganhar. Eu aliás fui citado numa rádio local como um exemplo das poucas pessoas que tinha vindo apenas correr por prazer.

Dada a natureza da prova e impetuosidade dos participantes, escusado será dizer que fui imediatamente remetido para a cauda do pelotão, um pouco à frente do "carro vassoura". Mas fui paulatinamente ultrapassando vários corredores que rebentaram ao fim de quatro ou cinco quilómetros, o que no entanto não impediu que uma parte da prova tivesse sido feita na companhia do tráfego rodoviário normal. A estrada de Safim para Bissau não estava propriamente cortada ao trânsito, e só depois do Aeroporto, já dentro da cidade, é que tivemos direito a uma faixa exclusiva para nós. Nessa fase fui na companhia de dois ou três corredores mais conscientes das suas limitações, num ritmo relativamente moderado. O percurso era muito exigente, com pelo menos duas rampas muito respeitáveis e vários outros desníveis menores.

Ao fim de quinze ou dezasseis quilómetros embrenhamos-nos pelas ruas do centro da cidade. A certa altura perdi-me mesmo, porque a minha companhia do momento resolveu desistir (a prova já estava ganha, dizia ele) e não havia ninguém no local para dar indicações. Devo ter corrido menos umas centenas de metros do que o devido, até encontrar outros corredores e seguir no caminho certo, e na desorientação do momento o meu Garmin deixou de funcionar por largos minutos. Pelo registo que tenho, de 1h50m para 19k e 500m, terei feito um tempo em cima das duas horas. Mas isso verdadeiramente não importa quando comparado com a sensação única de entrar no Estádio Lino Correia com as bancadas repletas de um público entusiasta a saudar os corredores.

O entusiasmo do público foi uma constante ao longo de todo o percurso, particularmente nos cerca de 8 ou 9 km da Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, que liga o Aeroporto ao Centro de Bissau. O Bairro da Cooperação Portuguesa, onde moro, fica a poucos metros dessa avenida, e foi com simpatia e espanto que fui saudado por alguns dos funcionários do bairro que que foram para a Avenida ver passar a corrida. Pela novidade, eu fui alvo de um entusiasmo especial do público ao longo de toda a prova, sendo invariavelmente saudado ao som de cânticos de "Branco! Branco! Branco!", a que eu normalmente respondi com acenos de agradecimento. Não pude deixar de soltar uma gargalhada quando a dada altura ouvi alguém comentar que não percebia porque o branco queria ganhar mais um milhão!

Também fui objeto de alguma atenção à chegada à meta. Além de branco, e com cabelos brancos, fui identificado pelo jornalista da Rádio Jovem como o Assessor Científico da Faculdade de Direito de Bissau. O que faz ele aqui, devem ter pensado? Tive direito a uma entrevista e tudo, acompanhada pelos jornalistas das mais politizadas Rádio Bombolom e Rádio Pdjiguiti. A rádio é o mais poderoso meio de comunicação social na Guiné-Bissau, e também o mais livre, já que uma boa parte da população não sabe ler e não tem abastecimento regular de energia eléctrica, o que faz dos jornais e da televisão meios de comunicação absolutamente marginais. Prova disso é que já fui entretanto saudado por um funcionário do bairro que não estava ao serviço de manhã pela "excelente entrevista" que dei à rádio :-). Toda a gente ouve rádio - a corrida foi transmitida em direto - e não há nada que se passe em Bissau que não se saiba através dela.




Não houve distribuição de medalhas nem de outros prémios para além dos monetários a que tiveram direito os quatro primeiros classificados. Mas houve confraternização entre os corredores e muita animação, incluindo a aparição de alguns jovens nativos balantas "despidos" a rigor para as suas cerimónias de iniciação. Se ainda cá estiver, para o ano haverá mais. Pode ser que nessa altura já me tenha habituado a correr com este calor e com esta humidade, e quem sabe se não ganho o milhão!

Claudio Monteiro


A minha Alegria



Entendo que este interessante espaço, o “Blog Run 4 Fun”, é o ideal para partilhar a alegria que me absorve. Não, ainda não fiz a maratona (confesso que tal desiderato o defino como missão “quase” impossível), também não fiz qualquer prova de dificuldade maior, nem superei qualquer “best time”. A minha medíocre performance no mundo das corridas não me permite aspirar a contar muitas histórias neste contexto. As histórias são feitas de vitórias. Confirmo que 90% dos espanhóis não sabe o que foi a “Batalha de Aljubarrota”! Não faz parte da história de Espanha! 

Contudo, este dado factual de possuir um elevado “handicap” no atletismo não é de modo algum impeditivo de ter alegrias neste campo. Porque gosto de correr e faço-o ininterruptamente há cerca de 20 anos. Porque gosto do ambiente das corridas nas suas componentes desportiva e social e participo em provas com regularidade. Recordo que a minha primeira participação em provas foi em 1996 – Corrida dos CTT/TLP- Ainda sou do tempo que a Nazaré era o “ex-libris” das meia maratona, a Corrida dos Sinos- Mafra e das Fogueiras – Peniche eram as mais procuradas, mas ficavam longe de esgotar!..

Ao longo deste tempo para além de tentar transmitir como qualquer pai/tio às minhas filhas e aos meus sobrinhos um conjunto de valores e princípios, estou muito feliz pelo facto de não lhes ter sido alheio este meu gosto, às vezes exagerado, pelas corridas. Esta situação é sem dúvida a maior alegria que este desporto me proporcionou, pois permite, cumulativamente, uma prática que adoro e que posso desenvolver em família.    

Bem, mas tudo isto para referir que actualmente são elementos do nosso Run 4 Fun, 6 membros da família “Raposo” – Eu, Belina (esposa) Marta (filha), Rita (filha), Bernardo (sobrinho) e Guilherme (sobrinho). Que melhor Grupo/Equipa nos podia acolher? É sem dúvida um orgulho de todos os “Raposo” poderem pertencer ao Run 4 Fun!

Já fizemos alguns treinos de conjunto os 6. Mas ainda não foi possível juntar todos numa prova. Abaixo encontra-se a evidência que tal facto está para breve, uma vez que hoje só faltou a Rita, à "TSF Runners".

Família Raposo na "TSF Runners"
  

Nota: Só a Belina não veste a camisola do R4F pelo facto das mesmas se encontrarem esgotadas.


Rui Raposo



Nota: texto escrito pelo Rui Raposo, que me pediu para o publicar. O fotógrafo também ficou na foto :)