segunda-feira, 30 de julho de 2012

IV TNLO Óbidos - 4 de Agosto

As duas provas TNLO e UTNLO têm início ao mesmo tempo, às 21:00, mas os atletas têm que estar concentrados às 20:00, para controlo, no largo do “Jogo da Bola”, dentro das muralhas.

Os dorsais serão levantados entre as 15 e as 20 horas no pavilhão gimnodesportivo de Óbidos, no complexo desportivo de Óbidos.

De Lisboa a Óbidos é aproximadamente uma hora. Para termos tempo e irmos nas calmas sugiro que nos encontremos às 18:00 nos Olivais Sul, na Rua Cidade de Bolama, 17, para organizarmos a logística. Para chegarmos a Óbidos cerca das 19 horas e termos tempo para levantar os dorsais.

Há quem vá ao TNLO de  26,5 km e quem vá ao UTNLO de 50 km. Eu irei ao TNLO e voltarei imediatamente a seguir à prova que, tendo início às 21:00, deverá estar acabada entre as  0:00 / 0:30.

Quem quiser aproveitar boleias, por favor diga aqui em comentários se virá ter aos Olivais, a que prova irá e quando espera regressar.

Runabraços

Corrida da Universidade Católica - 16 de Setembro

Faço já a minha declaração de interesses: fui aluno, em três cursos, em momentos diferentes e professor, num part-time reduzido durante uns anos, na Universidade Católica, em Lisboa.

O Paulo Marcos e o António Eusébio também foram alunos na Católica e o Paulo ainda é lá professor. Podemos dizer que foi, também, por causa da nossa ligação à Católica, que nasceu a ideia do Run 4 Fun

Em 16 de Setembro próximo, irá ser realizada a 1ª corrida da Católica, de 10 km, acompanhada de uma caminhada de 5 km. Tem como objetivo a comemoração dos 40 anos do início, em 1972, do 1º curso de Gestão na Universidade que, por acaso, foi o 1º a existir em Portugal.

Venho convidar-vos a reservarem, na vossa agenda,  esta data. A corrida será organizada pela Xistarca: 

http://www.xistarca.pt/pt-PT/eventos.aspx?cntx=f42e7925-5646-4994-b5c1-03f1473cef92e

As inscrições serão abertas em breve.

Runabraços

domingo, 29 de julho de 2012

Trail Running Sintra 29/07

Amigos, parabéns a todos os participantes no treino de hoje! o grupo foi fantástico e espero que se tenham divertido nos trilhos e apreciado o cenário. Havemos de repetir, da próxima vez com a Serra com mais água e tempo invernoso para termos uma experiência mais "radical" como já foi sugerido :-)

Grande abraço e aqui fica o link para algumas fotos

Zé Carlos Santos
https://picasaweb.google.com/107612310391401901303/TrailRunningR4F290712?authkey=Gv1sRgCLfLg4LArNKghgE#

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Atleta em destaque


Hoje vou falar de um atleta Run 4 Fun que não correu na UMA, mas que, de acordo com o relato do Miguel San-Payo, foi simplesmente fantástico no apoio que lhe deu. Por favor, vejam o impressionante relato do Miguel sobre a sua participação na UMA.

Estou a falar do Rui Raposo, uma excelente pessoa, cuja filha mais velha, a Ritinha e os dois sobrinhos, Luís Guilherme e Bernardo Candelária, também fazem parte da nossa equipa. O Rui é um alentejano de Beja, engenheiro e "sofredor" do SCP (todos temos "defeitos"...ehehehhe) que costuma treinar connosco na Expo, aos fins de semana.

Aqui ficam algumas fotos do Rui na última S. Silvestre de Lisboa e uma singela homenagem por ter, sucessivamente, ajudado o Miguel a suportar o autêntico "calvário" que passou nos últimos km da UMA.

Obrigado Rui, és mais um exemplo de companheirismo no Run 4 Fun

Runabraços

A minha estreia em Ultras


Este desafio foi sem dúvida o maior em que participei desde que corro e foram muitos os factores que contribuíram para aumentar as suas dificuldades.
Desde à muito tempo que dizia não tencionava fazer esta prova. A razão era muito simples: a possibilidade de me lesionar derivado do declive na praia.

Estando nesta fase ainda em "descanso" até à preparação da maratona do Porto, tenho ultimamente feito menos kms e a ritmo mais lento.
Regressado de 15 dias de férias, surge a necessidade de me deslocar à Polónia (em trabalho) e claro que o que fiz de seguida foi procurar alguma maratona na Europa para que pudesse aproveitar a viagem. Não encontrei nada excepto um polaco que está a fazer 42 maratonas em 42 dias... mas era quase a 500 kms de distância de Varsóvia e isso não justificaria ficar mais dias nem fazer essa viagem.

De repente, eis que surge a mensagem do José Carlos Melo a perguntar se alguém queria o dorsal dele para a UMA. Pronto, estava lançado na minha cabeça o desafio. E porque não ? o pior que poderia acontecer era um looooongo passeio na praia caso a inclinação não permitisse correr numa "boa posição".
Fiz um longão de 33kms para ver o "estado geral da máquina" e o resultado foi pouco animador mas como não surgiu mais ninguém para ficar com o dorsal, dei os meus dados para se proceder à alteração da inscrição. Algumas horas depois vem a resposta negativa. Não aceitavam a alteração. Muito bem, assim seja... mas vendo bem o regulamento, não é isso que diz quanto a alteração de dados... e portanto novos contactos foram feitos... mas tivemos a mesma resposta. Ficava assim decidido que faria um longão em Varsóvia.

Eis que surgem então o Paulo Raposo; novos contactos são efectuados e sigo entretanto para a Polónia sem saber do desfecho e faço um treino leve de 18kms (na 3ª feira) e fica pendente o longão para 6ª feira caso não houvesse participação na UMA.
Após mais algumas "peripécias" com a inscrição, eis que na tarde de 5º feira o Paulo Raposo me confirma a inscrição. Não avanço pormenores/dissertações aqui sobre o assunto porque não corro individualmente e não quero de forma alguma que o assunto seja associado aos RUN4FUN.
Na 6ª de manhã faço um treino muito ligeiro de 11kms apenas para "rolar" e de tarde é tempo de regressar a Lisboa.
No sábado nem deu bem para descansar por razões profissionais mas pelo menos o jantar foi uma bela (e boa) massa.

No domingo o dia começou cedo uma vez que fui buscar o Nuno Dias de Almeida às 5:35. O barco de Setúbal para Tróia partiu pouco das 6:20 previstas e pouco depois chegávamos a Tróia onde nos aguardavam as  camionetas que nos levariam para Melides. À entrada para as camionetes era feito um controlo individual de todos os participantes/viajantes. A viagem até Melides foi relativamente rápida e chegámos ao local de partida perto das 8:15.
Ainda encontrei o meu colega Dionísio que comemorava 60 anos. Que bela forma de comemorar esta bela idade!

Fomos levantar os dorsais e recebemos também 1,5l de água, 1 barra energética, 1 gel energético, 2 cubos de marmelada e 1 maçã. Além disto, e de 1l de água que seria entregue ao km 28,5 era da responsabilidade de cada um levar o que fosse preciso. Eu tinha no camel-back 2l de água com suplemento energético e uma garrafa de 0,5l com água, sal, açúcar e limão e também 450gr de marmelada.
Como pensei que a água que levava seria suficiente não levei esse 1,5l de água nem a maçã.
Ainda antes do início da partida encontrámos o Jorge Cancela e o Miguel San-Payo e tirámos as fotos da praxe.

Cerca das 9h foi dado o tiro de partida com a presença do Carlos Lopes o que por si só já representa um bom estimulo para o desafio que se seguiria.
O início faz-se de uma forma lenta e procurando o melhor local para se colocar os pés. Supostamente seria o local de areia mais dura mas com tanta gente não era fácil encontrar areia sem ter sido pisada pelos outros participantes.
Os primeiros kms são feitos na companhia do Nuno Dias de Almeida e vão passando sem grandes dificuldades porque o ritmo era lento mas o possível nas condições em que a areia estava - cerca de 6'30/km. Depois o Nuno aumentou o seu o ritmo e tinha já alguma distância... mas de repente... eis que vem uma camisola laranja a correr em sentido contrário !!! era o Nuno que voltava para trás à procura da máquina fotográfica que tinha deixado cair...
Com o baixar da maré foi possível correr numa zona mais junto à água e mesmo tendo que tentar fugir de algumas poças, o ritmo após os 10kms e até aproximadamente os 20kms foi de 5'50/km. O tempo de passagem aos 20kms foi de 2h06, o que mesmo sabendo que iria seguramente caminhar numa parte do percurso, perspectivava um bom tempo no final.
A partir daqui começou o vento contra e também as condições da areia pioraram. O ritmo começou a ser mais baixo e tive que parar para tirar a muita areia que estava dentro dos ténis. Os pés já doíam bastante e comecei a caminhar em vários momentos.
Já depois do abastecimento dos 28,5 e do excelente incentivo presencial do Luís Matos Ferreira, voltei a caminhar e posteriormente, com as muitas dores nos pés, optei por me descalçar e caminhar dentro de água. A progressão era a possível mas pelo menos a água fria "acalmava" as dores.
O tempo de passagem aos 30kms tinha sido de 3h19 o que continuava a ser bastante bom. Mas as dores nos pés eram muitas e a água para beber que levava viria a acabar-se mais à frente e portanto só me restava mesmo caminhar para chegar ao fim.
Aos 40 kms (feitos em 4h54) voltei a decidir calçar os ténis e tentar correr alguns momentos na tentativa de fazer a baixo das 5:15 mas o vento, a inclinação e a areia mole/solta não ajudavam em nada.
Nas últimas centenas de metros ainda deu para um esforço final e assim passar meia dúzia de outros participantes. Fiquei em 226 (começaram 390 e finalizaram 365) com um tempo de corrida de 5h18m45s.

Ainda antes de passar a meta vi o José Carlos Melo que lá estava para o incentivo final e para tirar mais umas fotografias.
Depois de beber 3 copos de sumo, comer uns cubos de melão e beber 1 garrafa de água fui de imediato tratar das bolhas nos pés seguindo direitinho para a tenda da cruz vermelha que estava com grande afluência; retirado o líquido das bolhas, foi feito o possível tratamento e, por causa da areia, foram calçadas umas luvas (descartáveis) nos pés! último grito da moda diziam as enfermeiras.
Entretanto já com o Nuno, que já tinha tido tempo de ir a banhos de mar, fomo-nos refrescar nos duches disponíveis a caminho do cais. Caminhar aquelas centenas de metros naquele bonito caminho de madeira foi doloroso mas o gelado antes de entrar para o ferry de regresso a Setúbal soube muito bem.

Se farei outra ? não sei... as condições do piso e atmosféricas são muito diferentes de ano para ano e este ano, comparativamente com anos anteriores, estavam bem razoáveis.
Se me tivesse antecipadamente preparado com outros treinos também ajudaria mas os factores externos, como o vento e a areia, podem provocar grandes diferenças de tempos mesmo para quem está bem preparado; por isso, por agora, digo apenas que foi uma experiência muito positiva.
O que penso poderia ter ajudado no meu tempo final seriam os ténis e/ou tipo de calçado a utilizar neste tipo de terreno... ou dito de outra forma, foi muita areia para as "minhas rodas".

(link para o excelente video do Nuno Dias de Almeida: http://www.youtube.com/watch?v=RfWMHBEX7-c&feature=share)

UMA 2012


Fantástica edição de 2012 a UMA, com um areal fabuloso e quase sem vento até aos 25km que depois mudou de direção, força e se tornou sufocante. Temperatura acima dos 30º.

Preparei a prova como se de uma normal Maratona se sem olhar a ritmos, preocupei-me apenas com a resistência e a ler os posts do nosso da edição anterior.

Existem muitas variáveis que podem alterar qualquer plano; calor, maré, areal, vento, ect…

Arranquei com o Orlando Ferreira de Lisboa às 5:35am rumo a Setúbal onde apanhamos o barco para Troia às 6h20m.

A partir daí tínhamos transporte cobrado pela organização até Melides.
O Miguel Sampayo e o Jorge Cancela dormiram em Melides.

O levantamento dos dorsais lentos e confuso e os preparativos para a partida às 9am tardaram em 5 minutos o arranque, como é bom hábito Português.


A partida contou com a presença do honrado medalhado olímpico, o grande Carlos Lopes.

O terreno apresentava-se com um ligeiro declive e era sabido que assim seria até ao fim.

Arranquei com o Orlando e decidimos correr na parte posterior da pista, e com mais inclinação que se apresentava menos pisada e mais consistente.

Estes 9kms iniciais, obrigavam a colocar os pés com uma certa inclinação sob a areia aplicando uma maneira diferente de pisar, que posteriormente me causaram as maiores bolhas da minha vida.

O silencioso coçar permanente do pé esquerdo dentro dos ténis em cada passada, para atingir o angulo do piso e para não enterrar o pé, veio a causar muitos estragos nos pés.

Aí parei para descalçar e descobrir que tinha pouca areia do pé esquerdo.

Na 1ª hora percorridos 9,5Kms, começámos a baixar o ritmo, decidi avançar sozinho e tentar não perder o ritmo das 5h e o Orlando manteve-se a bom ritmo.

Estava preocupado com as próximas 2 horas de enchente da maré e aproveitar para percorrer a maior distância possível.

Passado 1 km dei por perda da máquina fotográfica (uma prenda á minha esposa, aqui poderiam começar os verdadeiros problemas).

Voltei para trás e perguntei a todos os corredores se a tinham avistado, dado a maré estar mesmo no máximo da vazante seria facilmente visível a máquina.

Devo ter voltado não mais do que 800m para depois desistir e ter voltado a retomar o sentido Tróia. Avisei todos os participantes e todos os postos de controlo que se encontrassem uma máquina era do dorsal 54.

Dai até á Praia da Comporta (km28 com 3h) recuperei o ritmo e voltei a passar alguns corredores embora o morder constante do calcanhar do pé esquerdo lentamente crescia.

Surpreendentemente, no meio da multidão aparece o Luís Matos Ferreira a saltar.

Correndo e a apoiar gritando Força… Muito obrigado pela força CAMPEÃO.

Começou a pior parte da corrida, de correr para caminhar enquanto repunha sólidos.

Acabados os 3 litros de Isotónica e carregado o camel-bak com meio litro de água juntamente com 2 pastilhas de Isostar, que se alojou junto ao tubo de sução e que sabia a ácido puro, imbebível!

Lembrei-me do José Carlos Melo em 2011, que ao Km36 se descalçou e segui-o de meias (num post que levei de férias e recomendo a ler antes de uma futura inscrição).

O meu pé esquerdo e as virilhas a escaldar impossibilitavam-me de correr continuamente e arrastei-me até ao 35Km.

Quando me descalcei e prendi os ténis às costas, e meti as meias dentro de água, nunca meias parei, devo ter passado mais de 30 corredores, nestes últimos Kms em que quase ninguém corria.

Opção de correr com os pés dentro de água era sem dúvida mais fresca, lenta e penosa mas permitia não parar, isto apesar dos salpicos nas virilhas assadas sabiam a álcool puro.

Às 15h o pico do calor estava ao rubro e a areia escaldava.

No Final, o grande José Carlos Melo, incansável a apoiar a equipa e a fotografar.

Uma palavra para toda a equipa:

Parabéns, ao Orlando que sem preparação fez uma 5h18m.
Determinação, do Jorge Cancela que mesmo lesionado iniciou e acabou a prova sem hesitar

Força, ao Miguel Sampayo, o que mais bem preparado teve de desistir ao km35 por cainbras, para o ano não poderás faltar...

Mais uma memorável edição, que ficará gravada na nossa memória.

Consegui recuperar a minha máquina, que sorte tenho eu ;-)))
Obrigado equipa da organização da Praia a Galé.










Pelas fotografias dos primeiros classificados, em cada 10 apenas 1 trazia Camel-bak, talvez seja uma opção para ganhar algum tempo e leveza, para a próxima tomarei em séria consideração.

Apesar do 33º lugar e último na classificação de equipas, fomos a única que partiu com um atleta lesionado á partida e com outro superatleta na meta a fotografar todos os finishers…

Foi com muito orgulho que vesti a laranja.

Para o ano seremos mais e melhores fica o desafio e o video.

RunAbraço

Novos equipamentos Run 4 Fun

De acordo com o plano, colocámos hoje  a 1ª encomenda de 50 novas camisolas, 30 para homem e 20 para mulher de acordo com os pedidos efetuados pelos atletas, na lista abaixo.


O prazo de entrega é de cerca de 1 mês. A previsão é que tenhamos os novos equipamentos, no princípio de Setembro, talvez para a mítica meia de S. João das "Rampas" ou Lampas.


Runabraços

terça-feira, 24 de julho de 2012


A dor é temporária, a desistência é para sempre
Caros Amigos,
Infelizmente aconteceu-me aquilo que eu nunca esperei que me acontecesse. Uma desistência por motivos físicos (caímbras). Eu tinha orgulho de nunca ter tido uma caimbra na minha vida (tive uma quando jogava rugby) e nunca ter desistido em nenhuma prova em que tivesse participado. Já tinha encontrado o muro em 2010  numa Maratona, mas caminhei e tudo se resolveu. Agora, na Ultra-Maratona Melides-Tróia, que já tinha participado e terminado em 2011, aconteceu  esta desgraça. A prova teve  condições  muito boas e propícias para bons tempos e eu estava com um avanço de 21 minutos em relação ao ano anterior quando tudo começou. Ao chegar ao único reabastecimento possível, no quilómetro 28,5, parei para reencher o camel-bag com a ajuda do grande Luis Ferreira e Rui Raposo. O Luís está em plena recuperação doas 168km espanhóis e o Rui resolveu acompanhar-me até á Praia de Sól-Troia que distava apenas 7km. Reiniciei a corrida com calma mas comecei a sentir umas dores estranhas nos gémeos e resolvi começar a caminhar. Eis que sem qualquer outro aviso, ambas as pernas pararam, os gémeos começaram a contrair-se e os meus pés deslocaram-se para o exterior (não sei bem como explicar mas os meus pés viraram-se para o exterior com se quisessem saír das pernas). Acreditem que as dores eram bem intensas. Tive que me deitar e com a ajuda preciosa do Rui e de um elemento da organização, cada um na sua perna, safaram-me neste primeiro momento. Após andar a correr sempre abaixo dos 7min/km, este km32 demorou 21 minutos a ser percorrido. Resolvi arrancar novamente e após mais um km a caminhar, sempre com a ajuda psíquica do Rui Raposo, comecei a ter mais uns ameaços e ao km 34, novo ataque de caímbras, ainda mais dolorosas e novamente no chão, as duas pernas a contorcerem-se, fortes dores e novamente socorrido pela organização através de um médico e pelo sempre  infindável Rui. Mais uma vez, recuperei (achava eu) e disse.: A dor é temporária, a desistência é para sempre. Em grande esforço voltei a caminhar mas após perceber que tinha demorado 23 min no último km e que ainda me faltavam 8 km para terminar a prova tive de tomar a mais difícil decisão: desistir. Lembrei-me das desistências da Paula Radclive nos Jogos Olímpicos e do Gebra Seilassie em N.Iorque e aceitei que já não seria possível continuar. Aguardei a chegada de uma Moto4 da organização e quando subi para a mota, tive outro ataque de caímbras que definitivamente me puseram fora de combate mas com uma decisão já tomada: em 2013 vou estar mais forte que nunca para terminar em beleza esta Ultra-Maratona.
Uma palavra de parabéns para o Nuno Almeida e Orlando Ferreira pelos magníficos resultados, para o Rui Aranha (meu ex-colega da Honda) que terminou em 05:03h e para o Jorge Cancela que com uma tendinite e sempre a caminhar, deixou muitos outros atletas para trás.

Trail Running Serra de Sintra 29/07

Amigos, mais alguns detalhes:



1. Local de encontro: Barragem do Rio da Mula 
Coordenadas: 38º 45' 49.40" N 9º 25' 20.06" O



Acessos para quem não conhece o local ou não tem GPS

Via IC19: seguir IC19 até ao final, passar Ranholas e na rotunda (rotunda do ramalhão) virar à esquerda (2ª saída) sentido Cascais

Após passar Bombeiros de S Pedro (do lado esquerdo), na rotunda seguir em frente bem como na rotunda seguinte (Linhó)
Após semáforos, virar à direita para Penha Longa/Lagoa Azul. Passar Lagoa Azul e entrada para Penha Longa (lado esquerdo), e continuar na direcção da Malveira da
Serra. Virar à direita na indicação de Barragem Rio da Mula.

Via A5: Passar portagens de Carcavelos e saída para Estoril. A saída correcta é para A16. Após passar Cascais Shopping (lado direito), sair para N9 Sintra. Na rotunda grande por cima da A16 tomar a 3ª saída direcção Sintra/Linhó. Nas 2 rotundas seguintes seguir em frente, e após semáforos de controle de velocidade, seguir até à rotunda seguinte (linhó) e inverter a marcha no sentido de Cascais. Já no sentido de Cascais, virar à direita para Penha Longa/Lagoa Azul e seguir as indicações já dadas acima.


2. Hora de encontro: 08h00 com breve brief e saída às 08h10 "sharp"...

3. Distancia aprox: 17 Km

4. Duração aprox: 2h05m

5. Desníveis acumulados aprox: 650 positivo/ 670 negativo

6.Terreno: bom piso, maioritariamente single track, e com alguns troços técnicos.



7. Hidratação/nutrição

O treino terá no mínimo 2h (tempo estimado em ritmo lento) pelo que cada um deve ir prevenido com o que achar necessário. Haverá um ponto de água durante o trajecto para quem necessitar.

8. "Petisco" pós treino

Como já foi referida a importância do "petisco", posso adiantar que o organizador terá um pequeno "mimo" à chegada para ajudar à recuperação dos "finishers" :-)

Quem quiser contribuir com mais alguma coisa esteja à vontade!



Abraço e até Domingo!

domingo, 22 de julho de 2012

Treino diferente, pelo Zé Bagina, um ex-PT

No sábado, tivemos um treino diferente. Antes dele, uma análise do peso, % de massa gorda e IMC pela Inês Gil Forte. Pelo que vi, houve alguns "sustos" e desejos de melhoria no que respeita a alguns dos índices.

A seguir, um treino de corrida com 5 km em pouco mais de 30 minutos que nos levou até à cabeça do "Buda", que afinal era a cabeça de uma das duas estátuas de aguadeiros, com cerca de 15 metros de altura que estavam colocadas perto das duas bases do Sifão do Alviela (em baixo)  em Sacavém e que nos anos 40, dizem que por iniciativa de António Salazar, terão sido retiradas, tendo-se perdido o seu paradeiro. Há alguns anos foi descoberta a dita cabeça e colocada de novo perto do Sifão.
Para nós, serve agora como ponto de viragem, num dos nossos treinos mais frequentes na Expo, zona Norte.

E a seguir à corrida o dito treino, tipo "tropa", muito bem conduzido pelo Zé Bagina com experiência anterior como PT ("personal trainer")  que, com a sua imponente voz, comandou as "tropas" numa série de exercícios, alguns deles bastante físicos, e para os quais muitos de nós, a começar por mim, não estávamos preparados para os fazer. A minha estratégia foi de fazer 60 a 70% dos exercícios pedidos de modo a não ter posteriormente de suportar muitas dores em músculos, que há muito, desconhecia ter. Hoje, tenho algumas dores musculares, mas nada de especial. A minha tática de "ronha" seletiva, funcionou.

Num dia magnífico, perto de um dos pilares da ponte Vasco da Gama, com a companhia próxima de flamingos e outras aves, foi um "agradável", embora difícil conjunto de exercícios, alguns dos quais não fazia já há alguns anos (e.g. flexões). Gostei especialmente dos "suicídios" e dos "Mark Twain" que, na verdade, já não seria capaz de saber executar agora.

A seguir ao exercício, um belo "pic-nic", com manta e tudo (cortesia do Raúl Matos e da Fernandinha) com fruta da melhor qualidade, as ameixas e  a melancia estavam divinas, uns pãezinhos com queijo e chouriço, trazidos pela Manuela Cruz, que estavam uma delícia, uns croquetes do melhor, etc, etc. Só houve uma falta, que foram as famosas "mines", mas passámos muito bem sem elas.

Duas reportagens fotográficas, uma ciclística, a todo o terreno, pelo Rui Ralha que incluiu filme e outra mais limitada geograficamente, pelo dedo do pé partido, do notável Zé Carlos Melo. Uma manhã de boa disposição à qual não faltou a estreia de dois novos membros do Run 4 Fun, a Carla Matos e o Diogo Duarte, ambos futuros maratonistas, a quem saudamos  e desejamos muitas corridas divertidas, na nossa companhia.


Agradecimentos ao Zé Bagina e à Mónica Miguéis pela organização deste magnífico treino / convívio / pic-nic e a todos os participantes, com ênfase para os que trouxeram os excelentes "comes e bebes"


E aqui estão endereços para fotos dos fotógrafos  Zé Carlos MeloRui Ralha e um "filme" engraçado do "realizador" Rui Ralha


 Runabraços

sexta-feira, 20 de julho de 2012

teste de FB

Teste de feed para FB

III Ehunmilak 2012 - Preâmbulo



Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
-    Álvaro de Campos




Perfil Altimétrico

Percurso


O Ehunmilak (vide o meu post anterior) é uma prova pedestre de montanha, com 168 km de comprimento e 22000 metros de desnível acumulado (11 mil a subir + 11 mil a descer), que passa pelos picos montanhosos mais significativos da província de Guipúzcoa, na comunidade autónoma do País Basco. A sua personalidade própria deve-se principalmente aos seguintes factores: a enorme beleza da envolvente paisagística; a feroz inclinação ascendente e descendente dos seus trilhos, que incluem troços de vários quilómetros ultrapassando os 25%; a dureza do seu piso, capaz de desfazer a sola do pé mais rijo; a inconstância caprichosa  da sua meteorologia, que potencia o grau de dificuldade ao gerar autênticos rios de lama e perigosas pedras escorregadias.

Ou seja, um autêntico Adamastor, esperando para nos devorar caso tenhamos a ousadia de tentar a sua travessia.

«Converte-se-me a carne em terra dura;
Em penedos os ossos se fizeram;»
- Os Lusíadas, Canto V.



Psicose:
«O termo psicose é definido como a incapacidade de distinguir entre a experiência subjectiva e a realidade externa, ou seja, existe uma perda de contacto com a realidade.»

O enorme, gargântuo, demolidor desafio que foi para mim o Ehunmilak pode ser definido como a anti-psicose.

Processa-se em 3 estágios em que se vão removendo as camadas externas da psique até restar apenas o eu nu e primevo, imerso numa realidade pre-uterina, uno com o Universo ("no princípio era o Verbo").

Primeiro a Montanha destroi o corpo, fibra por fibra, até não sobrar mais nada para além da mente para nos levar adiante. Seguidamente destroi a própria mente, através do cansaço e da privação do sono, que impedem a concentração e nos dificultam os passos. Por fim sobra apenas a vontade pura para nos levar até ao fim.



Cinco dias volvidos sobre o término da prova, ainda passo horas meditando sobre o que sucedeu na Montanha. Tenho recordações muito mais vivas daquilo que se passou no segundo dia do que ocorreu no primeiro (a falta de sono prejudica a formação de memórias). Ainda tenho dores e abrasões em vários pontos do corpo e ainda tenho dificuldade em sentir o dedo grande do pé esquerdo. Ainda sinto a astenia e o sono profundo que me conquistaram nos dias posteriores à prova.

Contudo, sinto também a calma reconfortante proporcionada por aquele contacto prolongado com a vontade no seu estado mais puro.


Nota:
Da mesma forma que eu ainda me encontro no processo de reconstrução pós-Ehunmilak, esta vai ser uma crónica em (re)construção. Reservo-me, humildemente, o direito de corrigir alguma construção gramatical mal engendrada ou limar alguma expressão menos conseguida, ou até mesmo introduzir algum parágrafo que me faça sentido, à medida que for publicando.

Alimentação pré e pós treino de Sábado...

Muito se treina e pouco se pensa no que se deve comer antes e após o treino... Mas facto é que a refeição pré treino, tem muito a ver com a nossa capacidade de realizar o treino e a refeição pós treino é super importante para repor energia, aminoácidos, minerais e fornecer antioxidantes, que ajudem melhorar o dia após o treino, evitando o cansaço e a enorme fome que por vezes aparece. Assim, antes do treino o que muitas vezes se recomenda --> a ingestão de proteina e hidratos de carbono de baixo índice glicémico...ex. Whey protein e aveia ou iogurte e aveia ou banana e iogurte...ou que sabe tudo misturado...depende de cada um de nós e do tipo de treino. Mas eu sou fã de banana e aveia! Após o treino, com todas as reservas de glicogénio gastas e algum tecido muscular danificado (daí as lesões musculares!!!) temos uma pequena janela para repor tudo! e o corpo está em fase de produzir músculo (anabolismo). O ideal é que a primeira refeição seja liquida. E por estranho que pareça...proteína e hidratos de carbono são novamente necessários! Bem como vitaminas! Sugestão: Um batido Whey, com banana (Potássio e Magnésio) e kiwi (Vit. C)...e juntar algumas das famosas bagas goji pode ser uma ajuda extra! Claro é, que cada caso é um caso...mas convém ter muita atenção ao que se ingere!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Gerês, trilhos e percursos pedestres


Estive no Gerês com as minhas filhas (e os seus namorados), alojados na Pousada de S. Bento.
Lembrei-me muito do nosso grupo R4F porque, alem de ser uma zona de Portugal linda com paisagens maravilhosas ( e nós gostamos sempre de partilhar com amigos o que nos dá prazer) fizemos um trail proposto pela minha mais velha, o “Trail da Preguiça”  (trilho 23 entre os percursos pedestres do Parque Nacional Peneda Gerês - PNPG). De preguiça só tem o nome dado pelo local de início do trilho porque era bem difícil, com subidas e descidas (5,5km a fazer em 3horas).

Não dava para correr mas tinha a vantagem de haver vários cursos de água, pequenas cascatas e muita vegetação o que o tornava mais fresco, naquele dia quente de verão.
Acabou-se a bateria do meu Garmin – falha de principiante, mas apresento-vos a fotografia do perfil do percurso…
 
e algumas fotografias que ia fazendo à família, para avaliarem o tipo do trilho.



Como estamos em caminhos muito estreitos, em franca comunhão com a Natureza, não são permitidos grupos de mais de 10 pessoas sem autorização prévia do PNPG.

Na impossibilidade de vos convidar a lá ir (o que eu adoraria) sugiro que, se forem ao Gerês, façam um passeio por este trilho “Trilho da Preguiça”



Outros locais a não perder: Também com alguma dificuldade de acesso mas compensador pela beleza da Natureza, são as Piscinas naturais do Rio Caldo perto da Portela do Homem.


e, por ser diferente e exótico, as Termas do Rio Caldo, a 8km da fronteira, já em Espanha – o rio corre fresco  e abundante com águas cristalinas no seu leito e, ao lado, brota uma nascente de água quente,  que, ao ser coletada para uma piscina, permite um banho de imersão em agua bem quente, ótimo para relaxar os músculos.


O Gerês é lindo! Portugal tem sítios com paisagens deslumbrantes! Espero ter-vos criado o desejo de o visitar e terem o prazer que eu tive com estas mini férias.
Um abraço a todos

Manuela Cruz

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Novos equipamentos Run 4 Fun


Caros Amigos,

Com o grande crescimento que o nosso grupo tem tido, novos desafios nos têm sido colocados. Um dos mais pertinentes, relaciona-se com questões de qualidade, de disponibilidade e de variedade dos equipamentos :
  •      Qualidade da malha ;
  •       Camisolas de alças ;
  •      Top para a nossa "armada" feminina.
A juntar a estas petições, mais uma “dificuldade” surgiu...o nosso fornecedor habitual de equipamentos (a Decathlon), além de não produzir quer a camisola de alças, quer os tops femininos, deixou também de ter as camisolas com a nossa cor “oficial”.

Com a entrada de novos companheiros e a necessidade premente de conseguir rapidamente mais camisolas (estamos sem stock), a juntar às petições já referidas, procurámos alternativas.

Criámos um pequeno grupo de “pesquisa de mercado” composto pelo Gerardo Atienza, pelo Nuno Marques, que teve a maior parte do trabalho (Obrigado, Nuno) e por mim. Consultámos diversas empresas especialistas na matéria, quer em Portugal, quer em Espanha. Tentámos algumas parcerias com marcas conhecidas de mercado, sem resultados, até que surgiu a possibilidade Aronick.

A Aronick é uma empresa Portuguesa, sediada em Lisboa, que produz e fornece equipamentos personalizados para uma quantidade diversa de clubes, coletividades, seleções, grupos como o nosso.........por exemplo, os nossos conhecidos e amigos Lebres do Sado e Mundo da Corrida

Fomos bem recebidos, explicámos o que pretendíamos,  e a abertura foi total. A proposta final a que chegámos foi a seguinte :

Temos as três opções pretendidas e a qualidade dos equipamentos é, na nossa opinião, muito boa. Os modelos existem para homem e para mulher, nas camisolas de meia manga e de alças. A bandeira portuguesa é um “fac-simile” da referida e temos o R4F na manga.

Como compreenderão, estamos a falar de equipamentos com outro tipo de qualidade e como tal, outro tipo de preço. O aumento é significativo face à anterior opção, mas a qualidade e o “design” também são superiores. A seguir, a lista com os preços, IVA incluído:
 
Relativamente aos tamanhos, temos como opção as seguintes medidas, as "camisolas  atletismo" são as com alças :

Quem tem os equipamentos antigos, pode e deve, como é óbvio, continuar a utilizar os mesmos, não existe qualquer obrigação de adquirir um dos novos.

Estamos neste momento a preparar a primeira encomenda.

Existe um mínimo de 5 unidades, por modelo para cada encomenda ao fornecedor. Iremos fazendo as  encomendas à medida que se atinjam os números mínimos exigidos.

Agradecemos que até ao próximo dia 25 de Julho, 4ª feira, nos façam chegar os vossos pedidos, para podermos colocar a 1ª encomenda

Qualquer questão adicional, não hesitem em colocar.

Runabraços

Canyoning e Escalada em Arouca

Caros amigos

Aqui vai informação mais concreta acerca do Canyoning em Arouca feito a pensar nos elementos do Run4Fun - acessível mesmo para quem não tenha qualquer experiência na modalidade. E também a escalada da famosa Cascata da Mizarela para quem quiser um fim de semana pleno de adrenalina:

   Dia 15 de Setembro (sabado) .

10h00 - Ponto de encontro na Aldeia de Cabreiros (AROUCA) .

11h00 - Inicio do Canyon do Rio de Frades (superior): rio longo com aprox. 10 descidas em rappel (máx.40m).
18h00 - Final previsto para o canyon. Inicio da caminhada de retorno aos carros.
19h00 - Final da actividade

  Preço:45€/pessoa
Inclui: Seguro, material de isolamento térmico (fatos e meias de mergulho), material técnico (arneses, cordas, capacetes, etc.) e enquadramento por monitores (no minimo 2 para cada grupo de 10 participantes) com a supervisão de Monitor de Canyonning da Ecole Francaise de Canyonning e com a cédula de treinador desportivo (monitor de canyonning) do Instituto Português de Desporto e Juventude.

   Dia 16 (Domingo)

 Escalada da Cascata da Mizarela: Aprox.100m que serão efectuados em 3 lanços com dificuldade máx de grau 4+(escala de 1 a 8).
  Prever aprox. 4h a 6h  de actividade

   Preço 45€/pessoa
inclui Seguro, material técnico (arneses, cordas , capacetes, etc.) e enquadramento por monitores (no minimo 2 para cada grupo de 10 participantes) com a supervisão de Monitor de Alpinismo da Federação Francesa de Montanha e com a cédula de treinador desportivo (Instrutor de Alpinismo e instrutor de escalada) do Instituto Português de Desporto e Juventude .

Preço para quem efectue os dois dias:  80€

  Actividade realizada pela empresa  TRILHOS , LDA
   com 20 anos de experiência e introdutora do Canyoning em Portugal.
        Registo Nacional Animação Turistica nº 66/03


  Inscrição: Pagamento de 50% para o NIB: 003503100002614710016
Para mais informação contactar Pedro Pacheco 967014277 ou pedro.pacheco@trilhos.pt

Aqui ficam algumas fotos e mais um video (manter o som baixo pf)
Há muita coisa disponível no YouTube acerca do canyon e do Pedro (PedroTrilhos)
 

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Trail Running Serra de Sintra dia 29/07

Amigos,

Em Janeiro de 2011, 28 bravos aventureiros R4F aderiram ao meu convite para experimentarem o Trail e "pintaram" a Serra de Sintra de laranja. Para a grande maioria foi o 1º contacto com os "trilhos", e é com grande satisfação que tenho acompanhado a enorme adesão do grupo a esta vertente da corrida tão compensadora, e a presença regular em provas com grandes níveis de representação como o que recentemente ocorreu no Trail do Almonda.

Ocorreu-me por isso repetir a iniciativa e, aproveitando a experiência já adquirida pelos Trail runners R4F, proporcionar desta vez um percurso que incluirá o que de melhor existe a nível de trilhos na Serra de Sintra. Serão cerca de 2 horas de puro divertimento, maioritariamente em "single tracks", num ritmo acessível e em locais que fui descobrindo ao longo dos anos e que espero apreciem.

Publicarei também a iniciativa no Facebook, e quanto a detalhes darei mais novidades em breve, nomeadamente quanto ao local de encontro, horários, altimetria e distancias aproximadas.

Grande abraço

Zé Carlos Santos




quinta-feira, 12 de julho de 2012

Maratona de Seattle 2013


 Caros amigos,

Inscrevi-me hoje, mais a  Luísa, na Maratona Rock and Roll, de Seattle, que se irá realizar em 22 de Junho do próximo ano.

Lembro que existe em Seattle um núcleo Run 4 Fun que tem participado em diversas corridas nos EUA e que aqui têm postado as suas "aventuras" pedestres nos "States". Ver, por exemplo:



Foi com base numa sugestão de um elemento do núcleo de Seatlle, se não me engano o Jorge Russo dos Santos, que colocamos esta maratona na nossa "lista de desejos" até porque tínhamos, há alguns anos, o desejo de visitar a vizinha cidade de Vancouver, no Canadá.Como de costume, vamos fazer umas férias, desta vez mais alargadas, com cerca de duas semanas, para conhecermos novos locais nos EUA e Canadá.

Aqui fica o convite para que mais companheiros se juntem a nós, para correrem esta simpática maratona e visitarmos os nossos companheiros do núcleo de Seattle.

Runabraços

segunda-feira, 9 de julho de 2012

IV Trail Noturno da Lagoa de Óbidos


Será já no próximo dia 4 de agosto.

Inscrições esgotadas. Um total de 149 equipas. O Run 4 Fun será a 7ª equipa com mais participantes, 13 no total, com 6 no UTNLO (50km), 6 no TNLO (25 km) e 1 na caminhada. A equipa com mais participantes será o Mundo da Corrida, com um total de 24.

Uma curiosidade, no TNLO temos 4 mulheres e 2 homens. Nesta levamos "capote". Só prova que o sexo feminino está cada vez mais participante nestas provas exigentes, tal como se viu no Trail do Almonda.

Runabraços

Trail do Almonda – Uma visão diferente de um inexperiente




Caros Amigos,

Como todos bem sabem, adoro ler os relatos que aqui se escrevem sempre que temos participações em “trails” ou “ultra-trails”.
Normalmente muito bem escritos, sob muita emoção e transmitindo sempre um ambiente que nos dá vontade de estar presentes.
Na maioria dos casos, a escrita é tão agradável, que nos consegue transportar para o meio da aventura que foi percorrida.

Também como a maioria de Vós sabe, sou dos tais que adoro ouvir ou ler as aventuras vividas, mas a paixão dos “Trilhos” ainda não me atingiu.

Reconheço que tenho algum receio de quedas e lesões, que gosto de correr mais do que caminhar, que ainda tenho vontade de melhorar determinadas performances no dito alcatrão e que as experiencias que tive em trilhos (principalmente treinos, provas apenas fiz duas), estão longe de me dar o prazer que obtenho em outros ambientes.

O ano passado, um dos organizadores e principal dinamizador do “Trail do Almonda”, amigo de longa data e conterrâneo Aníbal Godinho, convenceu-me a ir até ao Almonda, participar no referido “Trail”.
Não fui capaz de dizer que não...afinal era da minha terra e de gente amiga que estávamos a falar.
Pedi conselhos aos nossos mais experientes (que muito me ajudaram) e lá fui receoso, sem saber bem o que iria apanhar.
Foram 28Km, serra acima e abaixo, concluídos com um honroso tempo de estreia de 3:31.
Adorei o ambiente, a organização estava fantástica e retornei contente, prometendo que voltaria e traria amigos.

Este ano, lancei o desafio à nossa armada e a resposta foi muito superior ao que eu poderia esperar.

Fiquei muito feliz com a adesão e não posso deixar de agradecer a todos os que me presentearam com a presença e decidiram vir correr e caminhar junto às minhas gentes, à minha serra e ao meu rio.
Tenho perfeita consciência que muitos de Vós estiveram presentes por o desafio ter partido de mim e pela insistência da minha parte, para fazerem parte da aventura.

Dia da prova - preparativos
Fui de véspera e dormi em casa dos meus sogros (não dista mais que 10Km do Vale da Serra).
Foi levantar sobre o cedo, equipar e arrancar para o local onde tudo iria começar, revi alguns “velhos” amigos, tratei da parte administrativa e entretanto a “Laranjada” começou a aparecer (o Jorge Pinheiro já lá estava com os filhos...madrugaram ;) ) .
Tive alguns minutos de mais “stress”, quando percebi que 5 dos nossos companheiros tinham tido um pequeno percalço e chegariam uns minutos após o inicio da prova.
Resolvi o tema com a Cris, que tinha tudo controlado, por forma a que quando chegassem se pudessem colocar a caminho.

Começou a aventura.....

Prova – trajeto, adaptação e a minha performance
Em 2011, adaptei-me muito bem e o piso, apesar de algumas pedras soltas e bastante acidentado, permitiu-me correr e bem (tive alguns Kms baixo dos 5min/km).
Este ano, talvez pela qualidade dos ténis que usei, pela menos boa preparação com que estou ou simplesmente porque foi mesmo assim...o trajeto pareceu-me muito mais difícil, demasiado técnico, em algumas zonas perigoso e longe...muito longe do que esperava.
A determinado momento após alguns sustos, torcedelas nos pés e joelhos, decidi abrandar e apenas não desisti, porque desistir é uma palavra que não gosto nada.

Juntei-me ao José Magalhães e viemos com muita calma...nos únicos Kms que nos separámos, foi exatamente quando dei a queda mais aparatosa que só não teve outros resultados, porque as silvas apesar de “espinhosas” deram uma ajuda.
A partir desse momento desisti mesmo de correr e decidi que o resto faria a caminhar (ainda faltavam uns 6 Kms).

Terminei com 5:35....mas como tinha o relógio em auto-pause, como puderam ver (os que viram) no meu controlo do Garmin, apenas tenho contabilizados 26Kms com um tempo de 4:00...ou seja, arredondando, tive entre parado e 4Kms de marcha lenta 1:35 de tempo consumido...é demasiado e comprova o que antes Vos referi.
Sinceramente....foi um autentico pesadelo e sofrimento e enquanto me lembrar, só alcatrão vou pisar :-) .

Imagino que alguns dos que foram e que gostam de trilhos devem ter adorado e provavelmente estarão neste momento a “gozar” com este relato :-) .... terão havido outros, que a meio da prova já me estariam a chamar nomes e a perguntar a si próprios “porque carga d’água se tinham metido naquelas andanças”...a esses peço desculpa e que Vos sirva de consolo que eu próprio pensei o mesmo de mim.

Decididamente, ainda não estou preparado para estas aventuras, vou-me manter no alcatrão e preparar as maratonas da próxima época....talvez me esqueça do sofrimento deste ano e em 2013...reapareça.


Sobre a organização....
Na minha opinião, esteve muito bem no que foi todo o apoio logístico durante a prova (abastecimentos, bombeiros, marcações, apoio médico e mais uma data de coisas) e de uma forma geral, no que é mais importante para os atletas esteve exemplar deixando a Kms de distância a maioria de provas de alcatrão que estou habituado a fazer....mas....existe sempre um mas, e neste caso, parece-me que tivemos alguns pontos que deveriam ter tido outro tipo de atenção e que podem ser melhorados :

- No inicio logo um Single-track em direção à descida (muito acentuada e técnica) para a nascente do Almonda que provocou um autentico congestionamento humano.
Os primeiro devem ter perdido menos tempo, mas por exemplo no meu caso, em função de ter estado a aguardar até à última hora a chegada dos companheiros que vinham mais atrasados, provocou que fosse dos últimos do pelotão a ter chegado ao "funil de descida" (onde tudo estava incluído, desde "caminhantes a trilhistas").
Perdi cerca de 30min e voltei a arrefecer(apesar do calor) toda a parte muscular que já estava "preparada".
O inicio deveria, tal como o ano passado, ter permitido um "alongamento" do pelotão e seguramente que esta situação não teria acontecido.

- A falta de informação e apoio no local de partida, logo após a mesma...
Parece-me que em qualquer prova, seja natural que por dezenas de motivos diferentes, existam atletas que se atrasem.
Era fundamental estar presente alguém da organização que desse apoio a esses atletas.
Ter-se-ia seguramente evitado por exemplo, que os nossos companheiros que chegaram mais tarde se tivessem completamente perdido, alcatrão fora....nem sequer estava alguém que pudesse dar a indicação da saída da estrada para o “Trilho” propriamente dito, o que permitiria seguramente, que com o atraso provocado pelo “funil” ainda nos tivessem conseguido apanhar e concluir os 30Kms, que tinham como objectivo de fazer.

- Em 2011, se bem recordo, a banhoca estava morna...este ano a água era mais fria que a que bebíamos nos abastecimentos :-) .... ok já sei, mariquices da minha parte.
Mas aqui o rapaz, água fria só mesmo para beber :-) .
Estava tão sujo, que necessitava mesmo de um belo banho....fiquei pelo intermédio...lavei-me a “correr” :-).

- Estacionamento....em 2011 o local da partida era muito mais amplo e de muito mais fácil acesso.

- WC’s idem...em 2011, não havia filas nenhumas para os “apertos” normais antes da prova...este ano, foi menos simples.

- Chegada...eu sei que já fui dos últimos, não sei como foi com os que chegaram primeiro.
Só me apercebi que tinha passado a “meta”, que não tinha qualquer indicação de “meta”, porque alguém da equipa (não me recordo quem), nos avisou que já tinha-mos acabado...

Alguns pequenos pormenores, que podem ser melhorados e ajustados, mas que na minha opinião, em nada beliscam a generalidade do que foi a fantástica organização.

Depois de toda esta aventura....depois veio a merecida festa.
Bela almoçarada, muito boa disposição, boa paparoca e ainda tivemos direito ao lançamento oficial do hino “R4F”, escrito e interpretado pelo nosso sempre simpático, bem disposto e disponível, João Veiga.

Um final de tarde Runtástico e só ao nível deste grande grupo que somos. 


Resumindo, que a história vai longa....
Um muito e sentido obrigado, da minha parte pela vossa presença.
Um pedido de desculpas a todos os que se sentiram totalmente enganados pela dureza da prova (eu senti) ou por algum motivo ou situação que tenha corrido menos bem.
Um obrigado especial final a todos os fotógrafos presentes que permitiram uma “cobertura” fantástica de todo o evento, principalmente ao nosso Zé Carlos, que apesar de impossibilitado de fazer o que mais gosta...lá esteve, de principio ao fim, sempre incentivando e com a permanente boa disposição todos lhe reconhecemos.

Bem-hajam e um grande Runabraço