quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ultra Abutres 2013


Comecemos pelo princípio, a definição de Abutre:



Abutre é o nome vulgar dado às aves falconiformes da família Accipitridae, de hábitos necrófagos, conhecidas também como abutres-do-velho-mundo. Os abutres assemelham-se exteriormente aos urubus e condores (os abutres-do-novo-mundo), mas estes pertencem à família Cathartidae. Os abutres são aves de grande envergadura, usando correntes de ar quente para planar, têm cauda pequena e geralmente são desprovidos de penas na cabeça.

Os abutres são mais longevos em relação a outros pássaros, chegando a viver 30 anos em cativeiro

Os cientistas ainda não desvendaram este mistério, mas acreditam que os abutres se deliciam com comida estragada sem passar mal graças ao seu sistema imunológico e ao potente suco gástrico secretado por seu estômago. Mas isso não significa que eles prefiram carne podre à fresquinha.

Os Abutres são feios e sujos, mas cheios de truques para sobreviver ao cardápio nojento

 

2013-01-26, o Dia

Prova na linda Serra da Lousã, apesar de não ter a preparado bem (poucos kms) devido á lesão que não me larga desde Novembro, estive num dia Sim e tive a sorte de encontrar um atleta com um andamento muito semelhante.

Os R4F em grande estilo á partida, deixam a sua marca pela boa disposição...




A organização avisou que esta prova seria disputada em condições especialmente difíceis devido ao temporal do fim-de-semana anterior com quedas de árvores e chuvas intensas deixando o terreno especialmente escorregadio e perigoso.



A composição dos trajeto:

Trilhos Técnicos: 90%; Estradão ou Caminhos Florestais: 8% e Alcatrão: 2% A organização fala em 45300m e desnível Acumulado de 4640 Mts, o meu Garmin de 47470m e 4402Mts.

Nesta III edição da prova percurso diferente e um grau de dificuldade consideravelmente superior.

O desnível positivo de mais de 2300 metros para uma distância de 45 Km significa que se esteja permanente a subir e a descer pela serra o que coloca os atletas em permanente mudança.

Nas quotas elevadas temos dois pontos mais altos da prova, são 900 metros aos Kms 19 e Km 33 com paisagens deslumbrantes, nas quotas mais baixas temos de tudo um pouco, rios, riachos, cascatas naturais, descidas e subidas com lama permanente, passagens apoiadas por correntes e cabos e calhaus deambulantes.



A travessia de riachos com correntes fortes foi uma permanente o que tornou a prova especialmente perigosa, era preciso ter precisão na forma de abordar estas passagens e na colocação dos pés para não entrar em falso nos riachos sujeitos a quedas complicadas.

A organização dos Abutres esteve muito bem na sinalização, abastecimentos, socorros e disponibilidade…

 

A prova

Iniciada com 10m de atraso, às 8H40 com engarrafamento no primeiro km que separou logo muitos atletas á saída.

Entrámos no parque biológico – quinta da Paiva e depois entramos em floresta cerrada para alguns Kms depois começar a primeira verdadeira subida - são 530 metros desde o Km 10 e o Km 15.

Nesta fase já deu para perceber o que nos esperava, já tínhamos passado por ribeiras, trilhos técnicos, parque biológico, o florestal, locais de grande beleza, até ao primeiro pico da prova - o parque eólico ao Km 19 chegando aos 900 metros de altitude.

Após a chegada ao parque eólico deslumbramo-nos com uma paisagem para norte, Coimbra, Vale do Mondego até á Figueira da Foz, e no horizonte as Serras da Boa Viagem, Buçaco, e Caramulo.

A seguir a grande descida em corta-fogo com seu desnível negativo, mas era o que nos esperava lá em baixo, percursos muito técnicos até chegar à pista de downhill ao Km 25.

Esta descida é em single-track com a inclinação a ultrapassar os 30% até chegar ao Santuário da Sra. da Piedade de Tábuas, o local do 3º abastecimento, aqui tivemos direito a sopa quente caseira retemperante…

Na segunda parte da prova, o pior estava a chegar… do Km 25 ao 29 o percurso é muito técnico com escalada, temos que nos agarrar às rochas e após cascatas naturais e barulhentas com muita água.

Chegamos ao 27, começámos a subida para o segundo pico da prova, o parque eólico, mas agora a subida é feita pelo lado oposto e chegamos aos 900 metros de altitude, aqui já começa a fazer frio.

Perto do Km 35 iniciamos uma subida intensa ao Penedo dos Corvos para chegarmos à Aldeia de Gondramaz - muito tradicional e única, tem apenas quatro habitantes permanentes e as restantes habitações para férias.

No 40, o ultimo posto de controlo e sabíamos que seria mais fácil e rolante até ao final, embora 8Km com 40 nas pernas, não sejam bem 8…

Tive uma grande ajuda, o Manuel Rodrigues, que nesta minha segunda edição com muita lama, quedas, silvas, passagens de rio, rampas, descidas, escaladas, sangue e suor, me ajudou a completar os quase 48Kms em durante 7h 58m, mais 38min que em 2012.

Heróis, não existem mas se tiver que mencioná-los:

Estreante e mais Imparável:

Dorsal 413 JOSÉ CARLOS MELO RUN 4 FUN M50 11:10:12, no dia seguinte GP Fim da Europa

Dorsal 412 JORGE ESTEVES RUN 4 FUN M40 11:10:11

Dorsal 418 TEODORO TRINDADE RUN 4 FUN M50 11:10:10, no dia seguinte GP Fim da Europa

Estreante e melhor Abastecido:

Dorsal 416 NUNO MIGUEL MATIAS TEMPERA RUN 4 FUN M40 11:10:03

Estreante e o mais bem disposto

Dorsal 410 GONÇALO MELO RUN 4 FUN M40 09:16:05

Dorsal 415 MIGUEL SERRADAS DUARTE RUN 4 FUN SM 09:05:27

Dorsal 411 JOAO GUERRA RUN 4 FUN SM 08:15:43

Estreante e companhia de todo o percurso

Dorsal 108 MANUEL JOAQUIM NEVES RODRI CLUBE MILLENIUM BCP M40 07:58:51

 

Parabéns a Todos os que e os que não terminaram esta prova, pois só Esses entendem verdadeiramente o orgulho daquela peça de barro...

Os meus 478 minutos e cinquenta segundos de prova foram inesquecíveis, todos os filmes são uma curta imagem gravada na memória, se pudesse revive-los todos, fá-lo-ia, por isso para o ano espero percorrer e concluir esta emblemática prova…

Deixo aqui um pequeno filme de 9 minutos, mas prometo um muito maior, sei que parecem uma eternidade mas para quem lá esteve parece apenas um piscar de olhos...

 

Até 2014.

 

RunAbraços,
NDA

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Grande Prémio Fim da Europa voltou




Em finais de 2011 recebemos a triste notícia do cancelamento da prova “Grande Prémio Fim da Europa 2012”.

Uma prova que para muitos é considerada a mais bela que por cá se faz.
O trajecto, com partida em Sintra e final no Cabo da Roca, atravessando a fantástica Serra a isso ajuda.

Em meados de 2012 ouvimos os primeiros rumores da possibilidade de em 2013, a prova voltar à nossa companhia.
A fantástica noticia confirmou-se e se alguém tinha dúvidas do carinho que existe à volta deste evento, seguramente que as dissipou ao constatar a velocidade louca a que as inscrições esgotaram.

O entusiasmo foi crescendo à medida que o que o dia 27 de Janeiro de 2013 se ia aproximando.
Foram imensos os treinos organizados que vimos acontecer na Serra durante o mês de Janeiro.
Os pedidos de “dorsais extras”, ou perguntas sobre possíveis desistências eram permanentes.

Não existiam qualquer tipo de dúvidas, mesmo antes de se realizar, a festa do regresso do “Grande Prémio Fim da Europa”, já era um sucesso.

Faltava apenas chegar o dia e correr…correr serra acima na companhia de mais de 1000 “locos”, partilhando o que iria ser seguramente uma manhã fantástica.

Na sexta-feira, ainda “apanhámos” um pequeno susto…o nível de segurança na Serra após as últimas tormentas e o tempo “azedo” que poderia estar de volta, estavam a colocar em causa a realização da “festa”.
Algo perfeitamente entendível, para quem visitou a Serra nestes últimos dias.
Era visível que com um pouco mais de vento, a qualquer momento poderia cair uma árvore e provocar um grave acidente.

Mas foi apenas um ameaço…o tempo “agressivo” apesar de “normal para a época”, e o estado da Serra, sob o atento olhar da protecção civil e da CMS, estavam controlados e felizmente o pior não se confirmou.


E lá chegámos ao tão esperado dia 27.
Marcámos a “nossa amiga” Fonte Mourisca como ponto de encontro, para a distribuição dos dorsais e pequeno convívio antes da prova.
Cheguei às 9:00 e já tinha companheiros em espera.

Comecei a distribuir os dorsais, a rapaziada foi chegando, foram-se trocando os cumprimentos da praxe e o tema principal de conversa, como não podia deixar de ser, era a “aventura dos Abutres” do dia anterior.

Esta fantástica “Armada Laranja”, tem características muito especiais.
Não sei se todos se deram conta, mas dos mais de 50…sim mais de 50 participantes R4F, eu diria que pelo menos metade ou estiveram nos Abutres no dia anterior, ou fizeram o trajecto da prova em duplicado…ai pois é, tá tudo maluco :-).
Mas é uma loucura saudável.
  
Mas na minha opinião, mais importante que as qualidades atléticas da equipa, considero que os R4F são um grupo constituído de pessoas, todas elas diferentes umas das outras, mas todas elas iguais, na simpatia, saber estar, capacidade de partilha, animação…enfim, não me canso de adjectivar a qualidade humana desta “nossa gente” e este evento foi mais uma prova disso mesmo.

  
Não sei se se aperceberam, mas quando os 4 de nós que fazem parte do “Grupo dos Conjurados”  (9+1) , subimos ao palco para sermos simpaticamente agraciados pela CMS, em função da organização do que foi a aventura relativamente ao “Treino Fim da Europa 2012”, do lado onde estava situada a “mancha laranja” o apoio foi brutal.
Muito obrigado malta  :-) .


Feito isto, lá nos dirigimos para a partida, como sempre situada na Volta do Duche para, às 10h, subirmos a Serra e depois descê-la, rumo ao Cabo da Roca.
O trajecto, é como todos sabem muito interessante, e a prova correu lindamente com o São Pedro, a dar a habitual ajuda.
Apenas não gostei de ver o estado em que se encontra a Serra...onde vía-mos arvores centenárias e arvoredo denso, hoje vemos grandes espaços vazios com a vegetação postada por terra...a natureza é forte e quero acreditar que em breve voltaremos a ter a nossa serra em grande forma.

Cada um de nós teve seguramente a Sua experiencia e não quero estar a alongar-me em nomes e tempos por forma a evitar esquecimentos ou lapsos com trocas de dorsais.
Mas do que vi os António’s (Aredes e Cruz) chegaram muito bem, e nas senhoras a Joana está imparável, mesmo depois dos 12Kms de “passeio” pelos Abutres.
Muitos parabéns a TODOS.


Se tiverem disponibilidade, deixem por escrito o Vosso testemunho, principalmente os estreantes…sei que para muitos foi a primeira vez que se “bateram” oficialmente a este trajecto.

Não quer acabar sem referir que uma vez mais, gostei muito de ver durante a prova e no final da mesma, enquanto esperava, o espírito solidário e de partilha que vi, entre atletas não só “laranjas” mas também de outras cores…o “pelotão” é realmente muito bem frequentado.

No final, tivemos direito a um crachá, os que quiseram passaram pela tenda da Gold Nutrition, onde o grande Victor Gamito lá estava  para tentar dar a todos um copo da mágica bebida.
Ainda houve espaço para o chá quentinho e uma bananinha.

Roupas e autocarros à espera e eram horas de voltar para casa.
Estava muito fresquinho e a espera da chegada de todos para a sempre “simpática” foto de grupo, foi de todo impossível…fica para a próxima.


Para finalizar, quero apenas felicitar a Câmara Municipal de Sintra e todos os seus colaboradores envolvidos na Organização pela fantástica manhã que nos proporcionaram.
Permitam-me os demais, que eu deixe um especial abraço ao Pedro Alves…esteve incansável por forma garantir a realização não só do evento mas a segurança do mesmo, e apesar de todo o difícil, atarefado e preocupante momento, esteve como sempre, disponível e muito simpático…bem hajas Pedro.

Se existia qualquer pequena dúvida que fosse, neste dia 27 de Janeiro de 2013, ficou mais que provado que o Grande Prémio Fim da Europa, por tudo e mais alguma coisa, é uma prova que faz parte de nós e que todos desejamos que tenha voltado para ficar em definitivo.

Runabraços,
Nuno

domingo, 27 de janeiro de 2013

Treino dos Elevadores

Que eu tenha visto, ninguém postou sobre o último Treino dos Elevadores. Como é tão característico dos Run 4 Fun, achei que era pena não ficar aqui registado, para todos ficarem a conhecer este percurso que, a meu ver, é no mínimo espetacular. Como a imaginação não é muita vou copiar o texto que escrevi para o meu blog. Espero que gostem e dentro dos possíveis faça jus ao nível do treino.
Acordar cedo não é algo que me assista, mas há motivos que justificam.
Bem cedinho só se via laranja no Parque Eduardo VII para um dos treinos mais emblemáticos dos Run 4 Fun, o ano passado estava lesionado por isso estava curioso.
O inicio é fácil, sempre a descer mas é só para enganar.
Pouco depois é o elevador da Glória.
Custa mas chegámos todos lá acima. Era isto que nos esperava, várias subidas e descidas, muito sacrifício, mas muitos sorrisos. Diria mesmo que o ambiente esteve no seu melhor e o Fun ajudou a passar o difícil Run.

Para mim tinha um 'sabor' especial visto ter levado o meu pai para estes convívios laranja, portando-se à altura e segundo sei ficando fã deste nosso espírito. Se deveriam ser os pais a trazer os filhos, o ter sido o oposto dá-me muito gosto, e claro a sua companhia e o terminar estes treinos e provas é um orgulho.
Lamechices à parte, venha o Elevador da Bica.
E os berros de encorajamento que se ouviam? Sim que era cedinho mas o pessoal não faz menos barulho por isso, se custa nós puxamos o pessoal à base de berros. Mais um desafio superado.
Isto também dá para disfrutar as vistas, e nesta fase passámos entre outros sítios, pelo Largo Camões, Miradouro de Santa Luzia e subimos mesmo ao Castelo.
Lá porque há elevadores que não podemos inventar uma rampa e subir, não quer dizer que não passemos lá...Elevador de Santa Justa.
O Fun continua presente, e passa-se na Ginginha. Eu como não bebo ia aproveitando para tirar fotos com amigos, para mais tarde recordar.

Faltava o mais dificil Elevador do Lavra (do qual não tenho fotos logo saquei uma) e uma passagem pelo Jardim do Torel.

Para quem ache que tinha acabado desengane-se. Faltava subir até ao cimo do Parque outra vez.
Mas uns mais rápidos outros menos rápidos lá chegou tudo para mais uma foto para o álbum de recordações.
Só posso dizer que fiquei fã. Do espirito, da entreajuda, do percurso e mesmo da madrugadora manhã. Espero que se repita por muitos anos e que eu vá participando.
Fica em baixo o mapa com os tempos, nem que seja para todos experimentarem este percurso.
Abraço e Boas Corridas

Dados Garmin
Distância: 10,10Km
Tempo Total: 01:07:25
Ritmo Médio: 6'41"/Km


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Corrida Fim da Europa - Logística 2

Para quem quiser combinar boleias: às 8:15 no Olivais Sul, na Rua Cidade de Bolama, 17.

Como de costume vamos com calma, deixaremos os carros no parque da Portela ou no parque do Tribunal e depois seguimos a pé, a andar ou a correr, se estiver a chover, para a partida, de modo a estarmos lá por volta das 9:00/9:10 para entregar os sacos com a muda de roupa para o final. Considerem a possibilidade de levar um par de ténis adicional pois os da corrida poderão ficar molhados.

Quem quiser ir ter aos Olivais, é favor confirmar aqui, ou no FB.

Seremos mais de 50 Run 4 Fun, a colorir de laranja a magnífica serra de Sintra que de acordo com as previsões da meteorologia não irá estar muito agradável. Houve um ano que nevou, pode ser que se repita!! ehehehehh........

Runabraços

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Grande Prémio do Fim da Europa - Logística

Caros companheiros,

Para quem ainda não fez esta corrida, a melhor opção é deixar o carro em Sintra, por exemplo, no parque de estacionamento na estação da CP da Portela de Sintra. Ir a pé até à partida, levando um saco com uma muda de roupa para vestir no final da prova.

O saco é entregue à organização que o leva para o final da prova. O regresso é feito nas camionetas da Câmara  que são relativamente rápidas.

Esta opção é melhor, na minha opinião, do que levar um carro para a chegada e outro para ir até à partida. E o regresso na camioneta é uma oportunidade agradável para partilhar peripécias  e histórias da corrida.

E poupam tempo, gasóleo e alguma paciência!!!

Runabraços

GPFE 2013 - Levantamento de dorsais

Caros Amigos e Fantásticos Atletas,

No próximo domingo dia 27 de Janeiro, o GPFE, após um ano de "descanso" está de volta à nossa companhia.
Será a XXIII edição.
Vai ser seguramente uma grande festa e uma vez mais a serra será serapintada de tons laranja e animada pela nossa fantástica armada.

Já recebi a informação relativa ao levantamento dos dorsais.

A entrega dos dorsais será efectuada sexta e sábado na Casa da Juventude - Tapada das Mercês, ou no domingo, junto à partida até às 9h30.

Para os que quiserem, disponibilizo-me para fazer o levantamento dos mesmos.
Agradeço apenas que me enviem via msg do FB, ou email(nmarques@totalstor.com) a confirmação desse desejo bem como a confirmação da inscrição (apenas como precaução, pois poderá não ser necessária).




Estarei junto à fonte Mourisca a partir das 9:00 com os dorsais que me pedirem para levantar.


Sugiro igualmente a fonte Mourisca como ponte de encontro "laranja" entre as 9:00 e as 9:20, para as habituais fotos de familia e aquecimento conjunto.

Mais informações : http://www.fimdaeuropa.com/

Runabraços e até domingo,
Nuno

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Viana (e a Manuela Machado) ficam no meu coração


Este era um daqueles fins de semana em que, como diria o nosso atleta olímpico Marco Forte, "tava-se bem era na caminha". Mas há muito que tinha programado ir a Viana do Castelo correr a Meia Maratona Manuela Machado, que inseri no meu plano de treinos para a Maratona de Sevilha, e por isso não era o tempo que me ia desviar desse objetivo.
Sai com a Anabela de Lisboa no sábado em direção ao Porto, onde tinhamos planeado ir comer uma francesinha ao Capa Negra II, no Campo Alegre. Tivemos a felicidade de ir pela A8/A17, escapando assim ao corte da A1 por causa de um cabo de alta tensão que as árvores derrubadas pelo vento deitaram abaixo.
Cumprido o roteiro gastrónimico, rumamos a Viana para chegar a tempo de fazer o reconhecimento do percurso da prova e levantar o dorsal. Foi então que descobri que teria também a companhia do Miguel San-Payo, com quem me encontrei no dia seguinte, antes da partida. O Miguel veio com uns amigos da Figueira da Foz que também estão a treinar para a Maratona de Sevilha.


Embora o vento tivesse acalmado, na manhã da prova ficou claro que teriamos a companhia da chuva, o que efetivamente se verificou durante praticamente toda a prova. E o vento também reapareceu no final da corrida para criar algumas dificuldades adicionais.
A prova começou com um atraso de 15 minutos, porque a organização da Porto Run não teve a capacidade de entregar os dorsais em tempo útil. Havia realmente muita gente inscrita - 3100 na Meia Maratona e outro tanto na Mini-Maratona e Caminhada - e a maior parte levantou o dorsal no próprio dia. Entre os inscritos é de salientar o facto de 850 serem provenientes da Galiza, havendo inclusive uma clasificação especial para atletas federados galegos.
O número de inscritos também criou dificuldades na partida, um pouco confusa e - no meu caso - muito atribulada, dado que passados 500 metros o meu Garmin saltou da correia na sequência de uma ultrapassagem mal medida de um atleta apressado. Foi uma aflição que me custou quase um minuto de tempo e um bom par de palavrões dos corredores que passavam por mim enquanto procurava o relógio. Mas o Garmin reapareceu e pude seguir a prova. Acelerei um pouco para recuperar o tempo perdido. Sabia que para cumprir os meus objetivos tinha que regressar aos 5m/km ante do km 5, onde ia enfrentar a primeira subida.
O percurso é quase linear, fazendo cerca de 10km pela Estrada Nacional em direção a Ponte de Lima até Sereleis, e regressando praticamente pelo mesmo caminho a Viana. Mas não é plano, incluindo várias subidas e descidas, algumas de perfil razoavelmente inclinado, sobretudo a descida de Portuzelo para Sereleis que se faz na ida ao km 7, com a correspondente subida no regresso ao km 12.
A prova correu-me francamente bem, sobretudo até ao km 16, quando a chuva intensificou-se ainda mais e o vento fez a sua aparição. Mas nessa altura eu já sabia que se nada de muito extraordinário acontecesse eu voltaria a bater o meu melhor tempo, feito em Lisboa na Meia Maratona dos Descobrimentos no passado mês de Dezembro. E assim foi, tendo concluído a corrida em 1h47h22s, um tempo que eu não esperava fazer com estas condições atmosféricas (sobretudo tendo corrido "ensacado", como se vê na foto da minha chegada abaixo). Consegui, assim, na minha quarta meia maratona, fazer o meu quarto melhor tempo consecutivo (Setúbal 2h04m, Londres 1h52m, Lisboa 1h49m e Viana 1h47m). Estou por isso confiante para a minha ansiada estreia na Maratona, em Sevilha, mesmo sabendo que as condições da segunda metade de uma maratona são bem diferentes daquilo que conseguimos fazer na primeira.


Cumpri também o meu programa gastrómico e terminei a minha estadia em Viana com um prato de rojões com papas de sarrabulho no Camelo, em Santa Marta do Portuzelo, por onde eu já tinha passado duas vezes durante da corrida. Mas a jornada não terminou da melhor forma. Um rasgo no pneu direito traseiro na área de serviço de Leiria obrigou ao reboque do carro e seus ocupantes para Fátima, onde aguardamos por quase três horas por uma boleia para Lisboa. Quase que tinha sido mais rápido vir a correr :-).

Claudio Monteiro

sábado, 19 de janeiro de 2013

Challenge3 BES...prémios pensados com os pés!!!

Um ideia interessante, mas com prémios pensados, com os pés. Já é tempo de as organizações de corridas beneficiarem mais aqueles que as suportam nos seus objetivos. Os "corredores do pelotão"  fazem o sucesso deste tipo de provas, mas a "inteligência" destes organizadores, não lhes permite compensá-los..

É óbvio que com os prémios atribuídos aos mais rápidos, serão os corredores profissionais os que irão ganhar os prémios. Pois se assim é, que corram entre eles. Eu não estou disposto a pagar para serem eles os beneficiados. Para além disso, qual a probabilidade de esses corredores, se forem portugueses,  fazerem boa figura na Maratona de Nova Iorque? Pequena, com certeza. Mais, é provável que venham aí uns tantos quenianos e os melhores portugueses fiquem a "chuchar no dedo".

Com o devido respeito, esta forma de atribuição de prémios é um péssimo exemplo de como se pode incentivar a participação. Era bom que os organizadores meditassem no erro que estão a cometer e alterem o modo de atribuição dos prémios. Por exemplo, atribuindo a maioria dos prémios, por sorteio, a quem completasse as três corridas, independentemente do tempo obtido. Poderiam por exemplo, reservar um ou dois prémios para mulheres, dividir por escalões etários, etc.

A mim não me apanham lá e gostaria que os nossos amigos "bloggers" da corrida que pensam da mesma forma, nos ajudem a passar a mensagem, de forma a que a organização se torne mais inteligente.

Runabraços

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Maratona - qual o tempo que posso fazer?

Alguns dos nossos maratonistas, "colheita" 2012 - em 06.01.2013
Tenho andado a ler um livro enorme, com mais de 900 páginas, cujo autor é um médico sul-africano, professor universitário e corredor de fundo.

O autor chama-se Tim Noakes e o livro "Lore of Running", 4ª edição. Foi-me recomendado pelo José Carlos Morais dos Santos um corredor de alto nível, meu amigo há mais de 20 anos e um membro "honorário" dos Run 4 Fun.

A leitura não e fácil, e demora algum tempo para entender bem os conceitos que nos são apresentados. Um dos pontos interessantes é a análise dos determinantes do desempenho atlético. E a conclusão, com base em vários estudos científicos, é que são os tempos aos 10 km e aos 21 km que melhor determinam o tempo que é previsível fazer numa maratona ou em ultras.

São apresentadas várias tabelas de diferentes autores que são relativamente semelhantes nos resultados apresentados. O próprio Tim Noakes desenvolveu, com base num estudo por ele  efectuado (Noakes, Miburgh, et al. 1996b), citado na pág. 80 do livro que referi acima, duas equações que permitem prever o tempo na maratona, uma com base no melhor tempo aos 10 km e outra com base no melhor tempo aos 21km. Ele refere que a equação com base no tempo dos 21km, mostrou ter maior capacidade preditiva.

As equações são as seguintes:

a) Tempo previsto na maratona = 5,48 x tempo aos 10 km (min.) - 28:00 (min.)

b) Tempo previsto na maratona = 2,11 x tempo aos 21 km (min.)

Podem usar o vosso melhor tempo na meia maratona na equação b)

A título de exemplo, os meus melhores tempos são os seguintes:
  • 10 km = 46:08 no GP Constância em 2010
  • Meia maratona = 1:47:50, na meia da ponte 25 de Abril em 2010

Aplicando as fórmulas dá:

a) 5,58 x 46,13 - 28 = 224,79 ou 3:45:47
b) 2,11 x 107,83 = 227,53 ou 3:47:32

O meu melhor  tempo foi na maratona de Estocolmo em 2011 com 3:44:57. Bati as previsões, mas fiquei próximo!!


Só para complementar a informação, fiz 5 maratonas e os tempos foram os seguintes: 1ª - 4:15:13; 2ª - 4:23:49 (fiz os últimos 4 km, a andar); 3ª - 3:57:05; 4ª - o recorde acima; 5ª - 4:08:15 (lá se foram as melhorias). A 1ª foi em 2009 e a 5ª em 2012.

E, nos vossos casos o que é que dá? Para quem nunca fez uma maratona mas já fez 10 km ou a meia, já tem uma forma de prever o tempo que demorará!

Boas corridas e runabraços



Eles e elas correm mas não emagrecem....

Atenção às porções....

http://www.oje.pt/lifestyle/saude-beleza/atencao-as-porcoes-tamanho-nao-e-formosura

http://www.oje.pt/lifestyle/saude-beleza/atencao-as-porcoes-tamanho-nao-e-formosura

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sábado Outdoor...em Lisboa no Clube VII

O Clube VII, sito no Parque Eduardo 7, faz um "Open Day" especial para o Run 4 Fun. Teremos um treino Outdoor ao longo de Lisboa e no final banho turco, sauna, ginásio e duche no interior do Clube.

E um retemperadora piscina....

Traz a tua camisola do Run 4 Fun....avisa que queres vir (porque o acesso é apenas para membros do Run 4 Fun e seus convidados, com indicação nominativa).


Um convite de Jorge Paulo, Paulo Curto de Sousa, Inês Gil Forte e Paulo Alexandre Gonçalves Marcos. Convidamos os nossos amigos do Run 4 Fun a virem conhecer e treinar connosco. Iremos ter o Personnal Trainer Rui Cruzinha que nos fará uma sessão bem diferente! E depois com todo o conforto, no finalzinho, de um banho quente! Tragam a vossa camisola do Run 4 Fun, chinelos e um cadeado!
 

sábado, 12 de janeiro de 2013

4º Treino dos Elevadores - Um "Clássico" Run 4 Fun

1ª edição - 10 janeiro 2010 - elevador do Lavra
É já amanhã, bem cedo, para podermos passar nas rampas dos elevadores, com estes parados. Começam a funcionar às 9:00 horas. O treino tem início no alto do Parque Eduardo VII. E começa a descer......para acabar a subir!!!

É o nosso treino mais característico, tal como referiu o Paulo Marcos, com base numa ideia e  organização conjunta do Miguel Correia e do Paulo Curto de Sousa, uma dupla de membros fundadores do Run 4 Fun.


A 1ª edição teve lugar no dia 10 de janeiro de 2010, a 2ª edição no dia 12 de dezembro de 2010, duas edições no mesmo ano. Em 2011, não houve edição e em 2012 a 3ª edição foi efetuada no dia 8 de janeiro.

2ª edição 12 dezembro 2010 - Elevador S. Justa
O percurso foi sempre semelhante, com algumas variações, com o acrescento de mais alguns pontos de passagem. Consiste basicamente em passar, no sentido ascendente (claro!! que isso é que tem piada..........) , na rampa dos três elevadores que a têm, Glória, Bica e Lavra, pois o 4º elevador o de S. Justa é diferente. Em relação a  este, fazemos uma volta, a subir,  que começa nas escadinhas de S. Justa e  nos leva até ao Largo do Carmo, Passamos ainda no Castelo de S.Jorge e paramos na loja "A Ginginha" no largo de S. Domingos para beber uma "ginginha".

2ª edição 12 dezembro 2010 - frente a "A Ginginha"











O último elevador é também o mais difícil, o elevador da Lavra que tem a rampa mais empinada. E para acabar em beleza, subimos a avenida da Liberdade até ao alto do parque Eduardo VII.

3ª edição 8 janeiro 2012 - Elevador da Glória


Fazemos mais umas quantas paragens para as fotos nos locais mais bonitos e característicos que temos ao longo do percurso. Graças  a este treino já conheci sítios em Lisboa, por onde nunca tinha passado, eu e mais uns quantos companheiros. Podemos dizer que é um evento "atlético-turístico-divertido"


3ª edição 8 janeiro 2012 - Elevador da Bica

É notório que, de edição para edição, tem aumentado o nº de participantes, pois somos cada vez mais e este treino já faz parte da nossa  breve "história"



3ª edição 8 janeiro 2012 - Jardim do Torel
Amanhã, de manhã bem cedo lá estaremos para a edição 2013.

Runabraços

Treino dos Elevadores....dia 13.01 pelas 07h55...

O mais incrível...o mais fantástico....a 4ª edição do Treino dos Elevadores....uma ideia original de Paulo Sousa e de Miguel Correia.

Serão duas horas magníficas....com partida do alto do Parque Eduardo 7 pelas 08h00 (local de concentração na bandeira e nas estatuárias de Cutileiro)....subir e descer as mais famosas rampas de Lisboa....com uma passagem pelo Castelo de São Jorge e pela Ginja do Rossio (leva 1€ para o efeito...)...


E claro, traz a tua camisola Run 4 Fun - R4F....

Runbraços
Paulo Marcos

domingo, 6 de janeiro de 2013

ALMOÇO DE REIS


Gostamos muito de correr mas também temos um enorme prazer em partilhar da companhia uns dos outros em momentos menos desportivos. Hoje juntámo-nos novamente, para um almoço! Tendo em conta a data, 6 de Janeiro, foi um Almoço de Reis! O local escolhido foi o Restaurante Touro Ibérico, em Algés, famoso pela qualidade das suas carnes! E nós precisamos de muita proteína para podermos correr as dezenas de treinos e provas que se avizinham!
Fomos 67 a marcar presença nesta tarde bem passada! A boa disposição reinou nas várias mesas distribuídas pela enorme sala com vista para o rio Tejo. Somos realmente um grupo de amigos que correm! Embora o que nos junte inicialmente seja o desporto, a amizade que já une tantos de nós está bem patente nestes momentos de convívio. E é esse espírito de partilha e companheirismo que nos confere uma identidade única e nos faz sentir previligiados por pertencer a uma “família” tão especial.
Hoje comemos e bebemos com gosto, e ainda tivémos direito a espectáculo de Sevilhanas! E, melhor ainda, demos um pezinho de dança, a mostrar que nem só para correr temos pernas! De elogiar os dotes artísticos demonstrados pela Mónica Miguéis, Helena Telino, Rute Fernandes, Paulo Martins e João Ralha, que acompanharam os bailarinos numa coreografia altamente elaborada! Preferências pessoais à parte, todos eles mostraram fibra de bailarinos e mereceram o nosso aplauso!
Ainda tivémos tempo para aplaudir também os atletas que se juntaram ao grupo no decorrer de 2012 e os maratonistas estreantes no mesmo ano, com uma salva de palmas especial para as “nossas meninas”, Mónica Miguéis e Joana Peralta!
Claro que houve um pequeno grupo que se organizou para “gerir a coisa” (o nosso obrigada ao Jorge Esteves, César Moreira, Joana Peralta e Franco Wudich) mas o sucesso desta tarde bem passada deve-se sem qualquer dúvida a todos os presentes, pela alegria e boa disposição constante! Fica aqui a foto de grupo, para recordarmos este momento sem RUN mas com muito FUN!