domingo, 31 de julho de 2011

29ª Prova do Bodo, Pombal



Neste sábado, um passeio até Pombal, para a Prova do Bodo pelas 19:00, corrida de 10 km seguida de caminhada, provas já na 29ª edição, integradas nas tradicionais Festas do Bodo de Pombal, com inscrição gratuita.


O centro de Pombal animado com as festas do Bodo, começou a encher-se de gente para participar ou assistir às Provas do Bodo.
Percurso da corrida de 10 km (antes era um Meia Maratona) constituído por percorrer 3 vezes a principal avenida de Pombal, em ambos os sentidos.
Circuito pouco diversificado, com a vantagem de passar frequentemente pelos locais onde havia mais publico a assistir, com mais alguma animosidade quando passavam os líderes da prova.
Também permitiu a quem participou na corrida, ser espectador do decorrer da prova, no qual observavamos quem se deslocava em sentido contrário encontrando frequentemente alguém conhecido.
Após a corrida de 10 km, iniciou-se a caminhda e mini-corrida e depois continuaram as festas populares com os concertos musicais bem animados.


RunAbraços.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Marrocos - Uma experiencia diferente



Caros Amigos,

Os que me conhecem sabem, que sempre que viajo (não tanto como gostaria :-) ), seja em férias ou trabalho, em Portugal ou no estrangeiro, na mala vai sempre o equipamento de corrida, e não é só para fazer peso e preencher espaço.

Faço questão, esteja mais frio ou mais calor, seja cidade, praia ou montanha, de fazer uns Kms a correr por onde quer que passe.

É uma boa forma de conhecermos de uma forma diferente os locais por onde passamos

Vou partilhar de uma forma muito sucinta a nossa (minha e da Cris...apesar de ela não estar na foto, também correu), última experiência de uma "corridita" por terras mais distantes, neste caso Saidia (Marrocos).

Já tinha tido o privilégio de correr em África por duas vezes (Marraqueche e Cidade do Cabo)...foram corridas normais e simpáticas.

Mas meus amigos, correr com a Cris em Saidia...foi diferente.

Saímos do hotel com o objectivo de fazer 7 ou 8Km em ritmo lento em conjunto(estava muito calor) e depois eu voltava à "estrada" para esticar mais 7 ou 8.

Ambos com os equipamentos normais para o calor que se apresentava...ou seja, relativamente "descapotáveis".

Como é nosso hábito (sempre que sentimos o ambiente seguro), decidimos sair da área dos hotéis e "entrar" pela porta de uma civilização diferente da nossa e aproveitar a corrida para conhecer as redondezas.

Foi estranho, a determinado momento e quanto mais entrávamos pela cidade dentro, sentimo-nos quais animais em jaulas do Zoo a ser observados por tudo o que era gente.

Dois estranhos, meio despidos, a correr sabe-se lá para onde e porquê, no meio de uma cultura em que as mulheres até na praia tomam banho todas cobertas, quanto mais correr de calções e "top"...deve ter feito confusão a muita gente.

Mas o que é um facto, é que em momento algum, nos sentimos inseguros, desrespeitados ou ameaçados.
Antes pelo contrário, a quantidade de acenos, palavras (imagino que de incentivos...), manifestações de simpatia e afecto e até aplausos, apanharam-nos agradavelmente surpreendidos.

Os incentivos eram tantos que penso que a Cris nunca correu 8Km em tão bom tempo :-).

Foi uma experiência diferente, muito agradável e mais uma prova que por esse mundo fora, mesmo em culturas completamente diferentes da nossa, é possível a aceitação, o respeito e o entendimento
Sendo nós os "estranhos" e estando nós em situação de "não cumprimento" dos costumes locais, não deixámos de ser respeitados e de sentir simpatia e em momento algum sentimos qualquer tipo de preconceito ou discriminação.

Mais que tudo...foi FUN.

Boas férias e Runabraços

segunda-feira, 18 de julho de 2011

UMA Melides-Tróia 2011 (testemunho)


Em 2010 inscrevi-me para ver como era esta prova de 43 km em areia regime de "semi auto-suficiência" de Melides a Troia. Fazer esta prova como uma maratona tradicional só podia dar para o torto, fui vítima das minhas falhas: levei pouca água e arrastei-me cheio de sede pela areia fora desistindo ao km 28. Mas fixou-se na memória durante o último ano. Tinha de voltar, acontecesse o que acontecesse ...
Antes da prova: Revi o que fiz em 2010 e tentei melhorar tudo o que pudesse, tomando como fonte informações do site da organização e testemunhos de participantes, nomeadamente de Mário Lima.
Este ano acompanhou-me o nosso companheiro Miguel SanPayo, o papa-maratonas, o que aumentou o meu alento. Combinamos préviamente os pormenores e encontrámo-nos ás 5 da manhã a meio do percurso. Chegamos a Setúbal, apanhamos o ferry até Troia e o autocarro da organização até Melides, acompanhado de muitos participantes madrugadores para um bom desafio.

A Partida: Em Melides levantamos o dorsal, água, fruta, t-shirt, o briefing com o Campeão Carlos Lopes que deu a partida. Pouco depois da partida, o Miguel SanPayo dispara e eu continuo a prova ao meu ritmo. Agora sim, vou confirmar se tomei as opções certas.
As minhas opções:
- ténis de trail (na esperança de ganhar alguma aderência)
- polainas (diminuiram alguma entrada de areia, mas pouco)
- meias altas de compressão
- protector solar mas não na cabeça (arde ao derreter para os olhos)
- boné com abas para proteger a cabeça
- óculos de protecção UV
- fita adesiva em locais sensíveis dos pés
- Camel-back de 2 litros meio de água e meio de isostar
- 5 doses de gel e muitos cubos de marmelada
- cinto com garrafa com sumo de limão com açúcar e sal.

A maré: A partida foi pouco depois das 09:00. A maré estaria a vazar até cerca das 11:00, na baixa-mar. Depois das 11:00 a maré seria sempre a subir o que dificultaria a progressão.
A meteorologia: Felizmente não esteve muito calor senão seria pior. Temperatura amena para esta altura. O pior foi o vento forte de norte. Permanentemente a contrariar a progressão desde o início até ao fim.
A Paisagem: Sempre a mesma, digo mesmo monótona. À direita, areia e dunas com vegetação rasteira. À esquerda um imenso oceano, dos pés á linha do horizonte. Em frente a extensão de areia que nunca mais acaba, de Melides até Tróia. Nas 6 praias a paisagem varia um pouco: elementos da organização registam os números de quem passa e apoiam os corredores, alguns banhistas dão umas agradáveis palavras de ânimo. São poucos porque com este vento não apetece vir à praia, olham para mim e pensam ser um louco andar pr'aqui a correr nestas condições. De vez em quando passa por nós uma “moto4” da organização a verificar como decorre a corrida.
O local de referência: A Serra da Arrábida é a referência ao longo de todo o percurso. De início mal se percebe. Sem nos apercebermos vai-se tornando mais vísivel. Após percorrermos uns bons kms, apercebemo-nos da diferença e começamos a notar a Serra maior. Mas ainda falta muito para chegarmos perto dela.
A areia!! : Vou pela areia molhada, uma areia leve, menos consistente que a areia da Caparica. Correr na Caparica na maré vazia é muito mais fácil que correr aqui. Passada a passada, o calcanhar aterra enfiando-se torto pela areia dentro, o resto da palmilha até aos dedos na frente também ficam marcados na areia. O percurso é equivalente ao que fazemos em circuito firme, mas num movimento contra-natura, “desengonçado”, porque o pé tenta mas não encontra um apoio firme, apenas consegue um movimento torto. Algumas partes do percurso têm uma maior consistência da areia que facilita a progressão.
A inclinação: Vou pela zona de rebentação das ondas, o piso tem a inclinação sempre no mesmo sentido. Km após Km, a perna direita apoia-se num ponto mais elevado e a perna esquerda apoia-se sempre mais abaixo. Com alguns Kms, esta inclinação permanente começa a fazer-se sentir nos tornozelos, nas pernas, e talvez afecte a anca e a coluna.
A areia a entrar nos ténis: É fricção certa na pele que tende a criar feridas e dores que aumentam com os kms, a roçar nas partes sensíveis do pé (dedos e planta do pé). Uma onda mais forte a molhar os pés. Sabe bem a agua fresca a refrescar os pés. Pior depois é que o sal ataca as feridas. Eu devia minimizar a quantidade de areia nos pés, por isso coloquei umas polainas nos tornozelos em redor da entrada dos ténis que fintaram a entrada de alguma areia (mas pouco).
Retirar a areia dos pés: Sempre que se justifique mais vale perder algum tempo, descalçar os ténis e as meias e retirar a areia. Voltar a calçar e continuar o percurso... Fiz isto 2 vezes, mas se tivesse de ser, seriam mais.
Os companheiros de percurso: Reparo nos companheiros de corrida em meu redor, os que param para tirar a areia dos ténis, para alterar a configuração do equipamento, para descalçar os ténis e passar a correr em meias, os que correm descalços. Também passo pelos mesmos dilemas.
A auto-suficiência: Esta prova é efectuada em regime de "semi auto-suficiência". Ou seja, cada um leva consigo tudo o que necessita até ao fim da prova. A única excepção é receber 2 garrafas de meio litro de água ao km 28. E assim foi: cheguei à praia da Comporta (km 28) e recebi 1 litro de água que deitei no meu camel-back para repor os liquidos. Já estava quase no fim.
O km 28: Até à praia da Comporta progredi sem dificuldade. A partir daqui bloqueei, deixei de poder correr, só conseguia caminhar. Não sei bem porque motivo não conseguia correr, se pelo cansaço ou pela dificuldade do terreno. Ao km 31 tomei a opção dedescalçar os ténis e continuar em meias até ao fim. Ao km 36 voltei a correr e da praia Soltroia até ao fim voltei a progredir sem dificuldade.
A chegada a Tróia: Depois de pouco mais de 7 horas após a partida (já passava das 16:00), cheguei a Troia e encontrei os companheiros R4F Luísa e João Ralha, que fizeram uma agradável surpresa ao virem assistir a Tróia à chegada R4F. Aqui reencontrei o Miguel SanPayo que terminou abaixo das 6 horas, um grande tempo na estreia, e reencontrei outros companheiros de percurso. Depois houve discurso, buffet e entrega dos prémios junto da marina de Tróia.

Desculpem já vai longo, mas se for útil alguma parte do meu testemunho, não quis perder esta oportunidade.
Aconselho vivamente esta prova a quem procura um desafio de um raid único no país num cenário estival.
Uma jornada dura de trabalho com areia, mar, sol e ar. Um dia de praia Marcante!

RunAbraços.

Ultra-Maratona Melides-Tróia


Caros Atletas,

Depois de 9 Maratonas (42.195m), estava na altura de experimentar um novo desafio. Surgiu a oportunidade de realizar a minha primeira ultra-maratona (43.000m) e logo em areia, entre Melides e Tróia e com a particularidade de só ter um reabastecimento (1 litro de água) aos 28,5km.

A logística é um bocado complicada e resume-se no seguinte:

04:15h – despertar (depois de um jantar dos 50 anos de uma amigo na noite anterior);

05:15h – encontro na estação de serviço com o Carlos Melo;

06:20h – catamaran de Setúbal para Tróia;

06:55h – autocarro de Tróia para Melides;

07:45H – levantamento de dorsais;

09:05h – partida para a prova com a presença simbólica do nosso Carlos Lopes.

A temperatura estava boa mas o vento que soprava de norte era muito forte e acompanhou-nos durante toda a prova.

Depois do estouro de líquidos/alimentos que tinha tido na Maratona de Lisboa 2010, fui bem preparado com mochila camel-beg de 2l com Isostar reforçado com sal, 8 pastilhas de dextrose, 4 tubos de amendoim com sódio, 2 gel de frutas e Isostar em pó com sal para o único reabastecimento possível (no final da prova só sobraram 4 pastilhas de dextrose).

Quanto à prova, início em terreno muito mole e inclinado para nos por logo à prova. Passados uns kms, piso liso tipo auto-estrada pois a maré estava a descer até às 11h.
Completei os primeiros 20km em 2:30h e só parei de correr quando cheguei ao reabastecimento na Comporta (28,5km). Aqui, parei, tirei o camel-beg, enchi com as duas garrafas de água que nos davam, juntei o Isostar em pó e fiz-me à estrada (neste caso areia) para os últimos 15km.No entanto o piso já estava
muito degradado e é necessário fazer um enorme esforço pois vamos sempre inclinados e temos de estará sempre em compensação (isto não deve fazer nada
bem à coluna e ancas). A partir daqui e até ao fim tive de alternar entre correr e andar pois havia zonas em tinha a mesma velocidade se andasse com passada
larga ou fosse a correr. Tive também o objectivo de nunca molhar os pés.

A maioria da prova fi-la sozinho, mas longo da mesma, fui conversando com diferentes participantes que apenas tinham um objectivo: chegar ao fim.

Quando cheguei à bandeira dos 40km, pensei que os últimos 3 kms seriam fáceis. No entanto nunca mais acabavam e eu a ver o relógio a passar. Num último esforço consegui acelerar (?) e lá terminei a prova abaixo das 6h (05:59h mais precisamente). Agradeço o apoio final dos nossos companheiros Ralhas (Luísa e
João) que nos aguardavam junto à meta e a todos os que nos motivavam a chegar ao fim.

É realmente uma prova inesquecível e que aconselho os mais aventureiros a fazê-la.

domingo, 17 de julho de 2011

Ultra Maratona Atlântica Melides Tróia


Aqui estão algumas fotos desta prova, tão difícil . Pela expressão deles, até pode parecer que foi fácil......

Parabéns ao Miguel e ao Zé Carlos pelas suas brilhantes prestações. E esperamos os respetivos relatos.

Runabraços

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lagoa de Santo André...2011

 

O regresso ao local onde em 2008 corri pela primeira vez os 10 km...a minha primeira corrida "Séria"....

Com o João e a Luísa Ralha.

Agora o regresso ao local onde o Run 4 Fun começou a ganhar forma....

Dois anos marcados pelas lesões sucessivas...tendinites....solear...bursite...metatarsalgia...o regresso ao ponto de partida em busca do exorcismo...e correu bem!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Trail do Almonda 2011 – relato de um “Rookie”


Caros Amigos,

Com os relatos fantásticos que temos lido, relativamente aos diversos “Trail’s” em que temos participado, espero que me perdoem a “incapacidade” para conseguir transmitir da melhor forma a fantástica manhã do passado domingo, correndo, andando e por vezes quase rastejando :-), por trilhos da magnífica Serra D’Aire.

Depois de uma pequena experiência pelo Guincho, 15Km de autêntica pista asfaltada comparada com o que fui encontrar no Almonda, percebi que isto dos “Trails” é realmente uma "coisa" diferente.

Inicialmente, pensei que os 28Km demorando um pouco mais ou um pouco menos de tempo se efectuariam tranquilamente.
A semana passada, tive o prazer de fazer um pequeno reconhecimento “á parte menos difícil”, com o meu amigo e conterrâneo Aníbal Godinho e não fiquei assustado (obviamente…foi à parte menos difícil :-) ).

Sendo sucinto, e resumindo ao máximo, vou começar pela organização.

Não tendo tido qualquer tipo de experiência neste tipo de provas, como tal não tenho comparativos para opinar, vou-me limitar a dar os parabéns à organização…para mim esteve perfeita, pelos seguintes motivos:
- Indicação pelo caminho, de forma a quem não é da zona chegasse com facilidade;
- Local eleito para a partida muito bem escolhido, fácil acesso e amplo parque de estacionamento;
- Excelente o apoio dos escuteiros em tudo o que envolveu logística mais simples, pequenos apoios e informações;
- A logística de entrega de dorsais, simples e eficiente;
- Um pequeno briefing antes da partida com explicações e chamadas de atenção importantes (pelo menos para mim :-) );
- Trajecto todo ele muito bem assinalado com fitas a cada 50m e com pessoas a ajudar em locais mais críticos para evitar enganos;
- Trajecto muito bem escolhido, a serra D’Aire, não sendo a de Sintra :-), é de uma rara beleza.
- Perdi a conta ao número de abastecimentos, mas não faltou nada…líquidos, fruta e em grande quantidade. Penso que não percorremos mais que 3 a 4 Kms sem encontrar um ponto de abastecimento.
- Muita atenção dada ao ambiente e muito cuidado com a limpeza (os abastecimentos foram feitos em copos plásticos e colocados de imediato no lixo)

No que toca à minha experiência…
Foi algo diferente do que esperava e provavelmente como me disse o meu amigo Aníbal “isto dos Trail’s é como a Coca-Cola, primeiro estranha-se e depois entranha-se”.

Não consegui desfrutar como deveria e como os nossos companheiros, João Ralha, José Carlos, Luis Ferreira, Teodoro e Paulo Jorge me aconselharam (a quem desde já agradeço as diversas e importantes dicas que me passaram).
Fui constantemente a olhar para o chão a ver onde colocava os pés…parece-me que para primeira experiência séria nestes ambientes, o traçado era demasiado técnico para mim.
Muita pedra solta e senti-me muito pouco confortável nas descidas…penso que foi maior o cansaço na concentração para evitar quedas do que o cansaço físico ao final.
Reconheço também que me faltam alguns Kms nas pernas para poder fazer estas aventuras de uma forma mais confortável…nunca tinha estado tanto tempo a correr/caminhar...fiquei um pouco “amassado” :-).

Mas lá acabei, a meio do pelotão com 3H31mints e sem ter caído vez nenhuma :-).


Interessante é o ambiente geral…completamente diferente das provas de estrada. A mim pareceu-me mais agradável e simpático, menos competitivo e mais solidário, gostei muito…mas foi uma primeira experiência.

Não posso terminar sem uma vez mais referir que somos realmente um grupo de uma dimensão humana fantástica.
Eu era o único R4F presente e retirando os diversos conterrâneos presentes com quem estudei e passei parte da minha vida de adolescente (grande armada a representar Torres Novas), fui identificado diversas vezes e sempre com palavras simpáticas:
“Lá vem um laranginha, vocês estão em todas”…alguém do público durante a prova.
“O Ralha, não está cá? um Abraço para ele”…não faço ideia quem era, mas o equipamento era de Portalegre.
“Lá vem um R4F, hoje tão cá poucos, força”…alguém do público durante a prova.
“O Melo hoje não veio? Tá doente?” …um atleta que me veio cumprimentar e que eu não conhecia de lado nenhum.
“Força R4F”…alguém à chegada, que nem percebi quem era.
A própria organização, fez-me prometer que para o próximo ano teria que me fazer acompanhar de mais “gente dos R4F”.

Tenho pena de não ter ficado para o almoço, que foi seguramente muito animado.

Concluindo, estranhei mas penso que chegará o dia de se me entranhar :-) .

Boas férias para todos e não descurem a preparação…”São João das Rampas” no inicio de Setembro :-).

Runabraços

Nota : Zé Carlos, boa sorte e boa prova, no final do mês nos Alpes.

sábado, 9 de julho de 2011

Ultra Trail da Serra da Freita 2011




Após a minha estreia em 2010, fiquei agarrado a esta prova única, dura e belíssima, que testa os limites físicos e mentais do ser humano. Claro que não podia faltar à edição deste ano, que foi a sexta, segunda neste formato de 70 km.
A Serra da Freita é uma região de beleza ímpar e participar neste local numa prova de Ultra Trail é um privilégio raro. Aqui está-se submerso nos elementos e vive-se a luta da carne frágil contra a rocha dura.




Para além da luta individual contra os elementos, para mim esta edição teve a sua principal tónica no elemento humano. 
Se o meio da corrida de estrada não se pode considerar propriamente muito vasto, então o meio do Trail é mesmo bastante reduzido e ao fim de algumas provas já se começa a conhecer razoavelmente bem os seus regulares participantes.
 .





Já se sabe que a luta contra adversidades partilhadas forja amizades fortes, e embora a corrida seja uma actividade individual, o certo é que correr a par durante muitos quilómetros e em condições particularmente difíceis, cria uma espécie de consciência partilhada que permite resistir melhor às dificuldades.

Gostaria portanto de resumir o fundamental desta crónica a nomear as pessoas que estiveram comigo na Freita:
Os companheiros do Run 4 Fun, que tanto ânimo me têm dado ao longo deste percurso desportivo, o João Ralha, o Jorge Esteves, o José Carlos Melo, a Luísa Ralha, o Paulo Jorge Rodrigues, o Teodoro Trindade e ainda todos os outros que não estiveram presentes nesta corrida. Os companheiros da Ultra, o Arlindo Deus, o Eduardo Ferreira, o Gonçalo Cardoso, o Luís Freitas, o Paulo Jorge Rodrigues, o Pedro Prates e todos os outros com quem me encontro em treinos ou em diversas provas por este país fora.

Mais uma vez, vale a pena! 



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Run 4 Fun faz 3 anos! 152 membros, 7 países, 4 continentes!

Obrigado a todos por esta caminhada ímpar em prol do desporto, da saúde e do convívio.

Tempo do Optimus Alive....faz agora 3 anos que eu, o João Ralha e o António Eusébio iniciámos o Run 4 Fun - R4F. Numa quinta feira em que trocámos a música pela corrida...

Agora, três anos depois...152 membros....7 países onde marcamos presença....4 continentes...quase 30 maratonistas....alguns ultra...e novos desafios na forja!

A todos, mesmo a todos, os atletas, as (os) caras metades, os filhos, os amigos, os parceiros, a comunicação social, os bloggers, a todos, OBRIGADO por esta caminhada juntos!

Paulo Marcos



Run 4 Fun is 3 years old! 152 members, 7 countries, 4 continents!

Thank you all for this unique journey for sport, health and living together.

Optimus Alive Time.... three years ago that I, João Ralha and António Eusebio began the Run 4 Fun - R4F. On a Thursday in which we exchanged music for a run ...

Now, three years later... 152 members... 7 countries where we are already present... 4 continents .... ... .... almost 30 marathon runners... some ultra marathoners ... and new challenges are being prepared!

To everyone, really to everyone, athletes, mates, children, friends, partners, media, bloggers, to all of you, THANK YOU for this journey together!

Marcos, Paulo

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fotos adicionais da Corrida das Fogueiras

Caros Amigos,
Peço desculpa pelo "delay" e pela qualidade das fotos.
Ficaram muito pouco nitidas...mas quem dá o que tem... :-)

Runabraços

terça-feira, 5 de julho de 2011

Feliz Aniversário

Este mês de Julho estão de parabéns os nossos atletas:

5 de Julho Hilário Torres
7 de Julho Carlos Brazão
7 de Julho Madalena Curto de Sousaa
8 de Julho Pedro David
10 de Julho André Cardoso
10 de Julho João Paulo Góis Gomes
16 de Julho Vítor Lopes
20 de Julho Bruno B. Silva
22 de Julho Patricia Curto de Sousa
28 de Julho Gerardo Atienza
29 de Julho Jorge Manuel Soares Paulo
29 de Julho Mariana Romano
31 de Julho Franco Wudich
31 de Julho Cristina Marques Caldeira

Fazemos votos de um feliz aniversário!

Que possam sempre celebrar o Dom da vida, cercada de ternura e amor dos amigos que sabem cativar.

Que continuem a privilegiar-nos ao partilhar a vossa amizade.

domingo, 3 de julho de 2011

Ultra Trail Serra da Freita

Uma das vantagens de andar nisto das corridas é também a de conhecer locais que sem um forte pretexto permaneceriam na vasta lista do nosso desconhecimento. Foi o que aconteceu comigo, pois este fim de semana tive o privilégio de visitar uma zona onde nunca tinha estado, a simpática região de Arouca, e o pretexto foi o de participar no Trail da Serra da Freita.


Esta mítica prova do trail nacional completou este ano a sua 6ª edição, sendo composta pelo Ultra Trail da Serra da Freita (UTSF) com 70 km de dificuldade elevada, pela Corrida da Freita com uns acessíveis 17 km, e pela Caminhada com cerca de 8 km. O Run 4 Fun esteve valorosamente representado em todas as disciplinas. No UTSF pelo Luis Matos Ferreira e pelo Paulo Jorge Rodrigues, na Corrida da Freita pela Luisa e João Ralha, José Carlos Melo, Jorge Esteves e por mim, e na Caminhada pelos restantes três membros da desportiva família do Luis Matos Ferreira.


A 6ª edição da prova foi apadrinhada pelo montanhista João Garcia, a qual contou igualmente com a sua participação no Ultra Trail.


O parque de campismo do Merujal serviu de base ao evento, sendo o ponto de partida e chegada de todas as provas que decorreram ao longo de trilhos de rara beleza dos quais destaco a zona da Frecha da Mizarela.


A organização está de parabéns, no essencial tudo decorreu muito bem, o percurso estava razoavelmente assinalado e os abastecimentos pareceram-me adequados. Na chegada foi possivel beber um "isostar de cevada" (excelente), tomar um banho fresquinho (que me soube lindamente), comer uma sopa morninha (que me pareceu saborosa) e uma bifana no pão (que não estava má de todo).


Por tudo o que referi e pela agradabilíssima companhia que tive durante todo o percurso no qual me diverti imenso, não haveria certamente melhor prova para terminar a minha época desportiva 2010/2011. Muito obrigado a todos os companheiros.


Algumas fotos podem ser vistas aqui. Mais algumas fotos ali.