terça-feira, 31 de maio de 2011

Maratona de Estocolmo 2011

O prometido é devido. Aqui estão as fotos em Estocolmo, antes e depois da Maratona.

Runabraços

segunda-feira, 30 de maio de 2011

5ª Corrida do Guincho "entre Serra e Mar"



RUN 4 FUN esteve ontem na 5ª Corrida do Guincho "entre Serra e Mar", prova de 12 km em piso misto, maioritáriamente em caminhos, mas também em trilhos, aribas, alcatrão, estrada de pedra e cimento. Prova de montanha, incluída no Circuito Nacional de Montanha 2011.

Prova organizada pela Sociedade de Instrução e Recreio Janes e Malveira, inicia-se em Janes, em frente a este clube, e percorre uma bela paisagem em pleno Parque Natural Sintra-Cascais. Desce até à praia do Guincho (este ano não percorreu a praia do Guincho), percorre as arribas do litoral Atlântico e regressa para o interior, esperando-nos ao km 9, uma subida muito acentuada no "Cabeço do Vento", que cansa o atleta experiente mesmo a caminhar. Chegados lá acima desfrutamos uma espectacular panorâmica de toda a costa do Estoril, e continuamos por caminhos, trilhos e estrada para terminar no ponto da partida.

Esta é uma prova que eu aconselho particularmente a quem esteja habituado a participar em corridas de estrada mas nunca tenha participado numa corrida de trilhos ou de montanha. A beleza do percurso desta prova é um incentivo para participarmos e voltarmos de novo.

Este ano (infelizmente) não passou por baixo da ponte da foz da Ribeira do Guincho, nem percorreu cerca de 500 metros no areal praia do Guincho para norte e a arriba de acesso ao Forte do Guincho, no que seria mais esta variedade de piso com que este ano não contámos.


Participação RUN 4 FUN a cargo destes 8 participantes. Bons tempos para os estreantes nos Trilhos (Alfredo Falcão, Nuno Marques, Nuno Tempera), outros bem experientes em trilhos longos participaram pela primeira vez na corrida do Guincho.

Realço Luís Matos Ferreira, uma autêntica máquina todo o terreno, a terminar em 7º lugar no escalão M40... para quem terminou Ronda, foi apenas um treino ligeiro.

No final após a entrega dos prémios no salão da SIRJM, teve lugar um convívio entre participantes e organizadores com churrasco de porco no espeto (com inscrição suplementar). Pela minha parte, 2ª vez que fiz esta prova, desta vez em ritmo de turista, voltarei com enorme prazer a uma corrida que gosto muito.

Mais Fotos > Aqui.

RunAbraços.

sábado, 28 de maio de 2011

Maratona de Estocolmo 2011

Já está feita.

Em primeiro lugar, muito obrigado pelo apoio dos nossos companheiros. Pelas vossas mensagens e por sabermos que pensam em nós. Bem hajam.

Em relação ao percurso, uma surpresa. Apesar de a altitude máxima ser de apenas 35 metros, existe um conjunto de sobe e desces que massacram, principalmente a partir da Meia Maratona.

A prova mais bem organizada em que participei. abastecimentos de 3 em 3 km, bebidas isotónicas, água, bananas, "courgettes", extremamente salgadas, depois da Meia. Uma sopa quente cerca dos 38 km. Até havia chuveiros que, dadas as condições magníficas de tempo, encoberto, com pouco vento, não foram muito utilizados.

No final, um saco de comida e bebida diferenciada, cachorros quentes e cerveja à descrição e para finalizar, um café e um bolo. Excelente. Gostámos muito.

Quanto a tempos, a Luísa correu nas calmas e fez o pior tempo dela na sua 3ª Maratona, 4;37. Mas chegou fresca e bem disposta.

Eu fiz o meu melhor tempo na Meia este ano, cerca de 1:48 e depois paguei na 2ª parte. Mesmo assim fiz 3:44:57 (no meu cronómetro) e no final fiz um sprint de mais de 100 metros, em pleno Estádio Olímpico (deve ter sido por isso,,,,, eehehheheh) o que significa que ainda tinha algumas reservas.

Um detalhe final: após o final da corrida, à entrada do campo onde tinhamos os sacos, existiam umas pequenas rampas, no meio das quais estavam duas raparigas, sabem para quê? Para nos tirar os "chips" dos sapatos, para o pessoal não ter que se dobrar. Os chips estavam presos aos cordões por uma tira de papel com cola nas extremidades. Elas cortavam a fita e o pessoal seguia. Esta mais parece das Arábias.

Uma prova que recomendo a todos os amantes da corrida. E Estocolmo é uma cidade fantástica

Runabraços

PS

Fotos tirei umas quantas, mas esqueci de trazer o cabo de ligação máquina fotográfica-PC. Publico quando chegar a Lisboa.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

100 km entre Tejo e Atlântico

O nosso amigo António Carlos Teixeira Duarte, na sequência desta duríssima prova, mandou a seguinte mensagem para a nossa equipa:

Transmite também os meus agradecimentos a todos os Run4Fun que me acompanharam naquele divertido, embora muito longo dia.

Para o ano há mais ! Penso em outros 100 km, a partida em Lisboa e a chegada perto da Ericeira, pelos trilhos das Linhas de Torres, que devem estar arranjadinhos de novo.

Bons kms para todos
António Carlos

Os nossos parabéns ao António Carlos e aqui fica uma ideia para o próximo ano!!

Runabraços

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Maratona de Estocolmo

Será no próximo dia 28 de Maio que terá lugar a 33ª Maratona de Estocolmo.

Em 2010 inscreveram-se 20.163 atletas (23% mulheres) de 76 países diferentes.

Na edição de 2011 o Run 4 Fun estará representado pela Luísa e João Ralha.

Boa sorte, muita força e que conquistem facilmente os 42,195 Kms de Estocolmo.

Run 4 Fun, pelo prazer de correr

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nos trilhos da Geira romana




"Há sítios no mundo que são como certas existências humanas:
tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição.
Este Gerês é um deles."
Miguel Torga, Diário VII


Nisto, concordo em absoluto com Torga, o Gerês é imponente. Percorrer os seus trilhos é uma experiência única, aliando paisagens de uma beleza natural impar a atmosferas verdadeiramente místicas onde nos sentimos esmagados e reduzidos à insignificância humana. Por tudo isto não foi difícil colocar a “IV Ultra Trail Geira – Via Nova Romana” no topo das minhas prioridades. Em boa hora o fiz pois esta revelou-se a mais deslumbrante prova em que já participei.

O percurso é efectuado ao longo da estrada romana da Geira, um troço da grande via XVIII do Itinerário de Antonino, ligando Bracara Augusta (Braga), capital da província romana da Calaecia, à Asturica Augusta (Astorga). A partir da Portela do Homem, a Geira possui só no interior do Parque Nacional da Peneda-Gerês cerca de 30 km repletos de inúmeros vestígios como lajes, pontes, muros, casas e dezenas de marcos miliários, assinalando as várias milhas da via.


Em 2010 esta prova foi mais longa, com cerca de 50 km, iniciando-se em Lobios (Galiza) e terminando em Caldelas. Este ano, “contratempos” eleitorais (em Portugal e em Espanha) levaram a organização a antecipar a data e a encurtar a distância. Não entendam isto como um lamento, mas antes como uma benção, pois provavelmente na data inicial (5 de Junho) o calor será mais intenso e 44 km chegam perfeitamente para o meu nível de aptidão física.

Decorreram em simultâneo três eventos: a Ultra Trail da Geira, a Corrida da Geira e ainda duas caminhadas por trilhos no concelho de Amares. A representação Run 4 Fun foi assegurada na ultra pelo (experiente) Jorge Esteves, pelo (arrojado) Paulo Rodrigues e por este vosso escriba (iniciado) Teodoro Trindade. Na caminhada participou com brilhantismo a Teresa Dias (esposa do Paulo).


A preparação das nossas provas teve início no agradável jantar da véspera onde relutantemente nos assumimos como não candidatos ao pódio. Seguiu-se uma curta noite de sono pois a alvorada estava agendada para muito cedo (os autocarros saíriam de Caldelas às 6:00 h).


Após as tradicionais formalidades romanas, a prova teve início às 8:00 h na Galiza, a cerca de 500 m da fronteira da Portela do Homem (Lobios/Terras do Bouro), seguindo ao longo da Geira e terminando em Caldelas (Amares). Uma vez que o nosso objectivo sempre foi o de usufruir do enquadramento da prova, quase todo o percurso foi feito em conjunto. Neste ponto o Paulo foi o mais privilegiado pois conseguiu em exclusivo a fiel companhia, durante vários quilómetros, de um pequeno caniche. Aquele animal é sem dúvida um verdadeiro trailista.


Embora em geral o traçado da prova não possuísse dificuldades acrescidas, certos troços apresentavam-se com muitas pedras soltas e outros com oceanos de lama, sendo também necessário atravessar inúmeros cursos de água, pulando sobre as pedras. Mas todas estas dificuldades eram imediatamente esquecidas ao se avistar uma ave de rapina, descobrir cavalos selvagens ou passar a poucos metros de grandes bovinos.

Por volta do km 30 o joelho direito do Jorge começou a ceder, produzindo uma forte dor a cada embate no solo. Nem a cuidadosa atenção de duas amáveis socorristas produziu grande alívio. Mas não há dúvida que ele tem fibra, pois suspeito que desistir nunca foi opção. Os últimos 10 km do percurso, logo os mais difíceis, foram penosos alternando curtos períodos de corrida com marcha, mas sempre com boa disposição e grande prazer em superar as dificuldades. Para simplificar a tarefa, as últimas centenas de metros foram percorridas ao longo da ribeira de Caldelas, repleta de pedras irregulares e com forte corrente de água que em muitos locais molhava mais do que as meias.

Mas chegamos ao final após cerca de 6:30 h de prova, cansados e infinitamente satisfeitos. Pela minha parte já decidi que no próximo ano este desafio vai continuar na minha agenda, esperando ter a companhia de uma legião de R4F.

Por fim uma palavra de apreço à organização e seus colaboradores pois quase tudo esteve irrepreensível.

As melhoras Jorge (Fortes Fortuna Adjuvat).

Algumas fotografias podem ser vistas AQUI (desculpem a fraca qualidade).

domingo, 22 de maio de 2011

32ª Corrida das Fogueiras, Peniche, Sáb. 25 Junho, 21:30

Caros amigos,

Esta é uma das mais originais corridas que conheço. É uma noturna, com iluminação por fogueiras, na zona mais escura. Tem uma grande participação de público.

A organização obriga, os nossos atletas que queiram estar na equipa, a que haja centralização de inscrições. Custam 4 euros com direito a participação na sardinhada servida após a corrida, cortesia da Câmara Municipal de Peniche.

Quem quiser inscrever-se na equipa deve colocar, aqui nos comentários, a sua intenção que eu tratarei do assunto e posteriormente acertaremos as contas.

Runabraços

9ª Meia Maratona dos Palácios

Mais uma interessante corrida.....um pouco dura pelo sobe e desce, acompanhada por tempo de calor, que fez "mossa" em alguns dos nossos atletas.....Zé Magalhães, tens que treinar à hora do calor, para te habituares....!!!!

Quase duas dezenas de companheiros fizeram esta exigente Meia Maratona.

Destaque para o apoio que tivémos na passagem pelo Lourel onde a família e amigos do Nuno Marques (incluindo a Vera) fizeram uma grande festa, para além de boas fotografias para o album das recordações.

Os dois Nunos continuam em grande forma, mas nesta prova o grande realce para o Francisco Sanches Osório que completou, em grande estilo, a sua 1ª Meia Maratona. Parabéns Francisco

Também de salientar o Orlando Ferreira que pela 1ªvez correu integrado na nossa equipa. Bem vindo, Orlando, aos Run 4 Fun.

Obrigado, João Fialho, por teres tratado da logística dos dorsais.

E assim se passou mais uma manhã em agradável convívio desportivo.

Runabraços

17 km de Porto de Mós


Decorreu hoje a 25ª edição dos "17 km de Porto de Mós", prova de estrada com características de montanha, integrada no Troféu Spiridon.

Inicia-se frente á Câmara Municipal de Porto de Mós, onde avistamos o característico castelo de Porto de Mós, e percorre o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros ao longo do qual avistam-se as belas paisagens de montanha deste parque.

Percurso ao gosto de quem perfere provas de estrada, mas não passa sem um bom desafio em subidas em montanha nesta distância (não me refiro a Ronda). Ao longo dos 17 km registei 577 m acumulado de subidas e 169 m de acumulado de descidas. As subidas vão-se tornando mais acentuadas quanto mais nos aproximamos do final da prova. De vez em quando lá vem uma descida, apenas um breve momento para retomarmos forças para atacarmos mais uma valente subida que se avizinha. Abastecimentos qb excepto no último ponto que não deu para todos. Ao longo do percurso foram colocados vários chuveiros para os atletas refrescarem a pele, e bem agradáveis foram.



Ao km 15 "mergulhamos" no interior das Grutas de Alvados e percorremos o circuito turístico desta gruta, com cuidado pois o percurso no interior da gruta é traiçoeiro, e obtemos mais umas belas paisagens do interior da terra por entre estalactites e estalagmites. Depois de sairmos das Grutas de Alvados, mais uma subida para chegarmos ao fim do percurso na entrada das Grutas de Santo António.

Esta prova não tem cronometragem electrónica nem outros extras, mas por um preço simpático a organização providenciou aos cerca de 200 atletas tudo o que é fundamental numa prova, incluindo um pequeno lanche. Como a prova termina num local distante da partida, disponibilizam autocarros para Porto de Mós, mas a temperatura mais parecia uma sauna.

Gostei bastante da prova, mas infelizmente não acompanhei o longo contingente de companheiros RUN 4 FUN que foi á Meia dos Palácios. Fica prá próxima.

RunAbraços.

Fotos - Meia Maratona dos Palácios

Caros Amigos,

Longe da qualidade dos photo4ever.

Foi o que se conseguiu arranjar :-).

Runabraços,
Nuno

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Meia-Maratona dos Palácios

Sugiro encontrarmo-nos na estação da CP da Portela, às 09h00. Vejam aqui a localização.
Faremos o aquecimento daqui até ao local de partida.

Quem pretender deixar o carro em Queluz, poderá usar este parque, e ir de comboio (o último sairá de Queluz-Belas às 8:37).

Os dorsais dão acesso ao comboio até Sintra.
Fui levantar os dorsais e espero estar na estação Queluz-Belas pelas 08:30.

Atletas inscritos:

Consultem aqui mais informações sobre a prova .

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Eu corro....eu gosto do Mundo da Corrida....eu gosto de quem corre!

Eu corro. Eu gosto muito de quem corre. Não é fácil correr. Inúmeras solicitações e tentações nos deparam quotidianamente.

Eu gosto da malta do Mundo da Corrida. Não convivemos diariamente. Mas encontramo-nos aqui e acolá em provas e treinos. E gosto da atitude desportiva, do espírito empreendedor. Do terem fretado o autocarro para Ronda e nos terem convidado a ocuparmos parte do mesmo.

Gosto do blogue e do fórum deles. Dos calendários que nos fornecem e que nos ajudam a programar as nossas provas.

Do companheirismo que demonstram nos Treinos ao Luar, iniciativa notável do Paulo Pires.

Eles correm melhor que nós. Nós somos mais. Mas ambos os grupos correm por prazer, por carolice, pelo convívio. Com tenacidade, com ardor, na defesa de suas provas, treinos, grupo ou equipa.

O Run 4 Fun está presente em 4 continentes....7 países....quase, mesmo quase 150 atletas. Somos muitos. E somos livres. E agora até temos um par de fotógrafos nossos amigos que fazem a gentileza que nos capturar para a posteridade em acção. Photo4ever. Eles não são o Run 4 Fun mas nós gostamos muito dos nossos amigos fotógrafos. E nós todos somos pelo Photo4Ever. Pelo notável contributo que estão a dar para a cobertura e expansão mediática do atletismo amador de fundo e meio fundo.

Run 4 Fun. Membros livres para cada membro se exprimir. Mesmo que a maioria não goste do que é escrito ou falado. Mas a liberdade de cada um de nós começa pela aceitação da diferença de opinião. Às vezes é tentador pensar que deveria haver um "controlo" centralizado....mas nós no Run 4 Fun somos adeptos da liberdade, ainda que por vezes isso dê azo a algumas inconveniências.

Não tratámos bem os nossos amigos do Mundo da Corrida. Que se esforçaram e correram o risco financeiro com a Meia Maratona da Areia. Foi um lapso que vamos corrigir.Tenho a certeza que não foi intencional.

E por isso vamos olhar em frente. Pedir desculpas quando errámos. E acreditar que todos os comentários passados resultam de uma espiral que está a ser interrompida neste momento.

Eu gosto do Mundo da Corrida. Eu gosto da Meia da Areia, dos atletas que treinam no Parque da Paz (e tantos, mesmo tantos são do Run 4 Fun). Eu gosto mesmo dos atletas nossos amigos que tomaram a nuvem por Juno e não trataram bem nos seus comentários a massa imensa dos Runners for Fun.

For those about to run, I salut you

Paulo Marcos
Co-fundador e "presidente" do Run 4 Fun

domingo, 15 de maio de 2011

Corrida Novas Oportunidades e eu


Dez horas da manhã, sol de Maio e muita gente em Belém pelas 10h, uns turistas mas a maior parte corredores e também muitos caminhantes. Ao fim de dois anos a treinar e a correr finalmente perdi algum peso e o meu desempenho melhora significativamente.

Para esta corrida tinha como objectivo fazer um tempo abaixo dos 50”, seria a primeira vez. Na Corrida das Lezírias (15km) tinha passado nos 10km aos 50” e por isso desde essa prova que queria oficializar uma marca nos 50” na distância. Depois de um ano a fazer os 10km nos 56” o desempenho começou a dar sinais de querer melhorar e fiz 54” no GP do Atlântico e 53” na Corrida da Árvore, duas provas com dificuldades, a primeira porque esteve uma tempestade com muita chuva e vento durante toda a corrida e a segunda por causa das subidas.

Estávamos vários dos Run 4 Fun (desculpem não referir todos) o Luís Matos Ferreira regressado de Ronda, o Teodoro, o Vasco, o Jorge Paulo, o Jorge Duarte, o Eduardo Correia e a mulher, o Miguel Dias, o meu filho Bernardo e o Duarte Mendes que hoje se estreou a correr pelos Run 4 Fun.

Sabia que não tinha o apoio do meu companheiro de corridas, o Vasco, que por vários motivos tem treinado menos e não estava animado para puxar por mim. Parti com algum entusiasmo, sempre com dúvidas se devia estar a andar tão depressa, se ia aguentar a corrida toda naquele ritmo e se não seria atingido pelo síndroma da “vontade de andar”. Consegui passar a meta 7 segundos depois da partida, o que foi bom para evitar caminhantes. Depois de quinhentos metros dos zigue zagues iniciais lá estabilizei num trajecto recto. Acelerei bastante nos primeiros 3 km o que permitiu vencer a distancia com menos de 14”. Mesmo a esta velocidade os Run 4 Fun que iam ficar à minha frente já lá estavam todos, já não conseguia ver ninguém. A folga ganha no inicio, de 1 minuto face ao objectivo, foi preciosa, agora podia gerir o esforço e apontar para os 5 min/km como andamento objectivo e assim manter a folga para os últimos quilómetros para o caso de ficar mais cansado. Ouvi mentalmente todos os conselhos que sempre me dão “partir devagar”, “rolar em ritmo certo” e ouvi também a minha respiração demasiado ofegante a recomendar calma.

Durante os dois quilómetros seguintes temi que os 10km que tinha feito às 7 da manhã de sábado pudessem ter consumido alguma da energia que me fazia falta hoje, mas não me arrependi foi mesmo bom participar num sonho de 100kms do António Duarte (fotografia ao lado num trajecto inicial, passando junto ao rio em Belém). Nessa parte pensei que não ia conseguir, estava muito calor, algum vento e eu ia sozinho.

Passei os 5 km antes dos 24” e aí acreditei que seria possível, mas claro que também me passou pela cabeça que podia acontecer alguma coisa na segunda parte. Não consegui apagar este pensamento apesar de constatar em todas as corridas anteriores que a meio da prova levo sensivelmente metade do tempo final. Esta seria talvez uma altura para ouvir música e esquecer os pensamentos, mas baixei o volume para ouvir melhor o que se passava à minha volta. A segunda metade da corrida passou mais depressa, veio o kilometro 6 e depois o 7 e eu mantinha a folga, já estava quase a três quartos da corrida. Estive sempre a ser ultrapassado, o que não me deixava satisfeito. Não conseguia seguir os que me pareciam ter andamentos parecidos com o meu. Quando a meta estava à vista apareceu o Eduardo Correia que me disse, “Queres fazer abaixo dos 50? Vamos embora” eu que me preparava para terminar num ritmo confortável acelerei e acabamos por passar a meta em sprint com o número 48 no marcador electrónico. Nem queria acreditar, afinal tinha sido possível.

Aqui fica o relato da minha corrida, uma corrida igual à de tantas outras pessoas em que a grande recompensa é terminar, competindo com os outros mas principalmente connosco.

3ª Meia Maratona na Areia, Costa da Caparica


Manhã de praia com temperatura alta para esta época, com algum vento lateral e com muita gente nas praias, uma boa participação Run 4 Fun na Meia Maratona na Areia na Costa da Caparica.

Na foto falta o Joaquim Cardoso (Photo 4 Ever a marcar presença) e a Carla Cardoso a estrear-se nesta Meia Maratona este ano mais difícil. Também se estrearam o Miguel Sampayo, a Amélia Gonçalves, a Isabel e Rui Oliveira, o José Magalhães e o Nuno Marques (ainda sem estar recomposto). O que acharam desta Meia Maratona na Areia?

Prova feita toda em areia, partiu da praia junto ao último "pontão" na Costa da Caparica e percorreu 10,5 km daquele extensíssimo areal. Ultrapassando a Fonte da Telha, onde começarem os grandes problemas. A partir da Fonde da Telha o piso é bem mais difícil, com uma constante inclinação lateral. E no retorno para a Costa, a maré já estava a encher, disponibilizando pouca areia molhada o que dificultou a corrida e manteve mais inclinação no areal que na ída. Com as praias compostas de gente a aproveitar a manhã de sol (apesar de algum vento), a progressão em algumas zonas bastante povoadas foi mais difícil que no ano passado.

Apesar de tudo, uma boa manhã passada na praia. No final, alguns banho nas águas do Atlântico. O Nuno deu uns mergulhos e nem lhe apetecia saír de lá.

RunAbraços.

terça-feira, 10 de maio de 2011

101 Km de Ronda


Vou tentar complementar o excelente relato do Marco com a minha própria perspectiva sobre esta magnifica prova.

Bem, como relatar uma aventura destas que é vivida de forma muito pessoal por quem a experiencia?

Comecemos pela parte técnica:
A preparação física, desde que iniciei a prática da corrida e a participação regular em provas, no Outono de 2008, até à ultra de 101 km, foi a que está patente no seguinte gráfico, agregado em períodos de 4 semanas:


O resto é mental, como espero transpareça do seguinte relato.

Vou dividir o relato em 4 troços: o primeiro com aproximadamente 40 km e cada um dos seguintes com cerca de 20 km. Vou chamar-lhes os meus períodos das dores. Dores em: joelho; quadríceps; gémeos; bolhas nos pés.

Não é nada habitual em mim sofrer de angústias antes de uma corrida. Costumo ter uma atitude bastante confiante. Mas desta vez havia algo de diferente. Confesso que pela primeira vez abordei uma prova com bastantes receios.

Três semanas antes da corrida fiz um longão de 65 km, seguido 3 dias depois por outro de 46 km. Os últimos 10 km desse último longão foram extremamente penosos, com uma dor excruciante no joelho esquerdo que não me largou até ao fim. Nos dias seguintes custou-me bastante treinar e comecei a recear que a inflamação nos tendões não fosse passar. Como a nível psicológico me custava ainda mais não treinar, continuei a insistir nos treinos regulares de 12 a 22 km. Contudo, no treino de grupo do domingo anterior à ida para Ronda ainda senti dores fortes no joelho. Decidi então deixar de treinar e iniciar uma "dieta" de anti-inflamatórios 3x ao dia.

A ida para Ronda foi feita no autocarro de “O Mundo da Corrida”, onde tive a felicidade de ficar a conhecer uma série de atletas e respectivos acompanhantes, muitos deles já veteranos destas andanças. A viagem foi uma prova em si, tendo durado 10 horas, apenas suportável dada a excelente companhia em que foi feita, com pessoas interessantes e divertidas. Do nosso grupo Run 4 Fun, foi minha companhia no autocarro o Pedro Prates.

Chegados a Ronda convertemos as inscrições de equipa em inscrições individuais (pois faltava-nos um elemento para termos os 5 necessários) e acomodámo-nos o melhor que pudemos no polidesportivo.
Na manhã seguinte, após o toque de corneta da alvorada e do pequeno-almoço revigorante, dirigimo-nos para o local da partida onde nos encontrámos com o Marco Gouveia e o Luís Boleto.




Às 11h00 é dado o sinal de partida e saímos no meio de uma multidão. Ao fim dos primeiros quilómetros separo-me dos meus colegas. O Prates segue com a equipa “Expresso Lusitano”. O Marco e o Boleto seguem juntos.
Saímos de Ronda e descemos para campo aberto, um grupo compacto de atletas a correr em estradão. Começo-me a adiantar o melhor que consigo, tentando libertar-me desta mole humana.
Os primeiros 34 km são muito rápidos, com poucas subidas. Avanço a um bom ritmo, cerca de 5:35/km. Os abastecimentos são regulares (aproximadamente de 5 em 5 km) e abundantes (devo ter ingerido "quilos" de bananas e várias laranjas ao longo de toda a prova). Apesar disso não me arrependo de vir acompanhado da minha costumeira mochila de hidratação a qual me dá uma sensação muito reconfortante de apoio em caso de necessidade, provida que está de litro e meio de água e alguns géis que trago para o que der e vier.
Continuo a avançar e a deixar atletas para trás. O joelho vai dando sinal de se poder vir a agravar a inflamação e eu espicaçado por esse receio atemorizador avanço cada vez mais depressa, como se fugindo de um enxame de abelhas enraivecidas. O pensamento que me atravessa a mente é que é mais fácil aguentar menos horas de sofrimento mesmo que com maior esforço físico do que uma eternidade de dor.
Felizmente a dor vai-se mantendo -  matreira - a um nível controlado, mas pronta a morder a qualquer momento.
Ao km 35 chego a Arriate, pequena povoação onde tem início a primeira verdadeira subida. São 4km com 9% de inclinação. Como ainda me sinto fisicamente bastante fresco, resolvo fazê-la em parte a andar, em parte a correr.
Besteira da grossa! Consigo chegar ao km 40 ainda antes de ter completado 4 horas de prova, mas assim que chego lá acima, desço 100 m e começo a andar em terreno plano é que me consciencializo que os quadricepes estão já muito maltratados, o que nesta fase prematura da prova é muito preocupante. No entanto lá sigo, tentando ignorar esta nova dor, a qual tem a vantagem não despicienda de me fazer esquecer o joelho. 

Mantenho um ritmo de 6:20/km durante os 19 km seguintes até chegar à povoação de Setenil ao km 59. Esta povoação é muito interessante, com casas embutidas na rocha. Passamos pela estrada junto a umas explanadas onde a comitiva portuguesa nos espera para nos oferecer o encorajamento muito desejado. São agora 17h da tarde e estou em prova há já 6h. Com o novo alento transmitido pelos aplausos nem me apercebo do abastecimento e sigo encosta acima. A partir daqui resolvo não repetir o erro anterior e subo uma ladeira interminável de quase 10 km em passo de marcha rápida, abrindo excepções para correr apenas quando o terreno é praticamente plano. Vou a um ritmo de 8:00/km. Aqui começo a ser atacado por esticões nos gémeos. Chego a recear que me dê alguma cãibra paralisante que me impeça de prosseguir. Amaldiçoo-me por não ter trazido sal para repor os electrólitos perdidos pela diurese e sudação. Sei que mais adiante, no abastecimento do Quartel da Legião, vai estar à minha espera uma sopa quentinha e muito salgada, mas até lá ainda faltam uns valentes quilómetros onde tudo pode acontecer.
 Chegado finalmente ao alto da serra, a 900 m de altitude, tenho a alegria de desfrutar de uma vista desimpedida para Ronda ao fundo e o Quartel no seu sopé. 


 
Mas o alívio é de curta duração. Assim que começo a descer apercebo-me que as pernas já estão muito massacradas e a progressão em descida até ao Quartel não vai ser particularmente rápida. Ainda assim consigo manter um ritmo de cerca de 6:30/km, o que me faz finalmente chegar ao Quartel da Legião, no km 77, às 19h20, após 8h20 de prova. Isso ultrapassa as minhas melhores previsões, o que me permite conceder-me um breve repouso de cerca de 10 minutos para retemperar forças e ingerir a sopa quente, o iogurte e mais uma banana. Neste ponto tinha à minha espera um saco com uma muda de roupa, que se revelou dispensável e por isso pedi para ser enviado directamente para a meta, nos camiões da Legião.

Arranquei do quartel com a perspectiva de ainda ter duas horas diurnas para percorrer os 24 km finais. Pouco depois essa perspectiva optimista começou a revelar-se uma miragem pois dei início à famosa subida do “Purgatório”, com alguns quilómetros que chegam a ter 13% de inclinação. Aqui as bolhas que se tinham avolumado em ambos os pés sobrepuseram-se às restantes dores e pude finalmente esquecer-me que tinha pernas. Chegado à Ermita, no alto, restava descer até ao rio, no km 89, e percorrer junto a ele o único single-track técnico de todo o percurso. Felizmente fi-lo todo ainda durante o dia, o que me permitiu fazer este percurso a uma velocidade razoável sem necessitar de recorrer ao frontal. Só ao km 95, quando se iniciou enfim a última subida para Ronda é que deixei de ter visibilidade e me socorri do frontal. Os últimos 18 km, desde a Ermita até à meta, foram percorridos em 7:30/km, tendo eu sido ultrapassado por vários atletas, mas por mais que eu tentasse as pernas já não respondiam com maior celeridade. A subida final é feita a andar e com vista para a famosa ponte de Ronda. Chegado lá acima resta o quilómetro final e busco em mim as forças restantes para conseguir correr ou até talvez tentar um último sprint final antes de cortar a meta. Chego à meta com os vivas da alegre comitiva portuguesa, e também dos espanhóis, sempre muito carinhosos e expansivos.

Completei os 101,3 km em 11h40m, no lugar 101 da geral (em 1999 finalistas) e 69 do escalão de Veteranos A. Vou jantar com o sentimento da missão cumprida e bem acima das minhas expectativas. Valeu a pena cá vir e foi mais uma experiência digna de contar aos filhos e aos futuros netos.


No dia seguinte de manhã reúno-me com os restantes companheiros da aventura Run 4 Fun e fico extremamente satisfeito por verificar que a prova também correu a seu contento. Com muita determinação, cada um conseguiu os seus objectivos, e apesar do Boleto não ter terminado, a verdade é que quase duplicou a sua anterior distância máxima, completando 77 kms, o que já é um enorme feito.

Uma última palavra para gabar a organização, que na minha humilde opinião esteve impecável. Só isso, juntamente com as amizades criadas, já fez valer a pena cá vir.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ronda para maçaricos (por Marco Gouveia)




Enquanto o Luis não deixa aqui o seu relato de verdadeiro atleta, vou contar a prova de Ronda da perspectiva de um maçarico com aspirações a ultramaratonista. Pode ser que encontrem alguns bons conselhos sobre o que não fazer, a começar por escolher esta como 2ª prova oficial de trail e primeira com distância superior à maratona.
A aventura começou mal, com atrasos na partida, e algumas dificuldades em chegar ao destino, que implicaram que dormisse apenas 3 horas. Para compensar o tempo estava de feição com temperaturas previstas de 7 a 17 graus, e alguma chuva que terminou pouco antes do tiro de partida que foi dado às 11h.
A paisagem era fenomenal e a organização imaculada, com reabastecimentos praticamente de 5 em 5 Km, sempre com alguns veiculos tanque para reabastecer os "camelbaks", assim como água e Aquarius (muito popular em espanha) servidos em copos. Os primeiros Kilometros foram de disciplinada racionalização de esforço, evitando correr acima de 10Km/h e andando nas subidas. A partir do Km 40 já não era necessário ter este cuidado pois o peso da distância e das subidas e descidas (algumas delas de tão inclinadas custavam mais do que as subidas) já começavam a pesar nas pernas e a prevenir quaisquer tipos de excessos.
No Km 57 fizemos a primeira paragem em Setenil, onde nos foi entegue uma mochila que deixámos na zona de partida. Uma pausa de apenas 20 minutos que fez milagres pela recuperação fisica (parecia que tinha começado agora a prova) . Alguns Kilometros depois começou um problema que eu já previa. Não estou habituado a ingerir geis ou qualquer outro tipo de alimento durante as corridas ou treinos, pelo que a mistura de gel, sandes, chocolates e fruta que fui comendo começou a causar-me alguma má disposição. A partir desta altura comecei a beber apenas aquarius e água, mas isto não evitou que a condição se fosse agravando até que no Km 65 atingiu o seu pico. Ainda tentei puxar o vómito mas não consegui, e lá me fui arrastando a 4Km/h, sabendo que a este ritmo levaria mais 9 horas a concluir a prova. Nesta altura cai a noite, a temperatura baixa rapidamente e visto uma camisola mais quente mas que ainda assim parece insuficiente. Ao Km 77, já perto da meia-noite, chegámos ao quartel onde era servida uma refeição quente. Nesta altura eu e o meu companheiro fizemos uma avaliação do nosso estado (eu continuava com uma enorme má disposição de estómago, algumas dores musculares na zona do pé esquerdo, dores no pé direito que tinha tido uma entorse 3 semanas antes e algumas bolhas de água, enquanto que o meu amigo tinha dores no joelho direito que duraram quase a prova inteira e que só melhoravam com a aplicação de um creme milagroso, e bolhas de água em ambos os pés). Decidimos (até porque as o défice de sono no dia anterior começava a fazer os seus efeitos) dormir uma hora e reavaliar a nossa condição após essa pausa. Pedimos à organização um sitio para nos estendermos mas responderam-nos que não havia, aconselhando-nos a desistir Procurámos então no exterior uns bancos de jardim mas o frio era tanto que voltámos rapidamente para dentro. Decidimos então comer qualquer coisa e encontar-nos a uma parede para dormir. Ao ingerir a primeira garfada de um arroz salgadissimo eis que consigo finalmente vomitar todos os ácidos que tinha no estomago a incomodar há horas, provocando um alivio imediato (pelo sim, pelo não, não comi mais nada até o final da prova) e deitei a cabeça sobre a mesa para um merecido sono. De 15 em 15 minutos alguém me acordava a perguntar se estava bem (o que não admira pois à nossa volta só se via gente a cair para o lado e a ser metida em macas), mas passado pouco menos de 1 hora acordei revigorado e com vontade de terminar rapidamente o calvário. Infelizmente o meu companheiro não teve a mesma sorte e as bolhas de água não o deixavam sequer colocar-se de pé pelo que foi forçado a tomar a decisão de abandonar a prova, o que me obrigou a percorrer os ultimos 24Km sozinho. Poucos kilómetros depois do quartel apanho com a famosa subida do Purgatório, que apesar de não ser tão inclinada como pintavam, alongou-se por intermináveis kilómetros. 5 horas depois eis que começo a ver a luz ao fundo do tunel, um dos soldados indica-me que faltam 4 Km para a meta (o meu GPS esgotou a bateria às 13 horas e meia), e pouco à frente começo a ver a famosa muralha de Ronda. No entanto invés de subir, continuamos a descer praticamente até o sopé da muralha, o que significa que temos mais uma subida considerável (que alguns colegas espanhóis apelidaram de criminosa) para fazer, antes de chegarmos à meta. Chegado lá acima, ainda faltava 1 Km para a meta e 7 minutos para as 6 da manhã pelo que ainda fiz um sprint (que em condições normais seria considerado jogging :)) para tentar fazer abaixo das 19 horas. Na meta ainda haviam umas dezenas de Espanhóis a aplaudir entusiasticamente quem ia chegando. Foi o fim de um percurso de 101.300m com 2331m de desnivel acumulado. No final dirigi-me para o pavilhão polidesportivo (combinei com a minha familia irem lá buscar-me de manhã), onde me deitei no chão e sem almodada ou cobertor, mas que foi a cama mais confortável de que tenho memória :)

Não queria terminar este relato sem uma nota de apreço pelo Renato Velez que quando soube que precisávamos de 1 quinto elemento para poder correr como equipa, se dispôs a vir conosco como solução de ultimo recurso, e apesar de ter agravado uma lesão contraida na Maratona de Sevilha, uma semana antes da prova ainda estava com grande esforço a treinar com o pé amarrado só para não nos deixar "apeados". Naturalmente que não lhes poderiamos fazer uma maldade destas pelo que decidimos anular a inscrição por equipa e participámos os 4 como individual.

Marginal à Noite 2011 - 18 de Junho

Talvez a melhor "noturna" que conheço. Já temos um contingente inscrito. Uns na equipa, outros pedidos para anexar à equipa e certamente, muitos mais, inscritos individualmente.

Aqui está a lista dos inscritos na equipa, hoje efetuada e dos 6 inscritos individualmente e pedidos para juntar à equipa.

Dos inscritos, o Duarte Mendes, pela primeira vez, inscrito pelo Run 4 Fun, a quem damos as boas vindas ao nosso clube. Também o Tiago Ribeiro será a 1ª vez que está inscrito pelo Run 4 Fun, apesar de já ter participado, duas vezes, em corridas, connosco.

Atenção que esta é das que esgota muito depressa. Não se atrasem nas inscrições. O sítio aqui.

Bons treinos e boas corridas, até lá.

domingo, 8 de maio de 2011

XXII Meia Maratona de Setúbal

Mais uma grande participação Run 4 Fun, num excelente dia para corridas que até teve chuva no início, para "refrescar" os corredores.

Como de costume, mais um conjunto de PBT´s: Alfredo Falcão, Jorge Paulo, Miguel Dias, Nuno Almeida e Teodoro Trindade, pelo menos. Somos cada vez mais........ mais rápidos..........e mantemos um grande ambiente de amizade e cooperação no grupo. Corremos com prazer.

Apenas um problema, a lesão do Nuno Marques, que o impediu de concluir a prova. Votos de uma rápida recuperação, Nuno.

Depois de retemperador banho....só para alguns que perguntaram a elementos da organização que, pelos vistos, não fez grande divulgação.

O almoço de "esquilhas", para quem não sabe, como eu não sabia, são pequenas sardinhas, muito saborosas, tipo "petinga", num restaurante da Luísa Todi. Organização 5* do Raul Alexandre, excelente fotógrafo dos Photo 4 Ever, a quem agradecemos a logística.

E na foto aqui o temos a contemplar a sua magnífica máquina fotográfica.

Obrigado Raúl e equipa. Até à próxima corrida

Runabraços

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fotos adicionais da Corrida 1º de Maio

Caros Amigos,
Afinal só tinha mais estas duas.
Runabraços

Feliz Aniversário

Este mês de Maio estão de parabéns os nossos atletas:


1 de Maio Yann Guezou
2 de Maio Rita Bárrios Ferreira
3 de Maio Fátima Gamas
3 de Maio Paulo Grilo
5 de Maio Maria do Rosário Antunes
9 de Maio Bernardo Curto de Sousa
11 de Maio Manuel Romano
15 de Maio António Pedro Mata
17 de Maio António Pedro Castanheira
17 de Maio João Pedro Guerra
20 de Maio Luís David
21 de Maio Carlos Guterres
21 de Maio Diogo Merca
27 de Maio Paulo Gonçalves Marcos
31 de Maio Vasco Correia

Fazemos votos de um feliz aniversário!

A vida imita a arte quando é muito bem vivida. No próximo ano que cada bom momento se repita.

Que continuem a ter bons momentos na nossa companhia.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Convite para Assistir ao Jogo Braga-Benfica



Caros amigos

Venho-vos propor a assistir em ecrã gigante à meia-final da Liga Europa entre o Braga vs. Benfica no Estádio Nacional(complexo das piscinas), na próxima quinta-feira.

Podemos fazer um treino ligeiro no complexo desportivo do Jamor às 18:30.
Haverá oportunidade para tomar banho nos balneários do Jamor.

Será servido um cocktail, antes, durante e após ao que esperamos ser grande jogo de futebol.

Gostava de contar com a vossa presença, no apoio ao Benfica!
Apenas solicito que me informem se poderão estar presentes neste evento informal que estamos a organizar, até amanhã dia 4 até às 12 horas (podem enviar um email para mim via o email nmarques@totalstor.com).

Nota 1 :apesar de ser um evento de cariz profissional, será bastante informal.

Nota 2 : obviamente que o evento está mais direccionado a Benfiquistas, não significa, que adeptos de outros clubes não possam também comparecer, sempre e quando não seja para agoirar :-).

Runabraços

Marginal à Noite 2011 - 18 de Junho

Esta é uma das corridas que mais gosto. Tem 8 km e é disputada na marginal à noite num Sábado, dia 18 de Junho. A organização, este ano, está mal. Têm um programa para inscrições que está em inglês e só admitem inscrições de equipas, de modo presencial.

Eu ofereço-me para centralizar as inscrições dos membros da nossa equipa. Certamente que já haverá alguns inscritos, paciência, não há problema nenhum.

Faremos o seguinte: até o próximo dia 8 de maio quem quiser inscrever-se pela equipa, dá essa indicação em comentários, aqui no blogue. Eu tenho os dados de todos os companheiros e no dia 9 de Maio, irei fazer as inscrições que custam 8 euros, até 18 de Maio e 10 euros depois dessa data. Depois receberei de cada um o respetivo valor.

Quem se quiser inscrever diretamente vai aqui

Runabraços

1ª Corrida de Santo António


Como gostamos de correr e é sempre bom participar em corridas populares na nossa cidade, fica aqui mais uma proposta em vésperas de eleições.
Inscrições AQUI:

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Maratona de Eugene, OR, USA

O contingente da R4F do Noroeste Americano participou novamente na Maratona de Eugene, Oregon neste fim de semana do primeiro de Maio.

Ao contrário de anos passados, neste ano nenhum de nós correu a maratona completa (porque estamos todos a ficar demasiado velhos e enferrujados, aparentemente), mas dois correram a meia-maratona e vários correram os 5k e a corrida de crianças.

Os dois participantes da meia maratona: Jorge Kara (2:07:55) e Jorge Ferreira (1:51:31)

Na 5k, o Carlos Brito ganhou a sua divisão e ficou em 13 overall.

Carlos Brito (18:06)
Tiago Ferreira (26:23)
Alexandre Moura (26:26)
Ioana Butoi (31:43)
Andrea Brito (31:55)

Participantes do Kids Run: Samuel Ferreira, Leonardo Brito, Beatriz Coutinho dos Santos e Rui Coutinho dos Santos

Maratona do Porto (6-nov-2011)

Para fazermos uma maratona é fundamental cumprirmos com três passos:

1º Tomada de decisão
2º Inscrição e pagamento
3º Divulgação pelos mais próximos

O 1º passo tem que ser dado com alguma antecedência pois há que cumprir um longo plano de treinos (16/18 semanas), o 2º deverá vir de seguida (para que não haja surpresas, p. ex., encerramento das inscrições) e o 3º é fundamental pois arrajamos logo um compromisso, uma responsabilidade, para connosco e para com os outros.

Eu já cumpri os três primeiros passos para a Maratona do Porto (6-nov próximo) (INSCRIÇÕES)

domingo, 1 de maio de 2011

Corrida 1º Maio

Mais algumas fotos! (clicar título)

Corrida 1º Maio

Hoje fomos muitos a correr e alguns a caminhar. O Eduardo Correia até estava surpreendido "pensava que era só eu que cá vinha..." pareceu-me perceber ele ter dito.!!??? Também estava o Zé Carlos Melo que ainda ontem tinha estado no Cartaxo a correr o GP Rui Silva. O "homem" não pára.

A coisa começou mal. Eu tinha pedido ao meu irmão para levar os dorsais que tinha ido levantar ontem porque eu e a Luísa iríamos a correr desde casa, para fazer mais uns km no nosso treino para a Maratona. Chegámos ao 1º de Maio perto das 9:35 e lá estavam os muitos corredores Run 4 Fun à espera dos dorsais, com vontade de me chamarem uns nomes (..ehehhehehehe........). Não levei o telemóvel e como era de esperar, não sabia de cor o telemóvel do Rui.

O que vale é que ele apareceu pouco depois, cerca das 9:45, com os dorsais, quando alguns já estavam com níveis de "stress" (!!?????) acima do normal. Eu, como outros, também lhe roguei umas "pragazitas", no entretanto.

Uma corrida simpática, com bom tempo para correr, onde fui na companhia do nosso novo companheiro, Rui Silva, a quem saúdo, bem como ao Tiago Ribeiro, que já é a 2ª vez que corre connosco. Uma surpresa foi a participação do Hilário Torres que, no Sábado de manhã quase não conseguia andar, e que hoje julgo terá sido o nosso corredor mais rápido. O que uns comprimidos podem fazer pela nossa saúde...........

Uma saudação especial para a Sandra Correia que completou hoje em grande estilo, com PBT ;-), a sua 1ª corrida de 15 km, com o apoio do Eduardo, nos últimos km. Parabéns Sandra e Eduardo (na foto, depois da Maratona de Viena).

No final tínhamos o Carvalho da Silva a cumprimentar os atletas. Eu dei-lhe um "passou bem" e não me aconteceu nada.....ouviste Miguel SP!!!?????? (...ehehhehehe....)

No final, uma foto da família pelos Photo4Ever, que deu para ocupar quase uma baliza inteira do estádio do INATEL, após uma manhã atlética e de convívio agradável.

Runabraços