Ultra Trail de Sicó 2018 (3ª Parte de 4)

(antes da partida, prontinhos para "bombar")


Há provas que só são boas na dose certa. Sicó é sem dúvida uma delas. A menos sabe a pouco, a mais quebra-nos até aos ossos. É portanto uma questão de dose que nos leva a “amar” ou “odiar” a dita.

Mas como podemos calibrar o nosso dosímetro? Geralmente não conseguimos. Somos maus juízes em causa própria. Temos dois pesos e duas medidas. Um externo, onde gostariamos de nos posicionar, e um interno que nos leva muitas vezes a duvidar das nossas reais capacidades. É isto que me atormenta quando tenho de escolher, Sicó não foi excepção.

Confesso-vos que de início, aquando da inscrição, fiquei com pena de ter optado pela mini-ultra (52 km) mas já tinha agendado as Milhas Romanas de Mérida no início de Abril. Duas “big ones” em pouco mais de um mês dá que fazer e eu já não vou para novo.

No entanto, desta vez, acabou por ser a melhor opção, gostei realmente de voltar a percorrer os trilhos de Sicó, e na minha dose certa. Já estava com saudades, a última vez tinha sido em 2014, de onde já restavam só boas recordações.



O sucesso destas aventuras não está somente dependente da prova em sí, há outros factores tão ou mais importantes. A companhia, o jantar da véspera (desta vez foi no “Sereia do Mondego”, em Coimbra), a boa disposição, a camaradagem, etc. têm um efeito de descompressão que ajuda a relativizar as nossas inseguranças. Neste campo, a Sandra, o Rui, o Jorge e também a Guida, são imbatíveis. Portanto, o sucesso estava assegurado.

Da prova pouco vos vou dizer, têm de experimentar para obter detalhes. Os trilhos são um espectáculo, mesmo ao meu gosto, embora tenham algumas zonas com demasiada pedra (não gosto disso). O tempo esteve optimo, fresco de manhã e quentinho ao longo do dia, perfeito. Os abastecimentos são do melhor que há. Quer na diversidade de produtos quer na simpatia e genuino apoio que fomos alvo. Por isto, ao tempo total de prova é preciso descontar uma boa meia hora, que é o que gastamos a mais nos abastecimentos do estritamente necessário. O Mundo da Corrida e em particular os organizadores e voluntários da prova estão de parabéns. Obrigado pelo vosso esforço.

(na chegada, todos inteirinhos. Foto de Orlando Duarte)


Mas como em tudo, há um antes, um durante e um depois, Neste caso o depois também não desmereceu. No excelente jantar no restaurante “O Regional de Cabrito” (boa garrafeira) em Condeixa-a-nova, deu para repor todas as energias gastas (e ficar com saldo positivo).
Hei-de voltar.



Continua ...


Comentários

João Ralha disse…
É destes relatos que gosto, de conhecer o que está para aquém e para além da corrida. Esta é por vezes apenas o motivo!!!. Obrigado Teodoro, pelo belo relato

Fico a aguardar o do Jorge Esteves

Runabraços para todos os "relatadores"