sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Atleta em destaque

Ana Groznik


Red-cross trail,Outubro 2012
foto: OFFtel runners




Ana Groznik

45 anos, Professora














A nossa melhor atleta em trilhos, que em quase todas as provas onde participa vai ao pódio, seja no escalão (quase sempre), seja na classificação geral. Já não deve ter muito espaço em casa para guardar tantos troféus ganhos J. Uma verdadeira adepta da corrida em trilhos pois é raro fazer provas de estrada, tendo já concluído diversas ultras, a última das quais a muito difícil Ultra da Serra da Freita.


      Há quanto tempo corres?
Participei na Corrida das Lezírias em 2010 sem quaisquer treinos anteriores, gostei da experiência mais do que estava à espera, o meu sobrinho de dez anos comentou o meu relato entusiástico e disse que podia gostar ainda mais se estivesse mais preparada. Segui o conselho dele e comecei a correr regularmente.

     Porque corres?
Corrida para mim é meditação, contacto genuíno com natureza e comigo própria, viagem, turismo e convívio.

       Quantas vezes treinas por semana?
Três vezes por semana. Para mim, idealmente é correr dia sim, dia não.

       Qual a prova que mais gostas? E a que te marcou mais?
Há tantos eventos de que gostei imenso que não posso destacar só um. Gosto dos trilhos, trilhos organizados ou solitários. Nunca fiz nenhum trilho de que não tivesse gostado. Mas cada um é totalmente diferente e é impossível distinguir um de outros.

       Quais os teus próximos objectivos?
Não me lesionar. Correr com leveza e gosto. Estar bem preparada para disfrutar também trilhos longos, o que para mim significa cerca de 40 quilómetros.

      Já fizeste a Maratona? A tua opinião sobre a Maratona?
De estrada não. Fiz vários trilhos com 40 ou pouco mais quilómetros, mas nem posso ou quero imaginar a fazer 42 km de alcatrão. Trilhos são mais fáceis para o corpo e para a mente, pelo menos para mim.

       O que é para ti o Run 4 Fun? Que benefícios retiras de pertencer ao Clube?
Inicialmente pensei que associação a um clube não era para mim. Mas em Novembro 2011 numa corrida em Setúbal desfrutei de boleia e companhia do R4F, e fiquei cativada e comovida pela amizade, gentileza e espírito. Como sou estrangeira, o benefício mais importante para mim é sentir-me bem com os membros do R4F que se tornaram chegados e importantes na minha estadia em Portugal. Sinto o apoio e a simpatia dos amigos R4F assim como de outros amigos corredores além do clube.

       Uma mensagem aos novos membros do Clube
Bem-vindos! Nós corredores somos todos únicos e peculiares, diferentes uns dos outros, mas ao mesmo tempo temos muito em comum, não só corrida, mas sobre tudo o espírito, temos compreensão e respeito uns pelos outros. Tudo o que um corredor amador podia desejar de um clube, encontra-se no R4F.

Todos à Meia das Lampas!

Já somos 32 inscritos para a mais selectiva das Meias Maratonas de Portugal!  Mais a mais aqui tão perto de Lisboa!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Atleta em destaque

Jorge Esteves


Ultra Trilhos dos Abutres em 2012





Jorge Esteves

49 anos,  Engenheiro Químico Industrial
















Pessoa de alto nível, muito simpático, bem humorado, um dos nossos “cientouneros” um atleta excecional com alta capacidade de superação. Com o Teodoro Trindade faz uma dupla notável que conseguiu incentivar no nosso clube o gosto pela corrida em trilhos a partir de uma célebre apresentação que fizeram num dos nossos jantares anuais. Não é possível prever quais serão os seus limites, que está sempre a desafiar. Incentivou  a mulher e a filha mais velha a fazerem a meia maratona. Falta a mais nova para completar o pleno familiar.


Há quanto tempo corres?
Comecei a correr em 2006 e a primeira corrida foi a mini da Ponte 25 Abril.

Porque corres?
Corro porque gosto de correr, porque é a minha terapia para o stress e acima de tudo porque gosto da sensação de liberdade que a corrida me proporciona.

Quantas vezes treinas por semana?
Normalmente 4 vezes.

Qual a prova que mais gostas? E a que te marcou mais?
As provas que mais gosto são os trails longos. A prova que mais me marcou foi Ronda em Maio deste ano. Trata-se de uma prova com uma envolvência extraordinária e que marca quem a faz. Tive o privilégio de fazer a prova acompanhado de uma fabulosa comitiva Run 4 Fun. Inesquecível!

Quais os teus próximos objectivos?
Em Agosto o Ultra Trail da Lagoa de Óbidos e até final do ano as Maratonas de Lisboa e Porto.

Já fizeste a Maratona? A tua opinião sobre a Maratona
Já fiz a maratona. Para quem gosta de correr e de se desafiar é um marco. Existe uma vida antes da Maratona e outra vida depois. E sem dúvida que enriquece a pessoa, dá mais confiança e outra maneira de encarar os desafios da vida. Aconselho vivamente a todos os corredores fazerem uma Maratona.

O que é para ti o Run 4 Fun? Que benefícios retiras de pertencer ao clube?
O Run 4 Fun é um grupo de pessoas com as quais me identifico e onde existe um ambiente favorável para correr e conviver. O apoio e o estímulo que recebo permite-me definir novos objectivos e superá-los.

Uma mensagem aos novos membros do Clube
Se gostam de correr, de conviver e se se querem superar, então estão no Clube certo!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Um dia que começou muito bem e acabou menos bem


Um dia que começou muito bem e acabou menos bem
ou
Como é bom sentir os amigos quando deles precisamos

 3 de agosto 2013, estava um dia lindo. Há muito que eu e o Paulo Fernandes nos tínhamos inscrito no Trail Noturno da Lagoa de Óbidos (25km). Há muito que tínhamos decidido passar o dia na Feira Medieval de Óbidos…  Tudo parecia ir correr bem!

À chegada ao castelo recebemos as boas vindas como atletas do Trail.
Entramos, assistimos ao cortejo, aos espectáculos que pululavam pelo recinto, interagimos sempre que para tal eramos convidados (ou provocados), fomos teatralmente ameaçados por um bárbaro, almoçamos sem garfos, facas ou colheres, (que naquele tempo a plebe não usava essas coisas) mas estava delicioso! Um dia muito bem passado!
 


Ao cair da tarde fomos buscar os dorsais e juntamo-nos no habitual ponto de encontro.

Fotos da praxe… sai o UltraTrail de 50km… saímos nós às 9:45 para os 25km. Já estávamos avisados sobre um descida perigosa por volta do Km6. Descemo-la com cuidado e tudo correu bem! Relaxei… aliviei a carga de atenção e num trilho estreito, sem dificuldade, a subir ligeiramente… ponho um pé em falso, torço o pé, resvalo pela encosta(uns 2metros, só) e o pé fica ao lado da perna  (em vez de ficar por baixo da perna). Diagnóstico rápido:Luxação! Solução: Toca o colocar o pé no sítio, por baixo da perna! Surpresa: não doeu, mas também não encaixou, nem se segurou… Diagnóstico provável: grande chatice, com fraturas mais que prováveis…

- Paulo… acho que já não consigo fazer os 25km… (ele estava em pânico… tinha descido a encosta  e estava ao pé de mim…) Segundos depois oiço umas vozes cá em cima:

- Manela! O que aconteceu? Precisas ajuda? Que bom ter ouvido aquelas vozes! Já não estávamos sozinhos no meio do nada!! Era a Rute Fernandes, o Pedro Pinto e a Ana Marques. A Rute tinha caído na tal descida, magoado as mãos e tinham parado na ambulância para fazer o curativo e pôr ligaduras nas mãos.  Desceram até mim, e após se inteirarem da minha situação, o Pedro pega-me ao colo com a ajuda dos restantes e consegue sentar-me cá em cima no trilho. E agora…

- Eu levo-te às cavalitas até ao abastecimento, diz o Pedro Pinto, a ambulância seguiu para lá…

- A mim? Com o meu peso?... E, sem dar por isso, já estava às cavalitas dele e lá íamos em fila indiana pelo trilho, com o meu pé a baloiçar perdidamente… (obrigada Pedro Pinto!!) Nisto avistou-se a estrada (alcatrão!!!) mas era preciso lá chegar em corta mato…

- Vão lá ver se eu consigo lá chegar! Diz o Pedro. Podes sim, vem!! Disse o resto do grupo. E lá fomos. Sentei-me numa pedra, a agarrar o pé à perna, telefonou-se para a organização a pedir a ambulância… mas esta não dava sinais de vir!!!

Decisão: - Vamos nós andando até ao abastecimento e de lá mandamos vir a ambulância! disseram os três.
OK, parece melhor!
Fiquei com o Paulo do meu lado. Voltou a telefonar para a organização  da prova, que estranhou a ambulância ainda não ter chegado… (houve algures uma pequena falha da organização… não só a grande dificuldade em se conseguir telefonar mas também a demora da ambulância... enfim…) Minutos depois telefona o Pedro: “a ambulância já vai a caminho!” e lá chegou. Talas no tornozelo, ligadura de imobilização, ala para o Hospital das Caldas da Rainha.  Estava cheio de gente… mas lá acabei por ir fazer o RX.

O técnico: - Isto não está bonito! (pudera … isso sabia eu…) Duas fraturas nos maléolos (tíbia e perónio) e luxação da articulação tibio-társica… isto só lá vai com cirurgia (pois… bolas… Mas quando a ortopedista me mostrou o RX no ecrã do computador… que horror… aí eu vi que a coisa era mesmo grave…) Fez a redução da luxação (doeu mesmo!!!) pôs gesso provisório…e … ambulância para o HSMaria, onde cheguei por volta das 4horas da noite. Fui operada às 4horas da tarde desse mesmo dia e às 4h da tarde do dia seguinte estava a vir para casa.

E desde então só tenho recebido mimos, manifestações de carinho, SMS, Mensagens e telefonemas que me têm feito tão bem!!! Claro que me doi…(mas é suportável). Custa-me mais ter a mobilidade tão francamente diminuída, estar tão dependente (é que não é só não poder andar, o facto é que quando me desloco com umas canadianas que a minha filha conseguiu encontrar na 3ª farmácia onde foi (era o último par, estavam na montra, são amarelo fosforescente) pois, quando me desloco com elas, as mãos ficam ocupadas!! Não posso fazer mais nada!!!

Mas que interessa, tenho as minhas filhas a prestar-me uma atenção redobrada, tenho o Paulo Fernandes comigo a mimar-me o mais possível e tenho o apoio, o carinho, os votos sentidos de rápidas melhoras de tantos dos meus amigos!!!!

Obrigada!!! Assim, é muito mais fácil superar estes percalços, afinal, foi só uma perna partida… :)

Como é bom sentir os amigos quando deles precisamos!!!

Beijinhos a todos

Manuela Cruz

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

(Ultra) Trail Noturno da Lagoa de Óbidos 2013

O Run 4 Fun esteve em Óbidos, no TNLO - Trail Noturno da Lagoa de Óbidos (Ultra Trail, Trail e Caminhada) no sábado, 3 de Agosto. Os altetas levantavam os dorsais no exterior da Muralha e deslocavam-se para o recinto “Jogo da Bola” no interior da Muralha, onde iriam decorrer os briefings com as ultimas indicações antes da prova. Este Trail estava esgotado há muito tempo, tendo sido aumentada a quantidade de inscrições, devido á sua procura.

A partida do Ultra Trail, seria dada na entrada da muralha de Óbidos, na Porta da Vila, ainda com alguma luz natural, mas algum tempo depois cairia a noite. Esta prova é noturna, devendo por isso ser feita com luz frontal ou uma lanterna de mão, com pilhas novas e com pilhas sobresselentes, devido ao longo período de prova durante a noite. A temperatura estava amena e um vento moderado norte ajudava a refrescar. A prova tem abastecimentos regulares, cerca de 10 em 10 km. Parece-me no entanto conveniente levar camelbak ou garrafas de água. Com bons abastecimentos sólidos e com boa diversidade. Quanto às marcações do percurso, é mais fácil para uma organização marcar uma prova diurna do que uma noturna. As marcações desta prova foram feitas com pontos refletores azuis ou brancos, que por vezes, não eram bem visíveis por um motivo ou outro, ou não estavam no ângulo adequado para quem o procurava. Além disso, como no início da prova ainda havia alguma luz natural, assim como no fim da prova já havia claridade para quem demorou mais no percurso, nessas alturas os pontos refletores não eram visíveis. Tanto por estas situações, como pelas habituais distrações, provocaram frequentemente ter de voltar atrás à procura da última marca.

No Ultra Trail de 50 kms, após um início rolante que incluiu uma longa subida, haviam aos kms 6 e 8, descidas técnicas acentuadas, adequadas para quem tem boa preparação, mas difícil para quem não a tem. Com mais algumas subidas e descidas até cerca do km 13, depois o percurso tornou-se mais fácil até ao abastecimento do km 21. Nesta fase eu ia na companhia do Ruben. A seguir percorremos um piso rasteiro, pelas arribas de costa, junto ao mar, percurso com zonas de trilho indefinido onde andei várias vezes á procura das marcações, num piso que é um pouco traiçoeiro. Entretanto fui alcançado por 4 R4F (Gonçalo, Miguel, Teodoro, Veiga). Seja por esta parte ser propícia a quedas, por distração minha, ou por ambos, eu tropecei e caí. A partir daqui fui mais lentamente. Tivemos nesta parte das arribas, várias descidas técnicas pelos rochedos, desde o topo da arriba até à praia, que me pareceram difíceis. Entre as descidas e as subidas das arribas, percorríamos pequenos troços de praia com areia solta. Fez-me recordar a UMA que tinha feito no Domingo anterior, todo em areia, que foi para mim, bem mais fácil do que este UTNLO.

Quando chegámos junto da Lagoa de Óbidos (km 29), tivemos uma descida acentuada toda em areia muito solta, com escorregadelas que ajudavam a descer. Disseram-me que no ano anterior tinha sido em sentido inverso, onde a subida seria bem mais difícil. No abastecimento do km 30, reencontrei os 4 R4F e percorremos juntos a margem da lagoa, num percurso plano, permitindo rolar com facilidade. Logo á saída do abastecimento do km 39, mais uma descida técnica, que eu já tinha feito numa edição anterior, mas em sentido inverso. Ao km 41, atravessamos um braço da lagoa por um pântano com uma rasteira água lamacenta, onde existia alguma possibilidade de escorregar ou de ficar com as pernas enterradas na lama. Os últimos 10 kms foram em declives bem mais leves que no início da prova, mas eu já ia cansado e apenas tentava não deixar o João Veiga afastar-se de mim.

Já a cerca de 2 kms do fim, esperava-nos percorrer um túnel em que tínhamos de baixar a cabeça, julguei ser um coletor de estação de tratamento de águas residuais, disseram-me que viram teias de aranhas grandes (não me apercebi), trajeto que deu que falar. Não achei que este túnel fosse uma boa escolha. Alguns treinos "militares" incluem troços deste tipo, mas não me parece ser o espírito do trail. Embora este espírito também não seja lá muito consensual.

Pouco tempo depois iniciamos a subida para as muralhas de Óbidos. Este ano subimos pelas escadas das traseiras, enquanto no ano passado disseram-me ter sido uma subida mais difícil. E por fim entrámos na Muralha pela porta poente, onde estava instalada a Meta.

Excelente resultado do Manuel Romano que foi o 1º R4F a terminar este UltraTrail em 7:18, apesar de uma 2ª parte da prova muito atribulada, que incluiu ter ficado sem pilhas no frontal por períodos longos, ainda que tenha levado pilhas sobressalentes.
O Miguel San-Payo, o Gonçalo Melo e o Teodoro Trindade terminaram entre as 8:12 e as 8:14. Tanto o Miguel como o Gonçalo ainda tinham a musculatura “massada” pelos 43 kms da UMA no Domingo anterior. O João Veiga acabou um pouco à minha frente com 8:25. A seguir terminaram juntos o Jorge Esteves e o José Magalhães, com 9:24. O Ruben Costa terminou aos 9:51, com um final muito atribulado, por ter feito uma boa parte do percurso final já com luz solar, o que, como referi antes, não permitia identificar os refletores de marcação do percurso.
O João Veiga cumpriu o desejo de se tornar Ultra Maratonista antes de fazer 25 anos. O Manuel Romano, José Magalhães e Ruben Costa também se estrearam em Ultra Maratonas.

Quem efetuou a prova de Trail (25 kms), percorreu os mesmos 8 kms iniciais que o UT, pelo que apanharam também as mesmas duas descidas técnicas difíceis do início do percurso. A partir do km 14, fizeram também o mesmo percurso que o UT. O Trail foi concluído pelo Emanuel Silva em 3:02, que teve uma estreia em trails muito boa. O Pedro Mendes em 3:08 e o Alfredo Falcão em 3:23 com um bom desempenho dadas as caraterísticas da prova. Concluíram também este duro trail a Filipa Brás, o Rui Faria, a Rita Felizol, o Pedro Pires e a Rute Fernandes, após uma queda que a levou a ser assistida pelos bombeiros.
A Manuela Cruz também participou acompanhada pelo Paulo Fernandes. Soube que teve um acidente e que não terminou a prova, mas não tive mais informação sobre o sucedido. As melhoras Manuela!

Participaram ainda vários companheiros R4F na caminhada em Óbidos, pelo que soube tiveram também uns episódios de andarem perdidos, apesar de levarem guia.

A terminar, a minha opinião pessoal. Sabem que eu tenho pavor às descidas técnicas, pelo que achei difícil algumas partes do percurso. Tirando isto e o túnel surpresa, gostei globalmente da prova, do percurso escolhido e da diversidade de pisos. Tenho algumas objeções ao facto do Trail ser noturno. Percebo a escolha, e também eu gosto de trails noturnos, menos habituais. Sendo em Agosto, esta é a melhor altura do dia. Mas parece-me que a paisagem desta região, merecia um trail diurno.

Umas Boas férias a quem vai. Bons treinos a quem fica e quem vai. :)
RunBeijos&Abraços

V Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos

A minha estreia em ultras maratonas, tempo de chip: 9:24:28 (mais do que um dia de trabalho, também já estou habituado). Já algum tempo tinha o bichinho de fazer uma ultra maratona em trilhos. Quase todas as provas que fiz em trilhos anteriormente tinha gostado e pensei, porque não. Porquê Óbidos se existem algumas com menos kms! Como fiz a prova de 21/22 km em 2011 e o percurso era bom, não iria haver aquele sol escaldante e então decidi fazer aqui a minha estreia. No início estava algo nervoso, não sabia que poderia acontecer e então juntei-me aos companheiros ultra trailers (Teodoro, Miguel San-Payo, Jorge Esteves, Gonçalo Melo) e com o João Veiga, o Manuel Romano (que entretanto logo desapareceu que nem um foguete) e o Ruben lá fomos andando e aparece a primeira subida e os "mestres ultra trailers" começaram a andar e a partir daqui, era assim que tinha que ser, ir com calma, andar nas subidas e tentar correr em percursos planos e descidas pouco inclinadas. Pouco tempo depois e por causa de um "congestionamento de tráfego de atletas" fiquei só eu e o Jorge Esteves. Os outros seguiram em frente. Lá fomos nós a andar e a correr até a um novo "congestionamento" agora numa descida brutal. Aqui perdemos muito tempo porque tínhamos que nos segurar aos ramos dos arbustos, porque senão era de cú. Ligeiramente antes do abastecimento dos 8 km encontramos o José Carlos Melo numa outra descida brutal. Até pensamos que ele estava com algum tipo de problema, mas não, era só o cuidado que tinha que ter nestas descidas à noite. No abastecimento dos 8 kms encontramos os companheiros que entretanto se tinham enganado. Lá seguimos novamente todos juntos até enganarmo-nos novamente (devia ser por volta dos 15 km). Depois de retomar o caminho, uma espécie de single track e com pouco campo de visão, fui ficando para trás e pouco depois o Jorge Esteves ficou também (não sei se por cansaço ou se para me ajudar). Pouco antes de novo abastecimento e seguindo os conselhos do Jorge, mando meia sandes de presunto abaixo (obrigado Nuno Tempera pela ideia). Após o abastecimento dos 21 km começaram as arribas, graças ao Jorge que trazia uma lanterna, começamos a percorrer as arribas. Quase todas as marcações tinham desaparecido e as que estavam mal se viam. Aquilo é perigoso, assustador e nesta altura começo a pensar, se continuar assim fico já no próximo abastecimento. Já na parte final das arribas enganamo-nos novamente (não vimos marcações e fomos pela "lógica"). Como o Jorge já tinha feito esta prova, embora em sentido contrário, sabia mais ou menos onde era o caminho. Pouco depois (após tiramos a areia dos ténis) chegamos ao abastecimento dos 30 km (já com 5H30 de prova). Neste abastecimento substituí o líquido que tinha no camel back (isostar), estava muito doce, por água. Depois lá seguimos naquele caminho (único) que dava para correr, até chegarmos ao km 36/37 onde estava aquela espécie de lodo/areias não movediças e sei lá o quê. O Jorge ao colocar o pé numa ficou até ao joelho e tirá-lo de lá, foi difícil. Ia lá deixando os ténis. Nesta altura já estava connosco a grande atleta Analice, que nesta zona caiu e com a nossa saiu sem nenhuma maleita mais grave e fomos atá ao abastecimento dos 40 km a ouvir as suas histórias. Após o km 40 ainda, numa primeira fase, fomos a correr, passando alguns atletas. Mas a partir do km 45 foi a desgraça total. Só me lembro de andar para a direita, depois esquerda, depois para cima, depois, para baixo. Parecia um autêntico labirinto em que não saiamos do mesmo local. Passamos por terrenos de cultivo, pomares e sei lá o quê. A partir daqui já víamos o nascer do sol e lá continuamos, esquerda, direita, para cima, para baixo, molhar os pés pela centesima vez e lá fomos indo até ao fatidico túnel. Entretanto juntaram-se a nós mais alguns atletas. E encontrar o túnel. Como já era de dia não se conseguia ver as marcações e ao fim da 15 min. lá encotramos o túnel. Será que havia necessidade deste túnel, não havia, mas não era a mesma coisa!!! Incrivel. Depois foi a subida e até aqui enganamo-nos. Valeu a pena? Não. Gostei? Não Vou fazer outra? Não sei. Vou continuar nos trilhos? Vou. Já vai longo e se calhar com algumas incorrecções, algum exagero, mas foi mais ou menos assim que eu a senti. Queria deixar aqui um agradecimento especial ao Jorge Esteves, porque sem a sua ajuda ainda andava lá. E também ao Manuel Romano (2 horas de seca) e ao João Veiga (1 hora de seca) que faziam parte da boleia que o Manuel nos deu.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Aniversariantes de Agosto




Aqui ficam os nossos aniversariantes, que mesmo em férias não param de treinar.


Desejamos a todos, um feliz aniversário!