terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

In love with trilhos

Not sure how much I even like running purely for running itself. But I definitively love to run in serene surroundings, all senses stimulated by plenty of natural elements, ideally not on a totally flat course and not mainly on concrete or asphalt... My first organized run was Corrida das Lezírias in March 2010 and I was surprised how much I enjoyed the event. About at the same time I moved close to Monsanto, and I started running there relatively frequently. I began randomly following Portuguese running blogs, and understood just enough to get interested in the upcoming Corrida do Guincho in May 2010, where I got so excited that I really wanted to go a week later to a similar run Corrida do Mirante in Ota - so out of the blue I contacted the author of the blog Mariasemfrionemcasa regarding the logistic, and not only she didn't find it too strange that a complete stranger asked for her help but she became my very dear friend. Through her I learned about Trilhos de Almourol in spring 2011, and decided to do the mini version of 21km. And boom, I was hooked with trails. For my friend's blog I wrote then a lengthy report.
In October 2011, I registered for Redcrosstrail in Maiorca, 31 km, although I was not really prepared for this. And it was just as beautiful and hard as expected. Amazing places I would have not seen otherwise, nice crowd of wonderful sincere people organizing and participating at the event. Starting on a sandy beach north of Figueira da Foz, for 2 km trying to run close enough to the ocean to not sink too deeply into the sand and far enough to avoid getting soaked by waves, before tackling endless hills and downhills towards the flat rice fields of Maiorca. All the way absorbed into how to step on next stones, conquer next hill, manage next downhill, avoid next root... Every step different, every step engaged with the setting at that moment, taking in the views all around you and at the same time focusing on details below your feet, listening to your body and constantly adjusting a pace... a perfect meditation in motion!
So when João Ralha suggested in December to register for Trilhos do Sicó, I did not think twice. But closer was the date, more worried I was about the 38 km and 1300 m of accumulated elevation gain. That was several kilometers more than I did in October in Maiorca, and more than twice of elevation gain - and I was beyond exhausted then! So, from the beginning of the new year I was motivated to run a bit more than usually. On Sunday I was still quite concerned how to survive such a tough course, but I felt that I had light legs and enough energy. As always, I walked more of the course than I would like to, but this is the great thing with trails: you don't feel bad for walking uphill or stopping for a while to catch the breath or just to admire the views or smell the flowers. By the way, I never saw that many wild orchids in my whole life together as on Sunday!
It is a truly humbling experience to face in one day so much natural beauty, ancient historical remains, charming local settings, and above all dedication of so many people contributing to such a perfectly organized event. It is especially nice to share the experience with many enthusiastic athletes, everyone with a completely different individual life story and having so much in common at the same time. This was also one of my first events with the R4F club, and I am deeply touched with the support and kindness and understanding and acceptance - not sure yet how to deserve it and return it eventually. Thank you all!
There were several reports written about the Trilhos do Sicó on Sunday, and I could hardly add anything. The previous post by Carlos Melo made me think a lot; I definitively don't have light confident steps on constantly changing surface, I do worry will I manage some technical descent in one piece, and some parts of the course are frustrating even when walking. But I am in love with trilhos, and I want to be better prepared to enjoy them even more. And this kind of love never breaks your heart - in the worst case just a leg or two :-))
Ana G.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Conímbriga “Terras de Sicó” – Lessons Learned do Trail

Não tenho jeito para trails.

Admiro muito a forma ligeira como um “trailer” se desloca pelo terreno de forma que dá a sensação que nada lhe mete medo. Nem me estou a referir tanto á sua grande velocidade e capacidade atlética que também possuem. Tem mais que ver com a coragem de enfrentar o perigo que vem maioritariamente da imprevisibilidade do chão, de lado ou em cima em troncos, silvas, arbustos, pedras,… em subidas e descidas que metem muito medo (algumas na vertical) …

Não me dou muito bem a colocar o pé em pisos acidentados, em que o pé fica torto, em pedras e troncos sem certeza de estabilidade, em pedras soltas que não fixam o pé. Na maior parte dos terrenos mais difíceis que encontro em trails tenho muito cuidado a “meter o pé”. Eu diria mesmo que a cada passada que dou em terreno acidentado, tenho medo que me aconteça algo de que me venha a arrepender.
Pode ser que seja falta de treino, falta de técnica de progressão, necessitar de mais experiência de corrida em trilhos. Provavelmente necessitaria praticar exercícios que forneçam características que eu necessite de melhorar para colocar melhor o pé, a passada, ter maior flexibilidade, dominar pisos instáveis, conhecer técnicas em terrenos mais difíceis.

Apesar de não ter jeito para isto, gosto muito de correr em trilhos.

Preparei-me para viajar na véspera e ficar em Coimbra. Na sequência da mensagem de Paulo Marcos, que também ficou em Coimbra, manifestei interesse em partilhar a deslocação, o que, como vou referir adiante originou que eu lhes transtornasse o regresso. No Sábado, o Paulo e a Inês foram ao futebol e eu combinei encontrar-me no jantar Run 4 Fun no centro de Coimbra, que viria a ser bem concorrido, com a Rita, a Rute, a Paula, a Elsa, a Patrícia, o Jorge e demais familiares.
No Domingo, o António Castanheira chegou primeiro a Condeixa e depois chegaram os companheiros que vieram de Lisboa nessa manhã, bem como os que vieram de Coimbra.

Quando me inscrevi no Mini Trail de Conímbriga “Terras de Sicó” de 2012, foi com o objetivo de fazer este mini-trail em modo de passeio, logo após a Maratona, por forma a disfrutar da paisagem, do convívio, da natureza. Mas depois do início da prova, cresce a emoção que nos impele a ir mais rápido, mais longe, com mais força, o que acontece com a generalidade dos praticantes de corrida.

No ano passado eu fiz os 30 kms do trail de Sicó com o infindável tempo de quase 5 horas. Gostei muito da prova, do ambiente e da organização do “Mundo da Corrida”, pelo que este ano voltei para participar no mini-trail, mais fácil. Ao longo do percurso do Mini trail, encontrei vários companheiros que participavam no Trail. A partir de determinado ponto cruzámo-nos com os caminheiros que vinham em sentido contrário. O cruzamento foi aproveitado como um incentivo mútuo, mas em alguns percursos estreitos causava alguma confusão. Após um bom pequeno-almoço e consumindo geis e nos abastecimentos, deu-me energia para fazer confortavelmente os 21 kms da prova.
Após ter passado a Meta nesta prova muito bem organizada, uma boa dose de lembranças azuleijo, queijo, mel, bolos, fruta, água e a cerveja que soube muitíssimo bem.

Após terminar comecei a fazer “piscinas” fazendo o percurso final para trás e para a frente, para apoiar, “rebocar” e fotografar vários companheiros Run 4 Fun . O António Castanheira ao voltar uma curva, cumprimentei-o mas com muita pena minha não o fotografei na surpresa do momento. Estava num estado de perfeita diversão. Percorri mais de 21 kms só neste “vai-vem” de piscinas, embora num ritmo inferior aquele que fiz a prova. Nestes percursos tive a companhia R4F da Paula Carvalho, Rute Fernandes, Inês Gil Forte, Paulo Marcos, César Moreira, Jorge Paulo, Jorge Cancela. Cruzei-me com muitos companheiros da corrida (a lista seria exaustiva) e da Organização que nos cumprimentávamos mutuamente, alguns efusivamente, como a Otília Leal e o Mário Lima. No total percorri no domingo mais de 42 kms de perfeita diversão nos percursos da “Terra de Sicó”.

Foi muito emocionante ver passar as experientes Ana Grosnik e Claire Monroy aceleraram “na brasa” muito bem posicionadas na frente do Trail. Ficaram ambas na excecional posição de 4º lugar do seu escalão. Imediatamente a seguir ao Pódium!!! Muitos Parabéns Grandes Atletas!!!

Os Parabéns também para os Grandes Atletas Run 4 Fun que se estrearam no Trail e no Mini Trail. Espero que gostem das provas na natureza com estas caraterísticas onde se disfrutam de paisagens e ambientes fora do comum e de alguns momentos excecionais que perduram na memória.

Curiosamente, já na parte final de mais um “reboque”, tropecei frente ao Pavilhão Gimnodesportivo num piso normal não acidentado e magoei-me na anca.
Já não é a primeira vez que uma situação destas me acontece de passar incólume nos percursos mais difíceis e depois cair em pisos mais fáceis. Dá a sensação que quanto maior é o perigo e as dificuldades do terreno, mais atentos estão os nossos sentidos, a nossa capacidade propriocetiva e mais ativos ficam os nossos alertas. E quando o perigo diminui, ao diminuirmos os alertas e dispersarmos a atenção, podemos ficar mais sujeitos a acidentes, quando nada o faria esperar.

Depois aconteceu outro episódio. Já estava no Pavilhão Gimnodesportivo pronto para tomar duche, pormenores á parte, perdi os sentidos e acordei rodeado por atletas que chamaram os bombeiros que me levaram ao hospital, como resultado de hipoglicémia e quebra de tensão originados por ter deixado de me alimentar e hidratar após ter concluído a prova. Ou seja, distraído com o constante ir e vir sozinho ou acompanhado, não dei qualquer importância ao consumo de líquidos e à reposição de hidratos e fiz mais de 21 kms praticamente sem reposição de líquidos e sólidos. Não costuma acontecer comigo mas neste dia aconteceu, e nem foi por falta de marmelada que eu levava, e passei 2 vezes num abastecimento e só tomei cerca de 1 copo de água durante todo este tempo. Uma lição mais: Nunca descurar a hidratação e a reposição de hidratos de carbono durante o exercício, mesmo que seja uma atividade mais ligeira a que demos menor "importância".

A prosa já vai extensa. Os meus agradecimentos às pessoas que cuidaram de mim, os atletas no balneário, os bombeiros e o pessoal hospitalar.
Um enorme agradecimento à Luísa, Inês e Paulo Marcos que fizeram o favor de me acompanhar, dar ânimo e dicas úteis e trazer de volta com eles. Já recuperei com brevidade e estou “pronto para outra”.

RunAbraços.

XIII Grande Prémio do Atlântico


Depois do inesquecível "esfoliante" Grande Prémio de 2011, com chuva, areia, vento e frio, um contingente laranja, com quase duas dezenas de corredores, voltou às terras da Costa da Caparica, preparado para tudo, incluindo bom tempo, que era o que havia.
Mas este Grande Prémio não se oferece assim, sem mais nem menos. Por isso, os participantes tiveram que descobrir o ponto de partida, que este ano era outro.
E, do ponto descoberto, lá fomos...alguns com muitos km prévios nas pernas (treinos ditados pelos caprichos das Senhoras Maratonas...).
Como não tinha tal precedente, mais folgado corri e, por conseguinte, 00:43:36 consegui. A equipa laranja masculina acompanhou o sol, colocando-se no 34º lugar entre 80 grupos. Boa energia veio de Ruben Silva e João Lima, que chegaram abaixo dos 45 minutos; e de António Cruz, que da mesma marca se aproximou, apesar de esta ser a sua primeira corrida desde 6 de Novembro.
De assinalar ainda o regresso de Franco Wudich, após arreliadora paragem, e a prestação acrobática de Nuno Sentieiro Marques, que, com as suas "quedas com enrolamento e seguimento em corrida", se habilitou ao prémio "artista convidado pela Xistarca".
Ainda no setor masculino, João Veiga obteve PBT na distância.
Mas o PBT do dia coube a Cristina Caldeira, que retirou mais de 6 minutos ao melhor tempo que tinha aos 10 km.
Runabraços e até à próxima prova!


Sicó. Afinal isto tem mais de "tropa" que eu pensava!

Fui ao jantar de Natal do R4F. Apresentações brilhantes. Uma em particular deixa-me curioso. O Teodoro e o Jorge dizem: se quiserem experimentar os trails, comecem por um fácil, "como o de Sicó"!

Inscrição feita. Boleias combinadas, tudo impecável, grande companheirismo no carro (Paulo Jorge, Nuno Tempera, César e Miguel Serradas), tudo organizado á chegada, Zé Carlos (esse Deus na Terra) com os sacos e os dorsais. Alinhar à partida com a Luísa e o João Ralha, a Anne e a Claire, o Paulo Jorge e o César.

(O Teodoro e o Jorge, meus gurus do trail afinal tinham tido outras opções de distância ou de prova...confesso que senti um pouco aquela sensação do "então, afinal...", mas pronto, eles já estão noutro patamar e eu só tenho de seguir as indicações de quem já passou por muito)

Tiro de partida e aí vamos. ao princípio tudo simples, mais subidita, menos descidita, sempre a correr até aos primeiros 15 ou coisa que o valha (não tenho aqui o Garmin e por isso não vou ser muito preciso nisto). Vou sózinho dos R4F, por a maioria vai mais à frente e já não os vejo...

Até que, começa tudo a andar numa subida "a pique" com uns degraus de pedra de 1/2 metro de altura (pelo menos pareciam) e tenho o 1º contacto de muito quilómetro parecido com o que havia para vir.

E aí penso para mim; "olha, isto afinal não é sempre a correr" ; mal eu sabia que haveria afinal de andar muito mais que correr a partir daí.

Mais ou menos a meio da prova, num alto de serra com umas eólicas para o qual se tinha subido a arfar numa inclinação grande em comprimento e declive, reencontro o César e o Paulo Jorge. Alegria das alegrias, porque isto de andar sozinho faz-nos perder a noção de como estamos a portar-nos.

O César passado pouco tempo começou a sentir os efeitos de um joelho direito sobre-exercitado e passámos a reduzir a passada e depois a andar mais que correr (por vários motivos, que não só o tal joelho...) O César bem dizia para irmos, mas acho que nunca ser solidário me custou tão pouco :)

Os locais magníficos para um paisagista com eu passear sucediam-se: galerias rípicolas (vegetação de linha de água), matos calcários, encostas sombrias e ensolaradas com vegetação diferente, antigos campos agrícolas abandonados, outros lindos ainda cultivados, socalcos e acessos, grutas e escarpas, a serra de Sicó bem merece esta visita!

Um ponto alto da prova passaram assim a ser os abastecimentos; sem história os primeiros, os de meio para cima eram miragens de água no deserto. Desde as melhores laranjas que já comi (e eram nacionais), até ao mel com queijo rabaçal, às imperiais, tudo era excelente, bem organizado e com grande simpatia. Por mim, ainda hoje lá estaria...

A cerca de 7 kms do fim, um fotógrafo de laranja numa curva! O infatigável Zé Carlos, que já tinha feito 21 kms de prova e mais quase outros tantos a andar para cima e para baixo a "rebocar" os que faltavam. Fizemos estes últimos quilómetros os 4, o César com o pé direito a 90 graus para diminuir as dores no joelho, mas lá chegámos. Mas antes da meta, a injustiça das injustiças, o Zé Carlos caiu e ficou dorido numa anca (pelo menos pareceu-me que seriam aí as dores maiores); como foi junto ao fim, apareceu logo gente "nossa" e de outros e seguimos para cortar a meta, ao fim de quase 5h e 30!

Foi muito diferente do que eu imaginava; pensava que trails eram provas de corrida no mato, tipo treinos em Monsanto! Chiça, são muito mais "à tropa" (até no "espírito de corpo"). Penso se não terei sido muito ingenuo em inscrever-me nas 3 provas "recomendadas" pelo team Jorge/Teodoro: Sicó (ok, já está), Almourol e Geira... A ver vamos!!!

Como de costume, um enorme obrigado a todos os R4F, parabéns à organização e a todos os que participam nestas coisas das corridas e que fazem das tripas coração para se superarem fisica e psicologicamente. Todos são grande exemplos e ajudam-nos a tentar também ser como eles!


domingo, 26 de fevereiro de 2012

III Trail de Conímbriga/Terras de Sicó

Grande participação Run 4 Fun. Fomos a 3ª equipa com mais participantes no Trail e no Mini-Trail, segundo informação do simpático "vassoura" do Mundo da Corrida, o Zé Magro.

Várias estreias quer no Trail (Ana Grosnik, Jorge Paulo e Jorge Cancela) quer no Mini-Trail (António Castanheira, Elsa Mota, Filipa Cabaça, Inês Gil Forte, Paula Carvalho, Patrícia Alexandre Esteves, Sérgio Castanheira, Rute Fernandes). Peço desculpa se me esqueçi de alguém.

Vejam a superioridade delas, bem expressa no facto de as duas primeiras classificadas da equipa, nos 38 km, terem sido a Ana Grosnik e a Claire Monroy. Os Jorges (Cancela e Paulo) e o César bem tentaram seguir com elas...........mas não conseguiram aguentar a "pedalada". Eu..........nem tentei..........

Esperamos pelos relatos da(o)s "debutantes, nesta bonita prova.

Só mais um detalhe. O nosso grande e popular atleta , Zé Carlos Melo que está em grande forma, foi o mais rápido da equipa no Mini-Trail. Depois de acabar fez uma série de "piscinas" indo buscar os nossos companheiros do Mini-Trail e depois os do "Trail". Posteriormente sentiu-se mal e acabou por ir parar ao Hospital, talvez devido a uma hipoglicemia. Tão grande era a sua preocupação com os nosso companheiros, que se esqueceu de se hidratar e alimentar convenientemente. Mas já está tudo bem e o Zé Carlos voltou connosco para Lisboa, com boleia do Paulo Marcos.

Na foto os participantes no Trail e mais fotos aqui

Runabraços

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Grande prémio do Atlântico - Armada Laranja

Caros Amigos,

Apesar da grande invasão Laranja que será sentida este domingo, por terras
de Sicó, (votos de muito boa prova e melhor diversão para todos), na Costa da
Caparica, para o Grande prémio do Atlântico, vamos ter igualmente uma bela e fantástica armada para nos representar (19 atletas inscritos como R4F).

Se quiserem gerir logística, para evitar a deslocação de viaturas em demasia, sugiro que combinem entre vós, a melhor forma de deslocação (os que vivem mais perto uns dos outros, por exemplo, Eu e a Cris, vamos com o Franco e a Camila).

Sugiro também que o primeiro a chegar levante o envelope com os dorsais e aguarde pelos restantes junto à entrada para o Núcleo do SCP (onde se encontra a organização)...parece-vos bem?

Lista de atletas R4F inscritos para a Costa da Caparica:

45
EDUARDO CORREIA

522
FILIPE LEITAO

744
CRISTINA M CALDEIRA

745
NUNO MARQUES

756
GONÇALO MELO

767
JORGE D PINHEIRO

789
TEODORO TRINDADE

825
FRANCISCO S OSORIO

851
DANIEL TEIXEIRA

852
ALEXANDRE MARTINS

853
PEDRO TEIXEIRA

859
VITOR LEMOS

1028
FRANCO WUDICH

1029
CAMILA WUDICH

1046
JOAO R S LIMA

1063
JOAO VEIGA

1075
ANTONIO M CRUZ

1237
HILARIO TORRES

1238
RUBEN M SILVA

Até domingo, espero que sem esfoliação e com muito FUN.

Runabraços

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

III Trail de Conímbriga/Terras de Sicó - Boleias

No próximo Domingo, 26 de Fevereiro, vão ter lugar o Trail de 38 km, o Mini-Trail de 21 km e as caminhadas normal e nórdica com cerca de 15 km.

As partidas serão, respetivamente, às 9:30, 9:40 e 9:50, todas do mesmo local, a Praça do Município de Condeixa-a-Nova.

Dado que vamos ter uma grande representação sugiro que sejam combinadas as respetivas boleias e que o ponto de encontro, para quem vai de Lisboa, seja às 7:00 (sete horas da manhã) nos Olivais Sul, em frente ao Shopping, na Rua Cidade de Bolama, 17, onde há local para deixar eventuais carros em excesso.

Agradecemos confirmem quem irá ter aos Olivais e os lugares disponíveis nos respetivos carros.

Quaisquer sugestões ou comentários serão bem vindos.

Runabraços

2 agradáveis dias em Sevilha

Caros amigos,

Este foi um fim de semana bem passado. As corridas e particularmente as Maratonas dão-nos motivos para podermos aproveitar muito mais .

Algumas das fotos são da maratona, mas a maioria é a prova de que, com a companhia de pessoas de quem gostamos e com quem partilhamos interesses comuns, podemos ter bons momentos, muito agradáveis.

As corridas, para além de todas as vantagens que nos proporcionam, têm sido um ótimo pretexto para conhecer novos lugares e confraternizar com excelentes pessoas, que é do mais importante que nós temos na vida.

Runabraços

E cá estão as ditas cujas, fotos

PS

A bateria da máquina foi "à vida" e não deu para tirar mais fotos no km 25, onde iniciámos a "corrida". Vejam numa das fotos, que o Zé Carlos Melo até já tem físico de atleta de fundo. Para fazer menos de 3:15 é essencial....

20K Cascais 2012

Estava um dia de sonho para os 20K de Cascais! A temperatura, o vento e sobretudo a grande animação foram características deste dia fantástico. Éramos muitos e muito bons! Somos diferentes pelo entusiasmo como que nos encontramos no inicio de cada prova e como saudamos aqueles que vão chegando. Somos cada vez mais uma grande família onde o companheirismo, solidariedade, amizade e grande gosto por estarmos a correr juntos são, sem sobre de dúvida, aquilo que nos descreve e nos honra!

A grande entreajuda é visível deste o primeiro encontro, durante a prova sempre com palavras de motivação cada vez que nos cruzamos e no final onde celebramos efusivamente a chegada do Miguel Correia.

Esta prova foi particularmente importante por todos os PBTs alcançados e que foram sendo relatados nos dias que se seguiram. Mas teve um significa especial para a estreia do meu filho na prova dos 5K (23min). Foi a sua estreia como corredor com a camisola laranja! Espero que este fantástico ritmo seja o princípio de muitas outras corridas. Parabéns Francisco!!

Para mim, o dia começou cedo. Era dia de longão. Por isso, planeei a minha manhã com saída às 8:00 e chegar ao inicio da prova com um “aquecimento” de 12/13K. Não sabia como iria reagir aos 20K que faltavam mas o “descanso” com trabalho de ginásio no dia anterior deu uma ajuda importante. A procura de uma corrida eficiente tem sido o meu grande objectivo e acho que estou no bom caminho! No final fiz os 20K em 1:39:22 [1:38:27 (tempo de chip)], o que representa menos 20min que no ano passado. Estou no bom caminho para esse grande da maratona de Barcelona!!

Os resultados já estão disponíveis no site da xistarca (http://www.xistarca.pt/PublicDocs/GeralMasculinoFemininoCascais.pdf)

Desta vez o fotógrafo de serviço foi o Rogério Matos: https://picasaweb.google.com/101042459490149406099/20KCASCAIS?authuser=0&authkey=Gv1sRgCNiB4anj0ZKkQQ&feat=directlink
Obrigado Rogério!

Continuação de um execlente dia e bons treinos!
Runabraços

Maratona de Sevilha, a Primeira


Um amigo meu ultra maratonista e com diversas maratonas no currículo, dizia-me, já há mais de 10 anos: qualquer tipo faz uma maratona. E eu respondia-lhe: oh Manel vai gozar outro. Hoje digo: caro Manuel Martins tens toda a razão!

Tudo começa (e acaba) no processo de decisão. Uma vez esta tomada, só factores exteriores nos podem parar. Foi o que aconteceu comigo no início dos treinos para a Maratona do Porto do ano passado. A carga aumentou e o meu "joelho mau" não aguentou. Sem dramas, abrandei, continuei calmamente a treinar e depois da Meia de Lisboa senti que poderia recomeçar. Adoptei como referência um plano do My ASICS com apenas 3 treinos semanais e longões crescentes aos Domingos. Quando, enquadrado neste plano, fiz o treino do Fim da Europa de ida e volta (maluco, como diziam os meus parceiros de treino) sabia que estava preparado e que faria a Maratona - não havia no meu espírito qualquer réstia de dúvida, apenas o tempo final era uma incógnita. Apontei para as 4h mas sabia que era extremamente ambicioso.

Dormi maravilhosamente na véspera e, na hora da partida, não tinha qualquer stress, confiança absoluta. Dado o tiro mantive-me junto dos balões das 4h até que estes rebentaram e tive que me restringir ao relógio. Fiz 2h exactas à meia e mantive-me nos 5'40'' até aos 30km, já com a companhia do meu irmão e da Luísa, extraordinários e incansáveis companheiros que muito me animaram e estimularam. E até aí tudo tinha decorrido como se dum treino longo mas suave se tratasse. Depois... foi-se a confiança e a força nas pernas. Fui intervalando alguns segmentos de marcha e, nos últimos kms, só queria que aquilo acabasse. Confesso que, embora em dificuldades, nunca sofri. O meu objectivo já era só acabar e tal não fazia sentido, era apenas uma questão de tempo. Na entrada do estádio comovi-me e um turbilhão de sensações apoderou-se de mim, indescritíveis, mas basicamente era uma enorme alegria. Só não consegui as 4h; de resto diverti-me imenso e terminei a minha primeira maratona numa altura em que, como muitos dizem, já tenho idade para ter juízo. E menos de meia hora depois do "tormento", já estava a planear a próxima. Mais, apesar do cansaço de ontem, hoje apenas sinto algum incómodo mas nada comparado com o "andar novo" que me auguravam.

Voltando um pouco ao início, sem querer banalizar a prova rainha (e sou a prova disso): QUALQUER UM FAZ UMA MARATONA! Atrevei-vos companheiros!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A minha 1ª Maratona

Quando em Dezembro o Rui Ralha me desafiou, por email, para a Maratona de Sevilha, pensei que era uma brincadeira de final de ano. Poucos dias depois quando nos encontramos para os habituais treinos de final de dia na Expo, verifiquei que estava a falar realmente verdade. De inicio respondi que devia ser louco, afinal apenas tinha feito distâncias de mais ou menos 1/2 Maratona, uma Maratona é o dobro!, e por outro lado a cirurgia a uma hernia discal em Maio deixava-me a pensar! Outros colegas de treino foram-se juntando e pensei, porque não? Meia dúzia de dias depois estava inscrito! Agora tenho de ír! Continuei a treinar o habitual e fiz apenas um longão de 36 Km onde a Patricia e o César tiveram o papel importante de me trazer para o local de chegada durante os últimos 8 Km, caso contrário não completaria o treino. Chegado o grande dia e com um objectivo de 4H00 em mente, lá fui e a minha ambição para junto dos meus companheiros experientes para o balão das 3H30. Rápidamente o balão desapareceu e com eles os meus companheiros mais ambiciosos que eu! Fiquei com o Jorge Esteves e com o António Mata durante mais de 20 Km e cerca dos 25 Km fiquei sózinho já que o António e o Jorge optaram por abrandar um pouco. Sentia-me muito bem e fazendo uns cálculos rápidos percebi que estava melhor do que tinha previsto inicialmente ou seja a previsão de chegada nesse momento era para as 3H50. Quando ao Km 30 o Nuno Tempera vindo de trás me tenta puxar, verifiquei que já não tinha muitas forças. A partir daí foi sofrer até ao fim. Se por um lado as pernas pediam para parar, por outro lado a cabeça dizia para continuar, afinal tinha um plano para cumprir. E arrastei-me assim durante o resto do percurso, procurando as melhores trajectorias e sombras, já que o calor me incomodava. Ao entrar finalmente no estádio Olimpico senti um ligeiro alivio e tentei fazer boa figura, mas já não dava mais. No preciso momento em que corto a meta sinto o inicio de caimbras nas duas pernas e peço imediatamente ajuda para não cair. Fui socorrido afastado do local e imediatamente vigiado durante cerca de 10 minutos. O tratamento uma coca cola, masagens nas pernas, spray milagroso e um pouco de descanso já que tudo estava bem. Percebi o que Filipides sofreu quando em 490 a.c teve de percorrer a distancia entre Maratona e Atenas para evitar que todas as mulheres e crianças se matassem pensando que os seus tinham perdido a batalha. Avaliando agora tudo o que fiz penso que só não atingi o objectivo que tinha por alguma falta de experiencia. Para a história fica o meu tempo oficial 4:04:03.

XXVIII Maratón Ciudad de Sevilla

Às 5h30 de uma madrugada bem fresca, um Taxi amarelo deixou-me  debaixo do viaduto do Campo Grande. Dei uma voltinha por ali, tentando localizar o ponto onde o autocarro fretado pela colectividade desportiva “A Real Academia” me apanharia para dar início à longa viagem até Sevilha. Às 5h40 liguei para o meu amigo Carlos Silva, que já se encontrava em frente às roullotes, e juntei-me a ele. Com ele encontravam-se mais alguns atletas que também se preparavam para encetar a viagem até ao local da Maratona. Ali estivémos em amena cavaqueira durante algum tempo e começámos a estranhar a camioneta nunca mais aparecer, visto que a hora combinada para nos encontrarmos ali eram as 5h45. Como o autocarro vinha de Mem Martins, fomos supondo que alguem se teria atrasado e como estavamos na companhia de outros atletas, pareceu-nos que havia que aguardar com paciência. Por volta das 6h15 surgiu enfim um autocarro e nós corremos a acercarmo-nos dele. No entanto, já depois de estarmos confortavelmente sentados lá dentro (!), descobrimos que se tratava do autocarro de “O Mundo da Corrida” e não aquele que tão ansiosamente aguardávamos!

Liguei para o nosso companheiro do Run 4 Fun, o Renato Velez, que se encontrava em Setúbal, o local seguinte de paragem. O autocarro já lá se encontrava, pois aparentemente tinha passado pelo Campo Grande cerca das 5h35 e ninguém verificou se nós teriamos embarcado. Felizmente o Renato falou com a organização que se prontificou a esperar por nós enquanto o Carlos conduzia velozmente o seu automóvel até Setubal (ressalvo que a organização se portou sempre impecávelmente connosco).

E foi assim que começou, com um equivoco digno de um filme cómico, uma animada, divertida e cheia de peripécias, viagem até Sevilha.

O autocarro ia cheio com muitas das simpáticas habituais presenças nestes eventos, animados como sempre.

Chegámos cerca das 14h30 locais e fomos logo levantar os dorsais ao estádio olimpico. Depois fomos almoçar as massas do costume e fizemos o check-in no Hotel.  Eu e o grupinho de Setúbal ocupámos dois quartos duplos: eu, o Gonçalo e o Vítor num, e o Renato, o Rui e o Hélder noutro. Posso-vos dizer que foi uma tarde muito animada, na galhofa com esta malta divertida.

Para o jantar, em lugar de massa com molho, resolvi variar e comer molho com massa. Deitei-me cedo e cedo adormeci, pois não sofro da “angústia do guarda-redes antes do penalti.”

A meio da noite mais uma peripécia: tive que me levantar e, que ideia peregrina!, para não acordar os companheiros resolvi não acender a luz e usar o telemóvel como lanterna. Assim que entro na casa de banho, o telemóvel, como que movido por vontade própria, escapa-se-me das mãos e zás, com infalível pontaria, acerta em cheio na sanita.

Mas mais vale passar um véu sobre este acontecimento desagradável e basta dizer que era o único despertador que eu possuia comigo e assim fiquei dependente da wake-up call da recepção, que felizmente não falhou, pontualmente às 7h30 locais.

O resto da malta já tinha partido no autocarro para o estádio, mas nós os 6, mais o Gustavo, tínhamos combinado apanhar um taxi para não sermos obrigados a acordar às 6h da madrugada. Foi uma boa estratégia pois às 8h45 já lá estávamos, no estádio, equipados e prontos para deixar os sacos com a muda de roupa. Estava uma manhã fresca, mas solarenga e que ameaçava aquecer.


Às 9h30 tinha conseguido um lugar excelente, na linha da partida, mesmo atrás do balão das 3h00. Às 9h31 é dado o “tiro de partida” e arrancamos à desfilada por ali fora, espicaçados pelo medo de sermos atropelados no túnel de saída do estádio.

É agora o momento de fazer um flashback para o início de Janeiro. Em Janeiro inscrevi-me no Centro de Treino de “O Mundo da Corrida” no Jamor, com o intuíto de ter um acompanhamento mais profissional e um plano de treinos estruturado.  As primeiras 4 semanas foram passadas a preparar o II Ultra-Trilhos dos Abutres, e sobrou pouco tempo para preparar a Maratona de Sevilha. No entanto os treinos de séries e de força, foram sem dúvida importantes para melhorar a minha capacidade física.

O meu objectivo expresso para esta corrida situava-se nas 2h55, o que constituiria uma melhoria de alguns minutos em relação ao resultado alcançado em Dezembro na Maratona de Lisboa (2:57’58’’).

Fim de flashback. Saí do estádio no encalço do balão, que já era seguido por um grupo muito numeroso. Pouco depois juntou-se a mim o Carlos, correndo descontraído, apesar da lesão contraída recentemente no joelho. Dois ou três quilómetros depois passa por nós o Eduardo Santos, em grande ritmo. Seguimos o balão durante os primeiros 11 kms, pois prosseguia a um ritmo de cerca de 4’07’’/km, o que me permitiria atíngir o objectivo. Contudo os encontrões permanentes, as dificuldades nos abastecimentos e a necessidade de fazer as curvas pelo lado de fora, fizeram-me sentir a necessidade de acelerar e deixar este magote para trás.

Assim avançámos e seguimos os dois sózinhos. Fui ingerindo géis de 5 em 5 km, com a preocupação de manter um nível permanente de energia facilmente mobilizável. Verifiquei constantemente o ritmo cardíaco para confirmar o meu nível de esforço.  Nos primeiro 15 kms rondou os 150 bpm, ou seja, um ritmo muito confortavel.

Passámos à meia-maratona em 1:28’16’’ com boas perpectivas de cumprir o objectivo. Pouco depois, cruzei-me com o João, a Luísa Ralha e a Cristina Caldeira, que iam acompanhar os últimos kms de alguns companheiros Run 4 Fun.

Infelizmente por volta do 26º Km o Carlos teve de abrandar, para não massacrar mais a lesão. Eu continuei em muito bom ritmo até ao 35º Km. O ritmo cardíaco aguentou-se abaixo dos 157 bpm até este ponto.

 A partir daí tive que baixar o ritmo para os 4’16’’/km e depois para 4’20’’/km (o cardíaco foi subindo paulatinamente até aos 160 bpm). O objectivo esfumou-se numa miragem inatingível. As pernas ameaçavam ceder a qualquer momento. Estava a chegar ao limite e eu sabia-o.

Só nos últimos 2 quilómetros é que, acicatado pela próximidade do estádio e pela iminência de nem sequer conseguir melhorar o meu PBT, me atrelei a um compatriota que passou por mim e lá acelerei buscando as restantes forças, onde quer que elas se encontrassem.  Fiz o último km abaixo dos 4’00’’/km e dei o tudo por tudo no tartan do estádio. Na recta final conseguia ver os segundos a passarem no mostrador electrónico: 2:57’54’’...55’’...56’’...57’’ e já está!!!!!


A temperatura fresca e o percurso plano conjugaram-se para criar as condições propícias ao quebrar de recordes pessoais. No meu caso, proporcionaram-me uma melhoria à lá Sergey Bubka (salvo as óbvias diferenças): melhorei precisamente um segundo em relação ao meu Personal Best Time (PBT) oficial, alcançado em Dezembro na Maratona de Lisboa!



Depois revi a malta e fui tomar banho nas instalações do estádio. Juntei-me ao Gonçalo e fomos beber umas cervejas “isotónica” geladinhas.

A malta foi terminando a corrida e juntando-se em redor do autocarro. Iríamos todos juntos almoçar mais uma pratada de massa (acabou por ser paella), na Isla Magica.

E mais uma peripécia se desenrolou ante os meus incrédulos olhos. Na comitiva tinha vindo um senhor mais idoso e invisual, que correu acompanhado por um guia. Entretanto já tinham chegado todos os retardatários e nada de chegar este último par. Começámos a ficar compreensivelmente preocupados, sobretudo quando as 5 horas limite para o encerramento do percurso se completaram.

Lá decidimos ir almoçar, enquanto o Álvaro, da Real Academia, encetava demarches para descobrir do seu paradeiro.

Almocei na alegre companhia do grupo laranjinha, Run 4 Fun, cujos membros se encontravam bastante satisfeitos por mais uma aventura completada com sucesso.

Depois do almoço fomos ver se já havia novidades. Nada! Já havia sido contactada a organização da prova, os hospitais, a polícia e ninguém sabia de nada. Parecia que duas pessoas, uma envergando um dorsal e outra uma indicação fluorescente com a palavra “Guia” tinham desaparecido da face da terra! Eu pensaria que um tal par constituiria uma visão que se destacaria um pouco mais que um elefante cor-de-rosa numa reunião dos alcoólicos anónimos...

Já se conjecturava de tudo. Desidratação, ataque cardíaco, etc, etc (houve até alguém que aventou a hipótese delirante de eles se terem zangado um com o outro...). Mas claro que a verdadeira explicação, que estava prestes a ser revelada, é sempre simultaneamente mais simples e mais fantástica do que qualquer conjectura.

Finalmente lá chegaram os dois, entregues pela organização da Maratona.

O que é que tinha acontecido?

A verdade é que chegados cerca do 32º km foram abordados pela organização, que lhes deu duas opções: ou eram recolhidos naquele ponto ou então seguiam por sua conta e risco, pois a maratona tinha sido encerrada. Temerariamente, resolveram seguir, procurando a marcação azul no chão, mas rapidamente se perderam e acabaram por percorrer bem mais do que os 42 kms. O que é certo é que, numa notável demostração de persistência e determinação, lá conseguiram chegar à meta, no estádio, onde foram então recolhidos pela organização.

Por fim, lá arrancámos com destino a Lisboa, onde chegámos já depois das 22h. O Carlos teve a amabilidade de me levar até casa, onde cheguei cansado mas muito satisfeito por um fim-de-semana bastante agitado e divertido. É desta matéria que são feitas as histórias que hei-de contar aos meus netos, quando os tiver (se não estiver nessa altura muito aterefado a gerar novas histórias noutras aventuras desportivas).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

XXVIII Maratona de Sevilha

Sevilha é uma cidade magnífica. Aqui estávamos nós, o Nuno Marques também, mas só se vê um bocadinho se ampliarem a foto, ao meu lado. Foi no jantar de "tapas" na 6ª feira, que foi muito engraçado.

Encontrámos um grupo de jovens franceses que iam participar no 4L Trophy 2012 que será em Marrocos, com um conjunto de seis mil Renault 4L (....foi isso que nos disseram.... seis mil). Nós vimos umas dezenas no caminho de Badajoz para Sevilha. Ver em http://www1.4ltrophy.com/

Em relação à prova, temos 3 novos maratonistas:
  • Manuel Romano
  • Nuno Tempera
  • Rui Ralha
Mais um conjunto de PBT´s, com realce para o Zé Carlos Melo com 3:15 ( quando é que nos deixas de surpreender......??!!), bons resultados e alguns companheiros que fizeram a sua 2ª Maratona depois da 1ª, em Novembro e em Dezembro:
  • António Serafim
  • José Magalhães
  • Miguel Dias
  • Nuno Marques
  • Teodoro Trindade
Realce para o Serafim que, em grande esforço desde os 10 km, chegou ao fim dando mostras de grande persistência e capacidade. O Luís Matos Ferreira, outra vez abaixo das 3 horas, o Jorge Esteves e o António Pedro Mata em provas esforçadas, o Renato Velez num treino longo.

A Cris Caldeira a acompanhar o Nuno, aqui o escriba e a Luísa a acompanharem o Rui desde os 25 km, até final. A Elsa Mota a acompanhar o Jorge Esteves, a Maria Antunes, a Paula Magalhães e a Margarida Trindade a acompanharem os atletas com incentivos e fotografias.

E esperamos pelos relatos dos nossos novos maratonistas......

Um belo fim de semana, em família, numa bela cidade. Recomenda-se.........

Runabraços

PS

fotos em preparação

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

XXVIII Maratona de Sevilha


É já no próximo Domingo. Prova em terreno quase sempre plano, rápida, propícia para PBT´s, que começa e acaba no magnífico estádio Olímpico de La Cartuja. Inscrições limitadas a 5.500 atletas.

Teremos uma representação de alta qualidade com uma mescla de alguns já experientes maratonistas e outros que farão a Maratona pela 1ª vez. E uns curiosos como eu e a Luísa, que iremos participar "por fora" fazendo a 2ª Meia Maratona e dando apoio moral.

Quem serão os nossos representantes nesta bonita prova e quais os respetivos objetivos?

Runabraços


XXVI GP de Carnaval Alto do Moinho


O Centro C. R. Alto do Moinho organizou no dia 12 de Fevereiro de 2012 o "XXVI GP de Carnaval Alto do Moinho" uma prova de estrada, integrada no Troféu do Seixal com a distância de 9.000 metros.

Realizando-se esta simpática prova, com uma também não menos simpática distância, a escassos quilómetros de casa aproveitámos para fazer um treino/corrida deixando o automóvel em casa e saindo a pé em jeito de aquecimento.

O "plano" original tinha 4 elementos RUN4FUN na sua comitiva, Isabel e Rui Oliveira, Amélia e Carlos Gonçalves mas ficou reduzida a metade pois a família Gonçalves ficou por casa a preparar o almoço, em dia de aniversário da Amélia e em boa hora pois o arroz de polvo estava no ponto.


Quanto a run propriamente dito, chegámos ao local da prova já quentinhos, com 2,5 km feitos em ritmo descontraído, levantamento de dorsais na sede do CCRAM e partida....



Duas voltas a um circuito urbano ( ver aqui ) com um percurso de sobe e desce pouco acentuado e com a participação de algumas centenas de atletas.
Prova terminada, que daria para PBT aos 10Km ( a manter o ritmo médio ), foi um bom treino para Domingo em Cascais.

Pernas ao caminho que ainda tínhamos de fazer o arroz doce para a festa e para registo fica mais uma participação RUN4FUN.

Um abraço e até Domingo em Cascais.

Aos maratonistas de Sevilha divirtam-se e boa prova.





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

20K Cascais - Entrega de Dorsais


Caros amigos,

Como sabem no próximo Domingo realizam-se os 20K de Cascais. É, sem duvida, uma das provas mais bonitas da região de Lisboa.

Os dorsais para esta prova são entregues na véspera sábado dia 18. Eu estou disponível para levantar todos os que estiverem inscritos no Run4Fun assim como os que se inscreveram individualmente. Para isso, necessito que me enviem os comprovativos de pagamento e o número de dorsal (ver site xistarca no vosso histórico) para o meu email francisco.sanches.osorio@gmail.com. Durante a semana vou fazendo uma actualização da lista.

O ponto de encontro no Domingo dia 19 será a partir das 9:15 em frente ao Hotel Baia.

Boa semana e bons treinos!
Runabraços
Francisco

domingo, 12 de fevereiro de 2012

5º GP Mem Martins


O Run 4 Fun hoje no GP Mem Martins representado pelo Jorge Esteves e por mim. Corrida de estrada de 10 kms organizada pela A.D. Real Academia com apoio técnico da Xistarca com mais de 500 participantes, enquadrada nas comemorações dos 50 anos da freguesia de Algueirão-Mem Martins.
Mantendo o seu percurso habitual, partiu em frente ao Complexo de piscinas de Ouressa em Mem Martins. Circuito urbano por Mem Martins e arredores em Mem Martins, percorreu 2 vezes a subida da rotunda junto à da ponte do comboio até à igreja. E terminou na Av. Marginal de Mem Martins, ao lado da linha do comboio.
Não é uma prova plana tendo algumas subidas e descidas, num percurso em forma de um "8".

A manhã ajudou os corredores a "puxarem" pelas pernas, com um tempo seco e frio, que incentivou os participantes a correrem mais depressa para aquecer (e eu que o diga!).
Não identifiquei falhas na organização. Numa altura em que várias provas lutam com muitas dificuldades para se manterem no calendário (veja-se por exemplo o caso do "Fim da Europa"), julgo ser relevante realçar que com empenho de organizações locais de dimensão mais modesta, com grande empenho e esforço, mantêm disponível esta prova que já vai na 5ª edição.

Depois de ontem também termos feito a corrida NautiCampo no Parque das Nações, não resisto a fazer uma breve comparação entre estas duas provas em dias consecutivos, ambas com apoio técnico da Xistarca.
Uma foi patrocionada por uma grande entidade nacional, no âmbito do salão Nauticampo, numa zona nobre da Capital, com 600 participantes. A de Mem Martins, mais "fora de mão" patrocionada por entidades locais, contou com mais de 500 participantes.
Quanto ao piso, a de Mem Martins foi feita no tradicional alcatrão, enquanto que a corrida Nauticampo inovou, mas na minha simples opinião não foi bem sucedida nos troços inicial e final, porque alguns troços do Parque das Nações por onde passou são mais propensos a lesões do que à corrida.

O Run 4 Fun com 2 participantes na prova de hoje, esteve bem representado ontem no Parque das Nações com cerca de 15 atletas aplicados em alcançarem boas prestações individuais.

RunAbraços.

A minha estreia numa corrida com os Run 4 Fun
Corrida Nauticampo 11 Fevereiro 2012 - 10 km

Nunca fui corredora. Fiz uma única prova no ano passado, o Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos, a convite de uma amiga que corre. Nos 2 meses que antecederam a prova corri duas vezes por semana: 10 km na passadeira às quartas feiras e na rua aos Domingos, tentando aumentar progressivamente a minha distância. Nunca olhei para os tempos e corri sempre sozinha. Chegou o dia da prova e descobri que afinal “Trail” não era apenas um nome pomposo para “Corrida” mas que implicava um percurso pelo meio do mato, sem um trilho definido, correndo por cima de pedras e raízes. Ninguém me tinha avisado!…. E às escuras! Lá sobrevivi aos 25 km, ao fim de 3 horas de grande sacrifício!
O tempo foi passando e tentei manter as corridas duas vezes por semana…. Depois, uma vez por semana…. Em Dezembro, nada. Foi uma altura de grande turbulência na minha vida pessoal e acontecia que pensava muitas vezes na corrida e em como me sentia bem enquanto corria. Pensava na corrida com saudade... Percebi que tinha que retomar! Resolvi então procurar uma prova que fosse o meu desafio para o início do ano de 2012! Tinha que ser uma prova cuja distância me impusesse algum desafio e cuja data fosse suficientemente distante para que eu pudesse fazer a devida preparação: Meia Maratona de Lisboa, 25 de Março! E, ano novo vida nova, lá calcei novamente os ténis!
Retomei as corridas, muito em baixo de forma. Entretanto, reparei através do Facebook que a minha amiga Mónica Miguéis andava nestas lides, animadíssima com o seu novo grupo de corrida, os Run 4 Fun. Conversa puxa conversa e a Mónica acabou por me convidar a participar num dos treinos. Lá me apresentei na Expo, no dia 15 de Janeiro! E foi uma desgraça, porque adorei!! Corremos 18 km e aprendi imenso nesse dia! O Rui Ralha ensinou-me que para correr só temos que pensar que estamos em conversa no café e que as pernas fazem o resto! O Jorge Duarte Pinheiro mostrou-me como é possível correr sempre com um sorriso e com uma aparente imunidade ao cansaço físico! O César Moreira começou nesse dia a usar-me como cobaia para a sua vocação de coach e até hoje não tem aliviado o chicote! Todos os outros que estiveram presentes mostraram-me como pode ser divertido correr em boa companhia! Fiquei “agarrada”!
Desde então tenho conseguido ir correr com os R4F todos os Domingos! Até já tenho uma camisola R4F, que ainda não paguei mas espero já ter merecido! Fui muito bem recebida por todos aqueles que já conheci, virtualmente ou em pessoa! O que mais me tem cativado nos R4F é a alegria com que se corre neste grupo e o enorme espírito de companheirismo que se vive. Cada corrida é uma diversão e nunca faltam as gargalhadas! O FUN tem estado muito para além das minhas expectativas! O RUN “vem com o pacote” e nem está a correr mal, mas a boa disposição é certamente o que de mais valioso tenho tirado deste grupo de loucos a que me juntei. Espero estar à altura! Até ver, já me puseram a correr 20 km e a acelerar o passo!
Hoje foi dia de prova, a Corrida Nauticampo 10 km! A minha primeira prova com os Run 4 Fun! Fomos 15 os ilustres portadores da mítica t-shirt: eu, Rita Falizol, Rute Fernandes, Fernanda Borges, Aníbal Lopes, José Melo, César Moreira, Nelson Alves, Gonçalo Melo, Francisco Sanches Osório, Jorge Paulo, Raúl Matos, Jorge Esteves, Rogério Matos e Rui Raposo. O dia estava lindo, um sol radioso! Tivemos direito a recolha de dorsal e estacionamento privado, gentilmente providenciados pelo César Moreira. O grupo masculino estava altamente motivado para a conquista de novos PBTs! As meninas, mais descontraídas, só queriam mesmo começar a correr para aquecer.
Soou o tiro de partida e tudo me pareceu bastante confuso. Talvez seja assim em todas as provas mas os primeiros minutos foram uma corrida de obstáculos, em que tentei não tropeçar nas centenas de atletas que pareciam ocupar o mesmo metro quadrado que eu. A maioria das camisolas cor-de-laranja disparou e rapidamente se tornaram pontinhos no horizonte. O percurso inicial da corrida era circular, com muitas curvas apertadas. Os dois terços finais foram mais desafogados e a densidade humana tornou-se menor. Fui correndo, tentando manter um bom ritmo, embora nunca tivesse controlado a velocidade a que ia. Perto dos 6 km recebi uma chamada telefónica; sei que devo ter cometido um sacrilégio mas por motivos pessoais tive mesmo que atender. Isto gerou alguma entropia na minha passada mas tentei recuperar o ritmo em seguida. O que também não ajudou foi que o meu pequeno almoço desistisse de seguir o seu percurso, tive a sensação de que a minha digestão tinha parado e correr tornou-se bastante desconfortável. De qualquer forma, estava a 3 km do fim e a única coisa a fazer era aguentar e acabar a prova! Assim fiz, fui correndo. Cheguei aos 9 km e já estava desesperada. A minha salvação chegou quando o Gonçalo Melo e o César Moreira, que já tinham terminado a prova, voltaram atrás para me rebocar e me acompanharam até à meta! Obrigada pela força naqueles últimos 500 metros!
Em resumo, foi uma prova atribulada mas fiquei contente por ter terminado com um tempo que me surpreendeu: 50 minutos! Claro que, sendo a minha primeira prova, obteria sempre um PBT mas parece-me que para principiante nem correu assim tão mal! Foi uma alegria ver os tempos que os restantes Run 4 Fun conseguiram! O Aníbal Lopes subiu ao pódio e muitos bateram os seus PBTs! Estamos todos de parabéns!
Agora, é continuar! Seguem-se os 20 km de Cascais e a Meia Maratona de Lisboa. E depois...quem sabe.... Se calhar vou correr para sempre!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Calendário de Provas 2012

Para fomentar a participação, e eventualmente arranjar "parcerias" para as deslocações vamos ver quais são os planos dos nossos "runners" para este ano.

No meu caso e da Luísa estamos inscritos em:

III Trail Terras de Sicó- 38 km - 26 de Fevereiro
I Trail de Penafirma - 30 km - 18 Março
III Trilhos de Almourol - 42 km - 1 Abril
V Trail da Geira Romana - 52,5 - 20 de Maio (vai ser duro)
Midnight Sun Marathon - 30 de Junho

Também iremos a Sevilha a 19 de Fevereiro, mas "extra-concurso" na 2ª Meia Maratona, para ajudar algum "estreante"

E os nossos companheiros em que provas já estão inscritos, para 2012?

Runabraços

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Esta é sobre pessoas.... e não só!!


Caros amigos,

Vivi hoje um dos dias mais complicados da minha vida, o qual confirmou algumas das minhas mais profundas convicções.

Viemos hoje a Luísa e eu, de Burgos para Pas de la Casa, em Andorra. Saímos de Burgos às 8:30 e chegámos perto das 20 horas, depois de cerca de 700 km de estrada no carro da Luísa (eu chamo-lhe sempre Luisínha) por ela conduzida.

Praticamente viemos todo o caminho sobre um nevão. A cerca de 150 km de Pas de la Casa, tivemos de colocar as correntes para a neve pois a estrada já estava dela cheia. Eu não tenho muito jeito para trabalhos manuais, posso até dizer que sou um bocado "nabo" nessas artes e embora há algum tempo já tenha conseguido montar umas correntes no nosso carro, desta vez não fui capaz.

Restou-nos pedir ajuda, primeiro a um jovem galego que se prontificou a colocá-las, mas que não foi capaz. Pedimos depois ajuda a um simpático francês que parou à nossa frente para colocar as correntes no seu carro. Ele prontificou-se ajudar-nos e lá colocou as correntes. Contudo, uma delas não ficou muito bem colocada e passado algum tempo parámos para ver o que se passava.

O nosso amigo francês parou logo a seguir e veio ter connosco para ver o que se passava. Lá desmontou de novo a corrente da roda direita, viu e corrigiu o problema e colocou-a de novo, agora sem qualquer problema.

Estes dois fatos são uma prova mais de que existem muitas pessoas boas, disponíveis para ajudar desconhecidos em condições difíceis, pois nevava intensamente e o nosso amigo ficou cheio de neve. Infelizmente nem lhe perguntei o nome, mas agradeci-lhe a preciosa ajuda.

O pior estava para vir. Quando chegámos a Foix, cerca de 70 km antes de Pas de la Casa pensámos ficar aí a passar a noite, mas decidimos seguir. Daí a pouco ficou noite. Os restantes 50 km para Pas de la Casa foram algo de indescritível particularmente nos últimos 15/20 km onde a neve era intensa, estava escuro, os carros à nossa frente avançavam lentamente a 20/30 à hora, às vezes menos. A temperatura baixava, chegando até aos -6,5. A cerca de 10 km de Pas de la Casa, começou um vento intenso que por vezes nos deixava completamente "cegos", sem ver 2 metros à nossa frente. E a estrada cheia de "lacetes" e de neve e de carros a descerem. Os últimos 5 km foram feitos quase sempre em 1ª ou 2ª e a velocidade não passou dos 10 km/hora.

Chegámos finalmente a Pas de la Casa e só tenho que agradecer à Luisinha que foi uma condutora excecional, sempre calma e no controlo da situação, o que é a sua condição normal. Confesso que rezei vários "Pai Nosso" o que costumo fazer, quando estou em dificuldades, ou não. Também o fiz algumas vezes nos Trilhos dos Abutres.....

Mas correu tudo bem e esperamos ter 5 dias de Sol para fazermos umas boas pistas.

Runabraços

Na foto, já na garagem do hotel, após a nossa "aventura".


II Ultra Trilhos dos Abutres

No passado sábado, dia 28 de Janeiro, teve lugar a 2ª edição dos Trilhos dos Abutres, este ano em formato Ultra. 

Este evento desportivo era aguardado com muita expectativa, tendo as inscrições esgotado 2 meses antes da sua realização. Eu fui um dos afortunados que ainda arranjei um lugar para os 45 kms e consegui também inscrever toda a família na caminhada de 13 km.

Na véspera, 6ª feira, após o trabalho e ter ido buscar os miúdos à escola, lá saímos os 4 de Lisboa a caminho de mais uma aventura na Natureza. Tinhamos combinado jantar com o José Carlos Santos e a Vânia, mulher do Zé, e ainda com o casal João e Luísa Ralha e toda a restante comitiva Run 4 Fun, nomeadamente, o  Jorge Esteves, o Paulo Jorge Rodrigues e o Teodoro Trindade. O Nuno Dias de Almeida juntar-se-ia a nós no dia seguinte.

Tivemos alguma dificuldade em chegar a Miranda do Corvo, tendo-nos perdido algures perto de Condeixa. Felizmente lá nos voltámos a orientar e ainda chegámos a tempo de nos reunir a um animado grupo no Restaurante “A Parreirinha”, onde reinava uma inusitada agitação, mercê da clientela pouco habitual, composta maioritariamente por participantes na corrida. Este restaurante foi uma excelente indicação do nosso companheiro Vitorino Coragem, um lídimo representante da Associação Abutrica e decano das provas de trilhos. Deliciámo-nos com uma excelente Chanfana, que foi do agrado de toda a família.

Depois dirigimo-nos para o mui agradável Hotel Meliá Palacio da Lousã, onde iriamos pernoitar nas duas noites seguintes.

Percurso

Após uma noite bem dormida, acordei sábado de manhã cedinho e equipei-me com o arsenal habitual, adaptado para o frio agreste que se anunciava: calções de licra, camisola interior térmica, t-shirt laranja com o logotipo do Run 4 Fun, corta-vento, meias de compressão, luvas, buff para a cabeça, mochila de hidratação, e dentro desta última, o material obrigatório, manta térmica e apito, e ainda o telemóvel, para o caso de alguma eventualidade. Coloquei ainda na mochila o meu combustível de eleição: cinco geís da power bar.

Tomei um farto pequeno-almoço no panorâmico restaurante do Hotel, na agradável companhia dos companheiros Run 4 Fun e depois fui de boleia com o João e a Luísa, pois a Lena e os miúdos iriam mais tarde, uma vez que o autocarro para o ponto de partida da caminhada apenas partiria às 9h45. A temperatura indicada pelo mostrador do automóvel rondava os 3ºC.

Chegámos a tempo de nos colocarmos na fila para o ponto de controle inicial, onde seria verificado o material obrigatório. Depois aguardámos no recinto, confraternizando alegremente, enquanto não era dado o tiro de partida. Foi mais uma entusiasmante oportunidade de rencontrar “velhos” companheiros destas andanças. Digo “velhos” porque embora ainda só ande nisto há dois anos (o meu primeiro trail foi a Ultra da Geira em 2010) sinto que já formei fortes laços de estreita amizade com pessoas interessantes deste intenso meio, que de resto se presta bem a isso. Para além da partilha deste interesse comum, talvez a partilha de momentos de grande esforço e intensidade emocional e a entreajuda física e anímica que emergem nestas provas,  expliquem o estabelecimento fácil de laços entre os participantes.

Alegre grupo Run 4 Fun

Este mecanismo, que forja fortes amizades,  recorda-me uma célebre passagem do discurso do dia de São Crispin da peça Henrique V, de W. Shakespeare:

"This day is call’d the feast of Crispian.
He that outlives this day, and comes safe home,
Will stand a tip-toe when this day is nam’d,
And rouse him at the name of Crispian.
He that shall live this day, and see old age,
Will yearly on the vigil feast his neighbours,
And say ‘To-morrow is Saint Crispian.’
Then will he strip his sleeve and show his scars,
And say ‘These wounds I had on Crispian’s day.’
Old men forget; yet all shall be forgot,
But he’ll remember, with advantages,
What feats he did that day. Then shall our names,
Familiar in his mouth as household words-
Harry the King, Bedford and Exeter,
Warwick and Talbot, Salisbury and Gloucester-
Be in their flowing cups freshly rememb’red.
This story shall the good man teach his son;
And Crispin Crispian shall ne’er go by,
From this day to the ending of the world,
But we in it shall be remembered-
We few, we happy few, we band of brothers;
For he to-day that sheds his blood with me
Shall be my brother; be he ne’er so vile,
This day shall gentle his condition;
And gentlemen in England now-a-bed
Shall think themselves accurs’d they were not here,
And hold their manhoods cheap whiles any speaks
That fought with us upon Saint Crispin’s day."

- From St. Crispin's Day Speech of Shakespeare's Henry V


Para melhor me situar no espaço e no tempo, vou ocasionalmente socorrer-me da útil informação dos excelente relatos do João Ralha, Nuno Dias de Almeida e Luís Ricardo.

Altimetria e Ritmo

Assim que o “tiro” de partida foi dado os atletas que estavam na fila da frente partiram tão rápido que mais parecia se prepararem para correr 10 kms em lugar de 45. Eu próprio completei este primeiro km em 4’13’’. Deve ter sido da excitação do início e da vontade de não ficarmos bloqueados na fila nalgum single-track que estivesse aí ao virar da esquina. Démos uma volta a Miranda do Corvo, passámos pelo parque biológico e depois seguimos em direção à Serra. Ao fim de 10 minutos a correr já me sentia cheio de calor e tive que remover o corta-vento e colocá-lo na mochila. Já devia saber, pois em corrida alguma necessitei de mais do que uma camisola interior, para além da t-shirt.

Levada
Durante os primeiros 16 kms fui sendo sucessivamente ultrapassado por mais de duas dezenas de atletas. Sentia-me lento e pesado e interrogava-me acerca do que teria comido aquela gente ao pequeno-almoço para acordarem tão cheios de energia.

Logo no início tivémos que enfiar os pés dentro da água de um ribeiro e logo de seguida na lama que encontrámos em abundancia nesta parte inicial do percurso, devido aos profusos cursos de água que corriam dentro de uma floresta cerrada. Foi um baptismo que deixava antever o que iriamos encontrar mais para a frente. Felizmente esse previsão saiu gorada e a maior parte da humidade concentrou-se nestes kms iniciais, senão julgo que teríamos tido grandes dificuldades nas partes mais técnicas que se concentraram na segunda metade do percurso.

Os primeiros 11 kms não apresentaram dificuldades de maior, mas a partir desse ponto teve início uma subida muito acentuada, até ao km 16 e depois novamente entre o km18 (2º abastecimento) e o km 20, onde, cumpridos 2h30 de prova, atingi finalmente o ponto mais alto do Concelho, com 940 metros de altitude, perto das eólicas. 

Depois, até aos 24 kms, foi sempre a descer, com um troço particularmente difícil num corta-fogo inclinadíssimo que atrapalhou, e muito, bastantes atletas. Foi nesta descida que comecei a recuperar rapidamente os lugares que tinha perdido na primeira metade da corrida. Ultrapassei dezenas de companheiros. Aguentei um ritmo elevado e voei veloz até ao 28º km, onde se encontrava o 3º abastecimento. Após esta fase da corrida raramente me cruzei com alguém.

Ao km 34 entrei na bonita Aldeia de Xisto de Gondramaz mal sabendo da surpresa que nos aguardava logo de seguida: um troço de cerca de 200 metros em que tivémos que descer agarrados a cabos de aço para não nos despenharmos pela escarpa abaixo.  Os quilómetros seguintes não foram significativamente mais fáceis, feitos em single-track junto ao rio, num percurso belíssimo mas perigoso, em que era necessária uma atenção constante onde colocávamos os pés.  Passámos por várias cascatas e atravessamos o rio diversas vezes, sobre escorregadios troncos de madeira. Ia com o coração apertado ao pensar que os meus filhos tinham passado por aquele percurso algum tempo antes, integrados na caminhada dos 13 kms. Por cada bombeiro que passava fazia insistentemente a mesma pergunta: “não ocorreu nenhum acidente com nenhuma criança, pois não?!”

Cascata

Subida final
Por fim cheguei ao abastecimento do km 39, onde parei para beber uma coca-cola e ingerir um cubo de marmelada. Até aqui ainda não tinha parado nos abastecimentos, socorrendo-me da minha provisão de água e geis energéticos. No entanto, cumpridas 5h14 de prova, essas provisões já se revelavam manifestamente insuficientes, pelo que foi necessário um pequeno reforço.

Daqui arranquei para a parte final da corrida, cerca de 4 kms entre pinhais e dois já na vila. Gastei as últimas forças que ainda tinha, e deparei-me ainda com uma curta mas dolorosa subida final em que fui atacado por caimbras pela primeira vez. Duzentos metros depois estava a meta, dentro do pavilhão desportivo. Cruzei-a depois de 5h49 de esforço,alegria, sofrimento, exultação, espanto e muitos mais sentimentos contraditórios que se vivem com intensidade nestes eventos repletos de momentos ímpares. Tinha percorrido 45 kms com 2100 m de desnível positivo e chegado em 27º lugar da geral, 11º do meu escalão (M40M).

Bebi umas minis fresquinhas para repor os electrolitos :-) e fui confraternizando com quem chegava. O Zé Carlos Santos já lá estava, tendo conquistado galhardamente o 1º lugar do seu escalão, em 5h39. Foi um enorme regresso às provas, e às vitórias, muito bem merecido dado os treinos rigorosos que cumpriu e que eu tive a honra de acompanhar numa pequena parte.

Zé Carlos, no esforço final

O vencedor da edição deste ano foi o António Teixeira, numas incríveis 4h21! Enfim, esses tempos não são para todos...

Pouco depois chegaram os membros Run 4 Fun da minha família, juntamente com a Vânia, mulher do Zé Carlos, felizmente sãos e salvos, e até bastante satisfeitos apesar das cerca de 4h30 de passeio.

Infelimente não pude esperar que os restantes companheiros do Run 4 Fun cumprissem a sua chegada à meta, em triunfo merecido para cada um deles, pois os miúdos já começavam a ficar impacientes. Deixo aqui os meus parabéns ao Nuno pela sua mui auspiciosa estreia nestas lides, ao Paulo Jorge por mais uma excelente prestação, ele que se iniciou nestas andanças há apenas 9 meses (até custa a crer!), ao Jorge e ao Teodoro por mais um desafio completado, eles que já são experientes Ultra-trailers, e ao João e à Luísa pela sua primeira Ultra, completada com sucesso, e logo que Ultra!!!

Cabe aqui uma palavra de apreço para a organização, que esteve impecável.  Nunca tinha visto uma marcação de prova tão cerrada: existiam fitas laranja quase de 10 em 10 metros! Os abastecimentos eram abundantes, via-se o corta vento laranja da Associação Abutrica por todo o lado e existiam bombeiros em todos os pontos essenciais. O almoço/jantar estava bem organizado e toda a gente foi de uma simpatia extrema.

É certo que existiram alguns troços um pouco perigosos, mas a mim isso preocupou-me mais no caso dos participantes na caminhada do que nos das provas competitivas. Estes últimos usualmente já sabem ao que vêm e devem abster-se de dar o passo mais largo do que a perna onde a tecnicidade recomenda prudencia. O único senão que tenho a apontar é o facto de a caminhada ainda estar a decorrer quando atletas das provas competitivas já estavam a terminar, o que obrigava a alguma ginástica para não nos atropelarmos mutuamente.

Enfim, em jeito de resumo, gostei muito da prova e penso voltar para o ano. Os Abutres estão sem dúvida de Parabéns com P grande!

Quanto a nós, família Bárrios Ferreira, ainda aproveitámos o domingo para ir almoçar ao célebre restaurante “O Burgo”, onde retemperámos as forças com um excelente cozido, copiosamente regado com um encorpado jarro de tinto da região.

Depois tivémos que voltar para Lisboa, onde nos aguardavam os afazeres mundanos da vida.

10º G.P. Grândola "José Afonso"


Neste domingo o Run 4 Fun foi a tiritar de frio à "Vila Morena" participar no 10º GP Grandola, prova bem composta para a época com esta temperatura, cujos participantes rumaram a esta localidade alentejana.

O Run 4 Fun esteve representado pelo João Gameiro, Rui Raposo e este escriba.

O que estava previsto ser uma corrida de 10 kms, talvez por uma distração na viatura que liderava a prova, logo no primeiro cruzamento voltou à direita em vez de voltar à esquerda, e logo passamos na placa que indicava o km 2.
O mal já estava feito e os corredores que levavam GPS detetaram que ao longo do percurso havia uma diferença na kilometragem em que faltavam cerca de 1200m por comparação com as placas de kilometragem da organização, tendo terminado com menos de 8,8km, publicamente assumido pela organização do evento, mas que deu lugar a diversos comentários dos atletas.

Quanto ao resto, prova bem organizada junto ao pavilhão desportivo, animada pelas exibições coreográficas das crianças, pelo sorteio de almoços em restaurantes e outras ofertas do comércio local, como uma oportunidade para divulgarem os seus produtos e pela distribuição dos prémios com a imagem do cantautor português.

RunAbraços.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

23ª Maratona de Marrakech


No passado mês de Janeiro , comemorei o 20º aniversário de casamento, (pouco comum nos dias de hoje), decidimos para assinalar a data, fazer uma curta viagem de fim de semana , procurámos diversos destinos perto e “caímos” em Marrakech.
Ao chegar ao aeroporto de Menara , na sexta feira dia 27, vimos um placar a publicitar a 23º Maratona de Marrakech, aproximei-me (podia estar a ver mal) e era mesmo verdade - no domingo dia 29, perguntei à Sandra se já sabia, se era alguma partida, respondeu e jurou que não sabia, nem queríamos acreditar...

Como ainda estou a recuperar da lesão no omoplata que se designa por “escápula-alada”, já não treino com assiduidade há cerca de dois meses.

Comecei a pensar no assunto, (por sorte decidimos levar o equipamento simples, a pensar fazer um treino normal ), depois achei que não iria desperdiçar uma maratona internacional, ainda por cima começava e acabava na avenida onde estávamos hospedados.

Tentei convencer a Sandra , a fazer a maratona ou a meia que começava meia hora antes, ela ainda ponderou, cheguei-lhe a dizer que fazíamos sempre juntos numa de longão, ela que pensasse nos colegas do R4F que nesse mesmo dia iriam estar em Sintra, uns a fazer 17, outros 34 kms, mas quando chegou à hora da inscrição optou pelo sol na piscina e não se inscreveu em nenhuma.
Bem, ainda estive a pensar se havia de ir ou não, sem treino, sem géis, sem vaselina nem pensos para os mamilos, magnesona, pasta party (o que é isso?) nada de nada de acessórios que estamos habituados e que, em qualquer outra maratona prevista achamos fundamental para um bom desempenho.
Rapidamente decidi, inscrevi-me a menos de 15 horas e tentei nem sequer pensar no assunto mas como sabem não é fácil.
Domingo, dia 29 de Janeiro de 2012 com sol, cerca de 4 graus e após um ligeiro pequeno almoço dirigi-me para a partida onde estava aquele ambiente fantástico antes da partida de qualquer maratona, com muitos europeus e também muitos africanos, terminaram 558 homens e 95 mulheres.

A maratona começa e acaba na parte nova da cidade com avenidas muito compridas e largas, passa por zonas feias e pobres, outras desertas só com palmeiras e camelos , atravessa uma zona residencial de alto nível turístico, com diversos campos de golfe e resorts .

Os abastecimentos não faltaram de 5 em 5 kms , só água/esponjas com água e os géis que estamos habituados eram substituídos por tâmaras e passas que não comi (só de pensar nas mãos que as colocaram dentro dos sacos).

O publico era pouco mas serviu para animar, na zona mais pobre os miúdos tentavam correr ao nosso lado, alguns descalços outros com aqueles sapatos típicos deles, para pedir a garrafa de água que tinha na mão ou alguma moeda, mas, de 500 em 500 metros havia um policia ou um tropa que lá dizia alguma coisa em árabe e eles saíam imediatamente da pista.

O tempo não foi bom mas o objectivo era participar e acabar a oitava maratona, nestas condições não é fácil e também foi a única em que tive que parar por três vezes, a primeira para tirar uma pedrinha que entrou para dentro do pé esquerdo , a segunda para tirar fotografias com os camelos e a terceira para ajudar um homem que teve uma cãimbra mesmo à minha frente e atirou--se para o chão, lembrei-me logo do Mata em Lisboa .
A poluição é horrível com milhares de motoretas a passarem de um lado para o outro com três e quatro pessoas, etc...etc... E assim terminei em 04:14:55 .

As maratonas que fiz estão todas bem presentes na minha memória, todas diferentes, mas para mim, esta vou equipará-la à minha primeira (Carlos Lopes) porque foi uma experiência totalmente nova e aprendi duas coisas, a primeira, nunca mais faço nenhuma viagem sem ver se vai haver alguma maratona e a segunda é para se fazer uma maratona não é necessário todas aqueles acessórios, ténis especiais; meias xpto........... mas,

Apenas:
Força mental de participar
Divertir-me à grande
E
Acabar BEM.